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SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE Núcleo de Pós Graduação e Pesquisa AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM HIV E AIDS ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA E PROMOÇÃO DA SAÚDE DE CONSELHEIRO LAFAIETE - MG. PATRÍCIA SANCHES CARNEIRO PATRÍCIA SANCHES CARNEIRO AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM HIV E AIDS ATENDIDOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA E PROMOÇÃO DA SAÚDE DE CONSELHEIRO LAFAIETE - MG. Dissertação apresentada ao programa de Pós-graduação da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Medicina e Biomedicina Orientador: Prof. Dr. Carlos Maurício Figueiredo Antunes Dedico este trabalho com muito carinho aos pacientes participantes deste estudo, Agradecimentos Ao Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa Belo Horizonte, por ter me acolhido e me permitido explorar minha capacidade de aprendizado; Ao Dr. José Augusto Nogueira Machado, Coordenador do Programa de Pós Graduação, pela oportunidade de amadurecimento e crescimento profissional; Ao meu Mestre Dr. Carlos Maurício de Figueiredo Antunes que me orientou com competência, confiança e respeito. Que dedicou parte de seu tempo, e me passou importantes ensinamentos. Que esteve do meu lado todo o momento, me dando força e coragem, e também muita calma para que esta caminhada se tornasse a melhor possível. Professor, obrigada por tudo, você certamente foi a escolha mais acertada deste mestrado, não poderia estar em melhores mãos; Aos professores do Programa de Pós-Graduação pelos caminhos apontados e pela formação profissional, com lembrança especial aos professores: Renata Toscano, Rachel Basques, Valéria Sandrim, Ken Golob e Adriana Bosco; A Shirley, Zélia e Carla, as secretárias mais legais que conheço, obrigada por toda dedicação e carinho; Ao secretário de Saúde de Conselheiro Lafaiete, que entendeu a necessidade da realização deste trabalho, e que partilhou dos meus objetivos; Aos pacientes, por me permitir fazer parte de sua intimidade, que durante momentos compartilhamos tristeza e alegrias, sem vocês este trabalho jamais seria possível, obrigada pelo respeito e consideração; Aos meus adorados amigos, que estavam sempre de braços abertos, prontos para me fazer sorrir e chorar (kkk) Rogério, Túlio, Bernardo, Vanessa, Jamille e Millena; A Meg, minha companheira inseparável; Aos meus pais, Hilda Sanches de Morais Carneiro e Adolfo José Carneiro, que sempre acreditaram em mim, e que de uma forma muito especial tornou um simples pensamento na mais bela realidade, Em especial, a Raquel Pinto de Andrade, a quem tive a oportunidade e honra de conhecer durante o mestrado, uma pessoa muito especial que aos poucos me deixou partilhar de sua vida, e que também aos poucos fez parte da minha. Raquel obrigada por todos os momentos maravilhosos que passamos até agora, jamais vou esquecer-me de todos os momentos que passamos juntas, principalmente durante a coleta de dados, nossos passeios e claro pelos momentos de detetive, lembra? Você foi essencial para a realização deste trabalho. Certamente me tornei uma pessoa muito melhor depois que a conheci. E acredite, por mais trabalho e dificuldades que tenhamos encontrado pelo caminho, valeu apena, pois hoje tenho você como minha amiga, mais que isso, como uma irmã. Te adoro muito amiga! Obrigada! A minha mãe de coração, Stany de Paula Rodrigues, por toda ajuda e dedicação, por ter sido um importante referencial na minha formação, além de todo o carinho, respeito, incentivo, paciência, e apoio durante essa longa caminhada, Ao meu amor e eterno amigo, Guilherme de Paula Reis, por toda atenção, incentivo, apoio, dedicação, e acima de tudo, carinho, E a todos que direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho, obrigada! "Os homens prudentes sabem tirar proveito de todas as suas ações,mesmo daquelas a que são obrigados pela necessidade" Maquiavel Introdução: Com os notáveis avanços da medicina no campo das pesquisas
de pacientes com HIV/AIDS observamos a transição da infecção de aguda para
crônica, aumentado a expectativa de vida dos portadores. Porém os impactos
desta doença sobre a qualidade de vida destes pacientes ainda é pouco
estudado. Objetivos: avaliar as diferenças entre a qualidade de vida de
pacientes soropositivos para HIV na fase infecção e na fase doença utilizando
os instrumentos WHOQOL-bref e o HATQoL. Metodologia: Trata-se de um
estudo transversal analítico, realizado no Centro de Promoção e Saúde de
Conselheiro Lafaiete-MG. Foram coletados dados sociodemográfico, clínicos e
laboratoriais, e aplicado os dois instrumentos de avaliação da qualidade de
vida. Foi realizado a análise multivariada logística ordinal. Resultados: Dos
126 pacientes estudados, 47 eram HIV+ e 79 AIDS. Os pacientes
apresentaram médias de idade de 36 e 39 anos respectivamente. Não foi
observado diferenças estatísticas significativas para os dados sócio-
econômicos, tempo de doença, diabetes, hipertensão, tabagismo, alcoolismo,
estado nutricional, glicemia, triglicérides totais e frações com exceção do HDL,
que apresentou médias de 48/HIV e 55/AIDS mg/dL. Na análise multivariada
observou-se diferenças no domínio físico (médias 53/HIV e 55/AIDS) e para o
domínio ambiental (58/HIV e 60/AIDS) da qualidade de vida medida pelo
WHOQOL-bref. Para o instrumento HATQoL, na análise multivariada as
diferenças observadas foram nos domínios função geral, satisfação com a vida,
preocupações financeiras, aceitação do HIV e confiança no profissional. Os
pacientes com HIV apresentaram melhor qualidade de vida nos domínios físico
(WHOQOL-bref) e preocupações com o sigilo (HATQol). Para os pacientes
com AIDS a qualidade de vida esteve melhor nos domínios meio ambiente
(WHOQOL-bref) e função geral, satisfação com a vida, preocupações
financeiras, aceitação do HIV e confiança no profissional (HATQoL).
Conclusão: Há diferenças na qualidade de vida dos pacientes com HIV e
AIDS, sendo que em cada domínio o grupo de pacientes se comporta de
maneira diferente, embora não sejam observadas diferenças socioeconômicas
e clinicas e comportamentais entre os grupos. São necessários mais estudos
para entender como a qualidade de vida está sendo afetada nestes pacientes e
como utilizar estes resultados para melhorar este quadro.
Palavras-chave: Qualidade de vida; sorodiagnóstico da AIDS; Infecção pelo HIV; WHOOL-bref, HATQOL Introduction: With the remarkable medical advances in the research Field of HIV/AIDS observe the transition from acute to chronic infection, increased life expectancy of patients. But the impacts of this diseases on quality of life of them has been little studied. The aim: to evaluate the differences between the quality of life of patients seropositive for HIV during infection and during disease usig quality of life WHOQOL-bref and HATQoL. Methodology: this is a transversal analytical study, conducted at the Centro de Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete-MG. Data were coleted on sociodemographic, clinical and laboratory, anda applied the two instruments for assessing quality of life. Multivariate analysis was performed ordinal logistics models for correlation. Results: of 126 patients studied, 47 were HIV and 79 AIDS. Patients had a mean age of 36 and 39 years old respectively. There was no significant differences for the socioeconomic data, durancion of disease, diabetes, hypertension, smoking, alcoholism, nutritional status, glucose, triglycerides total and fractions excepst HDL, which showed higler 48/HIV and 55/AIDS mg/dL. In multivariate analysis we found differences only in the physical domain (mean 53/HIV and 55/AIDS) and the environmental (58/HIV and 60/AIDS) quality of life measured by the WHOQOL-bref. For the instrument HATQoL multivariate analysis differences were observed only in the areas overall function, life satisfaction, financial worries, HIV acceptance and confidence in the profession. The HIV patients had better quality of life in the physical (WHOQOL-bref) and concers about confidentiality (HATQoL). For AIDS patients quality of life was better in the field environment (WHOQOL-bref) and overall function, life satisfaction, financial worries, HIV acceptance and confidence in the professional (HATQoL). Conclusion: there are differences in quality of life of theses patients whith HIV and AIDS, and in each area the group of patients behaves differently, although not observed socioeconomic differences and clinical and behavioral between groups. Further studies are need to understand how the quality of life is being affected in these patients and how to use these results to improve this situation. Keywords: Quality of life; Serodiagnosis of AIDS, HIV infection, WHOQOL-bref, HATQoL. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Taxa de detecção (por 100.000 hab.) dos casos de aids segundo região de residência e ano de diagnóstico. Brasil, 1997- Figura 2 - Curso da infecção VIH. Figura 3 - Vírus da Imunodeficiência Humana. Figura 4 - Ciclo de vida do vírus do HIV. Figura 5 - Fluxograma do diagnóstico da AIDS. Figura 6 - Critério CDC adaptado. Figura 7 - Lipoatrofia facial. Figura 8 - Lipoatrofia facial. Figura 9 - Lipohipertrofia. Figura 10 - Lipohipertrofia. Figura 11 - Lipohipertrofia. Figura 12 - Lipohipertrofia. Quadro 1 – Domínios do WHOQOL-bref e suas respectivas facetas. Quadro 2 – Domínios do HATQoL e suas respectivas facetas. LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Distribuição de freqüências e médias das características sócio-demográficas e econômicas dos 126 pacientes portadores do vírus HIV+ na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Tabela 02 - Distribuição das médias das características clínicas dos 126 pacientes portadores do vírus HIV+, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de Tabela 03 - Distribuição de freqüências das características clínicas dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de Tabela 04 - Distribuição de freqüências das características clínicas dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Tabela 5 - Distribuição de freqüências e médias do IMC e da porcentagem de gordura corporal dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Tabela 06 - Distribuição de freqüências e médias dos dados laboratoriais dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril Tabela 07 - Distribuição de freqüências e médias referentes ao tipo de entrevista e ao entrevistador dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Tabela 08 - Distribuição das médias dos dados laboratoriais de CD4+, CD8+ e carga viral dos pacientes na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Tabela 09 - Estatísticas descritivas com apresentação do valor mínimo, percentil 25, média, desvio-padrão, mediana, percentil 75 e o valor máximo dos escores dos domínios da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 10 - Comparação das médias escores do domínios da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 11 - Estatísticas descritivas com apresentação do valor mínimo, percentil 25, média, desvio-padrão, mediana, percentil 75 e o valor máximo dos escores do domínios da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 12 - Comparação das médias escores do domínios da qualidade de vida da escala HATQoL dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 13 - Comparação das médias escores do domínios da qualidade de vida da escala do instrumento WHOQOL –bref e HATQoL dos pacientes HIV e AIDS, segundo sexo, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 14 - Análise linear (Modelo final) do domínio SAÚDE FÍSICA da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 15 - Análise linear (Modelo final) do domínio PSICOLÓGICO da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 16 - Análise linear (Modelo final) do domínio RELAÇÕES SOCIAIS da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 17. Análise linear (Modelo final) do domínio AMBIENTAL da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 18 - Análise ordinal (Modelo final) do domínio SAÚDE FISICA da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 19. Análise ordinal (Modelo final) do domínio RELAÇÕES SOCIAIS da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 20. Análise ordinal (Modelo final) do domínio RELAÇÕES SOCIAIS da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 21. Análise ordinal (Modelo final) do domínio RELAÇÕES SOCIAIS da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 22. Análise linear (Modelo final) do domínio FUNÇÃO GERAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 23. Análise linear (Modelo final) do domínio SATISFAÇÃO COM A VIDA da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 24. Análise linear (Modelo final) do domínio SATISFAÇÃO COM A VIDA da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 25. Análise linear (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES FINANCEIRAS da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 26. Análise linear (Modelo final) do domínio ACEITAÇÃO DO HIV da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 27. Análise linear (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES COM O SIGILO da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 28. Análise linear (Modelo final) do domínio CONFIANÇA NO PROFISSIONAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 29. Análise linear (Modelo final) do domínio CONFIANÇA NO PROFISSIONAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 30. Análise ordinal (Modelo final) do domínio FUNÇÃO GERAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 31. Análise ordinal (Modelo final) do domínio SATISFAÇÃO COM A VIDA da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 32. Análise ordinal (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES COM A SAÚDE da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 33. Análise ordinal (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES COM A SAÚDE da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 34. Análise ordinal (Modelo final) do domínio ACEITAÇÃO DO HIV da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 35. Análise ordinal (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES COM O SIGILO da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Tabela 36. Análise ordinal (Modelo final) do domínio CONFIANÇA NO PROFISSIONAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março Tabela 37. Análise ordinal (Modelo final) do domínio CONFIANÇA NO PROFISSIONAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida AIDS-HAQ – Aids Health assenssment Questionarie AZT – Zivodine CDC- Centro de controle de Doenças (EUA) CEP – Comitê de Ética em Pesquisa DeCS – Descritores em Ciências da Saúde DNA – Ácido desoxirribonucléico FAHI – Functional Assessment of HIV Infection FDA – Food and Drog Administration GALT – Tecido Linfóide Associado a Mucosa GHSA – General Health Self-Assessment gp – Glicoproteína HAART – Terapia Antiretroviral Combinada de Alta Potência HATQoL- Target Quality of Life HDL – Lipoproteína de alta densidade HIV – Vírus Imunodeficiência Humana HIV HOPES – HIV Overview of Problems HIV-QLO – Questionarie of Quality of Life – HIV HIV-SI – HIV Symptom Index ICAM – Molecula de adesão intercelular ICV – Índice de Condições de Vida IDH – Índice de Desenvolvimento Humano IL-6 – Interleucina 6 IP- Inibidores de proteases IQV – Índice de Qualidade de Vida IsF – Inibidores de fusão LDL – Lipoproteína de baixa densidade LWH – Live with HIV MOSHIV – Medical Outcomes Questionarie adaptado para HIV MPQoL – The Minimal Pediatric Quality of Life Questionarie MQoL-HIV – Multi-Dimensional Quality of Life Questionarie for HIV/AIDS NBR – Normas Brasileiras NNRTI – Inibidores da transcriptase não análogos de nucleosídeos NRTI – Inibidores da transcriptase análogos de nucleosídeos PAI - Ativador do plasminogênio QV – Qualidade de Vida RNA – Ácido ribonucléico TNF-α – Fator de necrose tumoral α UNAIDS – Programa combate ao HIV/AIDS das Nações Unidas WHOQOL-brefWord Health Organization Quality of Life abreviado WHOQOL-brefWord health Organization Quality of Life HIV SUMÁRIO
1- INTRODUÇÃO. 2- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. 2.1 Epidemiologia da AIDS. 2.2 Fisiopatogênia da AIDS. 2.3 Diagnóstico. 2.5 AIDS como doença crônica: A epidemia após os antiretrovirais. 2.6 Qualidade de vida. 2.6.1 Instrumentos que avaliam a qualidade de vida. 2.6.2 Qualidade de vida em pessoas que pessoas que vivem com HIV e AIDS. 3.1 Objetivo geral . 3.2 Objetivo específicos . 4.1 Estudo piloto. 4.2 Tipo de estudo. 4.3 Local de estudo. 4.4 População de estudo. 4.5 Aspectos éticos. 4.6 Período de coleta de dados. 4.7 Coleta de dados. 4.8 Instrumento utilizado para coleta de dados sócio- demográficos, clínicos e laboratoriais. 4.9 Variáveis investigadas por meio deste instrumento. 4.10 Instrumentos utilizados para avaliação da qualidade de 4.11Análise dos dados. 4.12 Análise multivariada. 4.13 Pesquisa Bibliográfica. 5.1 Caracterização da amostra. 5.2 Análise da qualidade de vida por meio do instrumento WHOQOL-bref. 5.3 Análise da qualidade de vida pelo instrumento HATQoL. 5.4 Análise multivariada linear da escala WHOQOL-bref. 5.5 Análise multivariada ordinal da escala WHOQOL-bref. 5.6 Análise multivariada linear da escala HATQOL. 5.7 Análise multivariada ordinal da escala HATQoL. 8- REFERÊNCIAS. A qualidade de vida vem se tornando uma variável útil para determinar o impacto global das doenças e dos tratamentos médicos a partir da perspectiva do indivíduo, e sua medida é potencialmente útil para aplicação na pesquisa e prática clínica1-2. A compreensão da qualidade de vida das pessoas que vivem com o HIV/AIDS configura-se fundamental, considerando a evolução crônica da infecção, a possibilidade de tratamento e maior sobrevida e o convívio com uma doença estigmatizante, transmissível e incurável, com inúmeras consequências biopsicossociais que repercutem na qualidade de vida desses indivíduos3. Com a introdução da Terapia Combinada de Alta Potência (HAART), mudanças expressivas no curso da infecção pelo HIV/AIDS foram observadas, com impactos e conseqüências na perspectiva de vida e na qualidade de vida destes indivíduos. A literatura aponta que a qualidade de vida dos indivíduos que vivem com HIV/AIDS se modificou com a introdução destes medicamentos, embora a idéia de morte ainda esteja muito presente4-7. Portanto, com o intuito de quantificar tais mudanças, vários instrumentos estão sendo utilizados para mensurar a qualidade de vida dessas pessoas. Muitos instrumentos utilizados nesta população foram criados especificamente para avaliar pacientes portadores de outras patologias como o câncer, por exemplo, ou instrumentos adaptados. Porém, estes instrumentos não observam questões no contexto do cotidiano dos portadores de HIV, como as relativas à adaptação à doença e à sexualidade7. Até o presente momento, no Brasil, só existem dois instrumentos validados e aprovados para avaliar a qualidade de pacientes com HIV. Um deles é o HATQol (HIV/AIDS Targeted Quality of Life), utilizado na presente pesquisa, e o WHOQOL- HIV (World Health Organization Quality of Life HIV)8-11. 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Epidemiologia da AIDS Desde que foram descritos os primeiros casos nos Estados Unidos, a infecção pelo vírus do HIV tornou-se um problema de saúde mundial. De acordo com o relatório da UNAIDS 2011, até o final do ano de 2010 havia 34 milhões de pessoas no mundo vivendo com o vírus do HIV12. A pandemia da AIDS tem atingido, principalmente, os países em desenvolvimento e, mais intensamente, a África, Leste Europeu, América Central e a Ásia, sendo que a população em idade produtiva e reprodutiva é a mais Segundo o último relatório da UNAIS, a prevalência da infecção pelo HIV na America Latina é de 0,4% em adultos e no Brasil esta taxa é de 0,6%. De 1980 a 2010 foram notificados 592.914 casos de infecção pelo vírus14. A partir da identificação do primeiro caso do HIV/AIDS no Brasil, em 1981, a epidemia vem apresentando mudanças no seu perfil epidemiológico, observadas pela dinâmica de contínua transformação, resultando em subepidemias regionais15. Devido à diversidade sociocultural, a compreensão da trajetória da epidemia no país A epidemia evidencia as desigualdades sociais e as relações de gênero, que se alteraram significativamente nos últimos anos. A taxa de ataque entre homens e mulheres que na década de 90 era de 3,7:1, respectivamente, hoje é de 1:114. O HIV pode ser transmitido pelo sangue (via parenteral e vertical), esperma, secreção vaginal e leite materno (via vertical). A transmissão pode ocorrer durante todas as fases da infecção, sendo o risco proporcional à magnitude viremia17. A contaminação por via heterossexual foi bastante expressiva nos últimos anos, influenciando, de forma decisiva, na feminização da epidemia18. Consequentemente o aumento dos números de mulheres infectadas levou ao aumento do numero de contaminação por via vertical19. Segundo Souza et al. (2004)20, embora haja grande empenho médico e político para a prevenção deste tipo de contaminação, há falhas no processo de detecção como: ausência ou atraso no inicio do pré-natal, falta de tempo para se obter o resultado da sorologia e a devida intervenção, atendimento pré-natal adequado, mas sem a solicitação do exame, ou há a solicitação, mas a entrega do resultado laboratorial ocorre fora do tempo hábil, ou até mesmo casos de extravio. Outro ponto relevante é a distribuição regional dos casos de AIDS no Brasil. Em 1980 a infecção pelo HIV atingia principalmente as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, acometendo indivíduos homossexuais/bissexuais, do sexo masculino, com alto nível sócio econômico, usuários de drogas, portadores de Hemofilia e receptores de sangue21. Hoje o perfil dos casos indica que a epidemia é claramente heterossexual14, 22. A epidemia está se interiorizando pelo país, a disseminação da epidemia tem ocorrido cada vez mais em municípios pequenos, pobres e com menor renda per capita15. De acordo com a figura 1, a região sudeste contribuía de forma mais expressiva para os valores elevados das taxas de detecção no país nos anos anteriores, porém a partir de 2007 nota-se que a região sul passou a ter maior participação nesse valor elevado14. Quanto à distribuição da AIDS em relação à cor da pele/raça, no ano de 2009, 47,7% casos eram da cor de pele branca, 35,8% eram da cor de pele parda e 11,0% da cor de pele preta. As taxas de detecção para as cores de pele amarela e indígena foram de 0,5% e 0,3% respectivamente14. Segundo o Ministério da Saúde (2011)22, as pessoas estão vivendo mais e com isto está surgindo um novo risco no país, a contaminação de pessoas com 50 anos ou mais. Em 1996 a incidência para esta faixa etária era de 11,7 e em 2006 subiu para 20,6 e continua crescendo. Figura 1 - Taxa de detecção (por 100.000 hab.) dos casos de aids segundo região de residência e ano de diagnóstico. Brasil, 1997-2009. Fonte: BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 201014. 2.2 Fisiopatogênia da AIDS A infecção pelo HIV ou Síndrome Retroviral Aguda é caracterizada por uma doença transitória sintomática, que ocorre logo após exposição ao HIV. Esta infecção está associada a uma intensa replicação viral e uma resposta imunológica vírus Após a transmissão, as manifestações clínicas podem ocorrer em aproximadamente 50% a 90% dos indivíduos. A duração do quadro clínico pode variar bastante de uma a dez semanas. No início a infecção se assemelha a mononucleose infecciosa, evoluindo para uma viremia plasmática elevada e queda transitória de +24. Dentre os vários sintomas observados neste quadro clínico cabe citar: febre alta, linfoadenomegalia transitória, esplenomegalia, fadiga, falta de apetite, depressão, úlceras na pele, boca e genitais, e, em alguns casos, odinofagia23. O sistema digestório é extremamente afetado pelo vírus na fase aguda, porque a superfície da mucosa do trato gastrointestinal serve de barreira estrutural e imunológica contra os microorganismos exteriores, e nela se encontram a maioria


dos linfócitos (GALT - Gut Associated Lymphoid Tissue). Durante a fase aguda da infecção, a maioria das células T CD4+ do trato gastrointestinal são perdidas, como resultado da intervenção direta do vírus. Esta perda mantém-se durante todo o curso da infecção representando, assim, um violento "ataque" ao sistema imunitário25. Contudo, a contagem das células T CD4+ do sangue periférico não apresenta um declínio tão acentuado (Figura 2). A enteropatia, que pode ocorrer desde a fase aguda até a fase mais avançada da infecção, envolve sintomas como diarréia, aumento da inflamação no trato gastrointestinal, aumento da permeabilidade intestinal e má absorção26. Figura 2 - Curso da infecção HIV. Durante a infecção primária a carga vírica é extremamente elevada no sangue periférico (até 108 cópias de RNA VIH-1/ml de plasma) e o número de células T CD4+ diminui significativamente. O sistema imune reage rapidamente, com resposta celular citotóxica e humoral. O rápido aparecimento dos linfócitos T citotóxicos (CD8+) está associado à diminuição temporária dos níveis plasmáticos de VIH, e vários são os mecanismos usados por estas células para controlar a infecção primária. Uma vez estabelecida a infecção, apesar das respostas imunitárias


acionadas após a infecção primária, o vírus nunca é completamente eliminado do organismo. Desenvolve-se, assim, uma infecção crônica que persiste durante aproximadamente 10 anos antes do paciente se tornar clinicamente doente28. Os vírus da AIDS (Figura 3) HIV-1 e HIV-2 pertencem à família Retroviridae, gênero Lentivirus. Estruturalmente, o HIV constitui-se de partícula icosaédrica, composta de um envelope fosfolipídico, onde estão inseridas proteínas virais e da célula hospedeira, incluindo as duas principais glicoproteínas, a gp120 e gp41. Estas enzimas são fundamentais em seu processo de replicação, em especial a transcriptase reversa e a protease. É através da inibição dessas enzimas virais que agem algumas drogas anti retrovirais29-31. Figura 3 - Vírus da Imunodeficiência Humana. O alvo principal do vírus HIV durante a infecção é o linfócito TCD4+28. Segundo a contagem sanguínea dos linfócitos TCD4+ a doença é classificada em três estágios: inicial, com uma contagem de células TCD4+ <500 cél/mm3; intermediário, com uma contagem de TCD4+ entre 200 e 500 cél/mm3; final, com uma contagem < 200 Ao infectar, o linfócito T CD4+ o HIV se funde à membrana celular e o seu conteúdo é liberado no citoplasma celular. A enzima transcriptase reversa do HIV catalisa a produção de uma cópia de DNA a partir do RNA do vírus. A cópia de DNA dupla


hélice é então transportada ao núcleo celular, onde a enzima; catalisa a incorporação do DNA viral ao material genético do hospedeiro. Ocorre então a transcrição do RNA a partir do DNA do HIV e a tradução das proteínas virais. Essas proteínas virais recém-formadas são produzidas na forma de precursores de poliproteínas. As poliproteínas e o RNA viral movem-se para a superfície da célula incorporando-se aos novos vírus que brotam na membrana celular e levam parte da mesma com eles para formar a camada externa viral. Os vírus recém formados não seriam infectantes se não fosse a ação das enzimas proteases do HIV, que processam as poliproteínas virais em proteínas e enzimas funcionais (Figura 4)26, 28, Figura 4 - Ciclo de vida do vírus do HIV. 1: Ligação viral. 2: Ligação vírus-célula. 3: Abertura do núcleo capsídeo. 4: Transcrição reversa. 5: Integração do DNA viral ao DNA da célula hospedeira. 6: Transcrição. 7: Tradução. 8: Montagem do vírus. 9: liberação. 10: Maturação Fonte:www.nature.com (2010)33 2.3 Diagnóstico O diagnóstico clínico da infecção pode passar despercebido, uma vez que a infecção possui caráter clínico não específico, ou mesmo ausência de sintomas17. Assim o Ministério da Saúde estabelece a obrigatoriedade de um conjunto de


procedimentos sequenciados, com o objetivo de maximizar o grau de confiabilidade na emissão dos laudos e minimizar a ocorrência dos resultados falso-negativos ou falso-positivos (Portaria no 59/GM, de 28/1/03, Ministério da Saúde) (Figura 5.) 17. Figura 5 – Fluxograma do diagnóstico da AIDS Fonte: Ministério da Saúde, 200517. Para estimar o prognóstico e avaliar a indicação de início de terapia monitora-se a evolução da contagem de linfócitos T-CD4+ e a quantificação plasmática da carga viral do HIV. A contagem de linfócitos TCD4+ é utilizada internacionalmente como padrão para monitoramento do estado imunológico dos indivíduos, e o critério mais adotado no mundo é definido pelo CDC (Figura 6) 17. Figura 6 – Critério CDC adaptado Fonte: Ministério da Saúde, 200517. È importante ressaltar que, apenas a contagem de linfócitos TCD4+ não é suficiente para o diagnóstico. É necessário, ainda, a confirmação com dados clínicos característicos da doença, porque outras condições causadas por diversos agentes podem levar a um quadro semelhante23. A quantificação da carga viral serve como um marcador de risco futuro da diminuição dos linfócitos TCD4+. Assim quanto mais alta a carga viral mais rápida será a queda dos níveis de linfócitos TCD4+23. Na década de 1990, surgiu um importante marco na história da epidemia da AIDS: a Terapia Combinada de Alta Potência (HAART). Esta terapia tem se mostrado mais eficaz para o tratamento, uma vez que o vírus tem alta capacidade de resistência e adaptabilidade aos medicamentos34. As drogas da classe dos inibidores da transcriptase (análogos de nucleosídeos – NRTI – ou não análogos de nucleosídeos – NNRTI) inibem a primeira fase da replicação viral através da inibição da enzima viral transcriptase reversa. As drogas da classe dos inibidores da protease impedem a ocorrência da última fase da replicação viral por inibirem a enzima viral protease. Zidovudina, Didanosina, Lamivudina, Abacavir, Nevirapine, Efavirens e Estavudina são algumas das drogas que pertencem a esta classe35. Alguns desses medicamentos agem de maneira a inibir a enzima DNA polimerase-g (que é responsável pela replicação do DNA mitocondrial), enquanto outros alteram a função mitocondrial por diversos outros mecanismos. O uso de NRTIs pode causar lesões mitocondriais, em diferentes linhagens celulares, por mecanismos diversos. De modo geral essas alterações levam à acidose lática, neuropatia periférica, miopatias, esteatose hepática, hipogonadismo, diabetes, anemia e lipoatrofia36-42. Dentre as drogas conhecidas como inibidores de proteases estão o atazanavir, darunavir, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, ritonavir, saquinavir e tipranavir. Estes medicamentos inibem reversivelmente a atividade da protease do HIV por ligação ao seu sítio ativo. Desse modo, impedem a clivagem das poliproteínas, resultando na formação de partículas víricas imaturas, não Os medicamentos da classe dos IPs prejudicam a diferenciação dos pré adipócitos, levando a apoptose dos adipócitos subcutâneos, conforme demonstrado em biópsias musculares43. Essa classe de drogas também reduz a expressão de fatores de transcrição envolvidos na adipogênese. No geral as drogas NRTIs e IPs aumentam a expressão e a secreção de citocinas pró-inflamátorias (TNF-α, IL-6 e L-1β), que estão diretamente envolvidas na modificação da função dos adipócitos44-48. Embora vários artigos descrevam que as drogas inibidoras de proteases elevam os níveis séricos de lipídeos, estas alterações também foram observadas em indivíduos que receberam tratamento com inibidores da transcriptase reversa, sugerindo a existência de outros fatores nessas alterações49. Purnell e colaboradores (2000)50 administraram IP (ritonavir) em indivíduos saudáveis durante duas semanas e observaram o aumento dos níveis séricos de colesterol total, triglicérides, lipoproteína (A) e lipoproteína (B), demonstrando, assim, que estas anormalidades são independentes da infecção pelo. O tratamento com IP promove a instalação rápida de resistência à insulina sem, no entanto, evidenciar mudanças significativas na composição corporal. No entanto é importante observar que a resistência à insulina pode estar associada à própria



infecção, uma vez que os vírus atacam diretamente as célul β as -pancreáticas, interferindo na secreção de insulina35, 51-52. Muitos mecanismos patogenéticos têm sido propostos para explicar como a terapia causa a dislipidemia, mas a maioria ainda é muito controversa. As conseqüências clínicas patológicas da presença da dislipidemia em pacientes com HIV não está completamente elucidada, embora alguns autores se reportem a observações como o aumento do risco de doença arterial coronariana prematura, aterosclerose e pancreatite53-56. A síndrome lipodistrófica é uma conseqüência comum dos pacientes em uso de terapia. As mudanças na imagem corporal decorrentes da Síndrome da Lipodistrofia impactam ainda mais na qualidade de vida, de modo bastante singular57. Em 1997, o órgão americano regulador da liberação e uso de medicamentos, Food and Drug Administration, (FDA), descreveu oficialmente a síndrome. Inicialmente denominada de "Crixbelly", devido ao fato de que nos primeiros casos de redistribuição da gordura corporal foram observados após a utilização do Crixivan (Indinavir), medicamento da classe dos inibidores de proteases58-60. A lipodistrofia pode ser classificada clinicamente em três categorias, a saber: Lipoatrofia (Figura 06 e 07): caracterizada pela redução de gordura em regiões periféricas como braços, pernas, face e nádegas, podendo apresentar proeminência muscular e venosa relativas61-63. Figura 06 e 07. Lipoatrofia facial Fonte: FILHO-SALGADO, I. V et al. (2010)



Lipo-hipertrofia (figura 08, 09, 10 e 11): caracterizada pelo acúmulo de gordura em região abdominal, presença de gibosidade dorsal, ginecomastia e aumento das mamas em mulheres. Forma mista: caracterizada pela associação de componentes das duas formas anteriormente descritas62. Heath et al (2002)64 ao estudarem 366 indivíduos soropositivos, observaram durante um ano após o início da terapia com HAART, uma incidência de 29% para lipoatrofia, 23% para lipo-hipertrofia e de 13% para a forma mista. Tisiodras et al. (2000)65 acompanharam durante 5 anos pacientes em uso de IP, e observaram uma incidência cumulativa de 20%. Figura 08, 09, 10 e 11: Lipohipertrofia Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE, (2010) Está bem estabelecido que a distribuição de gordura, particularmente a intra- abdominal, está associada ao aumento da morbidade e mortalidade por doença cardiovascular. Este risco é observado mesmo que o indivíduo não seja obeso, mas apresente aumento da gordura visceral66-68. Um componente importante dessa síndrome, que é os pacientes, apresenta níveis séricos baixos de HDL-colesterol, elevação de colesterol total, LDL-colesterol e triglicérides conferindo um perfil lipídico sabidamente aterogênico69-70. O perfil aterogênico observado nesses pacientes já foi constatado por estudos experimentais que demonstraram que componentes virais (gp120, TAT) no endotélio induzem a expressão de moléculas de adesão (ICAM-1 – E-selectina) e o estado pro trombótico (aumentando fator Von Willebrand, ativador do inibidor do plasminogênio Estudos necroscópicos demonstraram a associação entre a doença arterial coronariana e HIV72-73. Joshi et al. (1987) observaram a presença de doença coronariana em crianças com idade variando de 13 meses a 7 anos, durante a a necropsia72. A análise microscópica revelou a presença da reação inflamatória no endotélio, com linfócitos e células mononucleares gigantes, com fragmentação das fibras de elastina e fibrose intimal resultando em redução da luz do vaso, sendo justamente estas alterações que predispõem a ocorrência de eventos coronarianos agudos74. No estudo de Pathon et al. (1993) os pacientes soropositivos apresentaram indícios de lesões ateroscleróticas com uma idade média de 27 A análise de 4.993 pacientes permitiu observar que a incidência de infarto agudo do miocárdio, por 1000 pacientes/ano, aumentou de 0,86 no período de 1983 a 1986 para 3,41 no período de 1995 a 199856. Diante de tantos efeitos colaterais, há uma busca incessante por novos mecanismos de ação para impedir a replicação viral. Com os recentes avanços no conhecimento molecular da interação do vírus com a célula, novas drogas surgiram e são conhecidas como os inibidores de entrada, são elas os antagonistas de CCR5, e os inibidores de (IsF)75-77. Entre as drogas disponíveis para uso baseado neste mecanismo estão o Enfurvitede e o Raltegravir. Esses estudos permitiram descobrir os dois principais correceptores utilizados pelo HIV durante o processo de entrada na célula, a saber: CCR5 e CXCR4. Além disso para completar o processo de entrada do HIV na célula-alvo é necessário que ocorra a fusão entre o envelope e a membrana celular, sendo a glicoproteína gp41 a principal responsável por este processo78. O linfócito TCD4+ possui vários receptores para quimiocinas em sua superfície celular, dentre estes, o CCR4 e o CCR5. Hoje já se sabe que o vírus usa este receptor para iniciar a interação vírus-célula. Sabe-se, também, que nenhuma estirpe do vírus consegue fazer esta ligação sem os receptores CCR4 e CC5, e, por isso mesmo, atualmente, estes são os principais alvos terapêuticos79-80. O tratamento envolve um processo multifatorial, que abrange aspectos físicos, psicológicos, sociais, culturais e comportamentais, não se limitando somente à ingestão dos medicamentos. Em geral, segundo a literatura, a adesão ao tratamento de doenças crônicas já é baixa81. Vários autores destacam que a adesão ao tratamento é muito complicada em pacientes com AIDS e que o período mais crítico são os primeiros 6 meses. Ressaltam que o acesso e a qualidade do serviço de saúde, a situação econômica do indivíduo, a complexibilidade dos esquemas de medicação, as alterações dietéticas e os efeitos tóxicos dos medicamentos afetam, negativamente, a adesão ao tratamento52, 82-84. A não adesão ao tratamento, ou mesmo o uso incorreto da terapêutica indicada são considerados pela comunidade médica envolvida uma ameaça para a efetividade do tratamento e, também, para a melhoria da qualidade de vida desses indivíduos81. Por outro lado, é importante registrar, que o uso prolongado dos medicamentos também influencia na qualidade de vida dos pacientes, de forma negativa, porquanto, o uso prolongado leva ao aparecimento de diversas doenças e efeitos Sabe-se, contudo, que os avanços terapêuticos, que normalmente prolongam a vida e tornam crônicas as doenças agudas, afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. No caso da terapia HAART os desafios são: acesso à terapia, controle dos efeitos colaterais, controle das co-morbidades emergentes, controle de novas co-morbidades relacionadas aos efeitos adversos, interações medicamentosas e problemas com a adesão terapêutica 39. 2.5 AIDS como doença crônica: A epidemia após os anti-retrovirais A partir da garantia de acesso ao tratamento observa-se redução no número de óbitos14. Assim o crescimento da incidência da doença deixou de ser corresponder ao crescimento de óbitos. Não há dúvidas da importância da terapia HAART para a cronicidade da doença, entretanto, o uso desta precisa ser considerado no contexto vivido pelo paciente, uma vez que este sofre influências de diversos aspectos sociais, políticos, culturais e religiosos52, 82, 84. Segundo estimativas da UNAIDS/ONUSIDA, desde 1995, com a implantação da terapia, foi possível evitar um total de 2,5 milhões de óbitos em países de baixa renda. Contudo, não se pode olvidar o fato de que, nem todos têm acesso ao tratamento medicamentoso. Sabe-se que aproximadamente, apenas 50% recebem a terapia. No Brasil, óbitos declarados como causa básica a AIDS, desde 1980, já somam 229.00014. Segundo Greco (2011)86 ao prover acesso universal aos anti-retrovirais (ARV) e a cuidados de saúde adequados em relação à Aids, ficou demonstrado ser possível para um país em desenvolvimento, mesmo com tantas iniqüidades, tratar as pessoas de maneira igual, independentemente de raça, gênero ou poder. No Brasil, a política de distribuição de medicamentos e investimentos em política de prevenção e educação da população para a epidemia da AIDS tem gerado bons frutos. O Plano de Ação do Brasil é modelo para outros países. De 1996 a 2002, o investimento total do governo brasileiro com o tratamento atingiu cerca de US$ 1,6 bilhões. Essa política provocou inestimável impacto social ao diminuir a mortalidade, a morbidade, as hospitalizações, os afastamentos e as aposentadorias, gerando economia estimada em quase US$ 2 bilhões60, 87. Hoje, o sucesso dos resultados desse Plano de Ação é reconhecido internacionalmente, e os índices de transmissão de vírus resistentes são menores que os dos Estados Unidos88. Deve ainda ser enfatizado que, na maioria dos países do Terceiro Mundo, ao impacto da AIDS soma-se a uma grande gama de doenças endêmicas ou emergentes, citando-se, apenas como por exemplo: tuberculose, hanseníase, esquistossomose, leishmaniose, malária86. A instituição da terapia é de extrema importância, uma vez que no Brasil a AIDS é uma das principais causas de morte prematura, especialmente nos indivíduos entre 24 e 44 anos. A mortalidade está associada a infecções oportunistas graves e a neoplasias decorrentes do comprometimento do sistema imune89.41 Segundo Bucciardini et al. (2006)4, com a terapia HAART a AIDS deixou de ser uma doença incurável, fatal e irreversível para uma doença com uma condição de cronicidade e potencialmente controlável, aumentando a expectativa de vida dos portadores, mesmo com seus efeitos colaterais. Assim, embora o avanço das terapêuticas medicamentosas tenha possibilitado a diminuição das taxas de mortalidade, observa-se no cenário atual a emergência de coinfecções associadas à infecção pelo HIV/AIDS, o que pode comprometer a qualidade de vida destes pacientes90. Marins (2004)91 observou que a prevalência de coinfecção pelo HCV é de 33,4%. A coinfecção pelo HBV é bastante alta, sendo que 70% a 90% dos pacientes possuem algum marcador sorológico da hepatite B, evidenciando infecção atual ou pregressa. A tuberculose recrudesceu devido à epidemia da AIDS92. Em 1999 foram identificados 10,7 milhões de pessoas co-infectadas com HIv e tuberculose93. Entre as várias conquistas obtidas no Brasil nestes 30 anos de epidemia, a primeira que merece destaque é a mudança no perfil epidemiológico da AIDS. Houve uma significativa diminuição na mortalidade causada pelo HIV e uma redução na velocidade da transmissão do vírus, o que consequentemente, implicou melhor qualidade de vida das pessoas com HIV/ AIDS94. Para a redefinição da doença como crônica, três fatores foram cruciais: primeiro, os avanços no conhecimento da história natural da infecção, segundo, a possibilidade de monitorização da doença com marcadores laboratoriais e terceiro, o surgimento da terapia HAART95. Com o uso regular do medicamento, os pacientes atingem níveis plasmáticos de carga viral indetectável, conseguindo aumentar o nível de linfócitos TCD4+. Com isto há recuperação parcial do sistema imune, e consequentemente as infecções oportunistas que o levariam à morte na era pré-HAART, passam a ser menos frequentes, algumas delas raras, resultando no aumento da sobrevida96. A infecção pelo HIV pode ser considerada crônica porque o uso regular do medicamento leva a um quadro clínico de carga viral indetectável, porém não elimina o vírus. Não há cura para a doença94, mas segundo a Associação Brasileira Interdisciplinar da AIDS (2004)94 a garantia de tratamento está levando as pessoas a não temerem a infecção pelo HIV. Segundo Schaurich; Coelho; Motta (2006)97 a cronicidade do HIV deve ser entendida além de seu efeito biológico. Este deve ser compreendido para além de um estado de doença e agravo ao longo do tempo, transcendendo a concepção da doença como fato meramente biológico, mas como um fenômeno diretamente relacionado ao conhecimento do indivíduo, bem como às crenças, valores e saberes que permeiam a sua rede familiar e social. A cronicidade da doença altera o processo viver, afetando as dimensões que envolvem o indivíduo no contexto social, psicológico, cultural e religioso. O forte simbolismo de que a AIDS é sinônimo de morte está cada vez menor, causando menor impacto negativo na perspectiva de vida dos indivíduos soropositivos. Assim, aos poucos, a realidade dos que convivem com a AIDS em sendo alterada, trazendo novos desafios para sua compreensão e entendimento86, 94-95. Essa cronicidade da doença, associada à tecnologia do acompanhamento e tratamento possibilitou melhora na qualidade de vida dos pacientes, por meio de sua inserção no cotidiano, renovando os desafios da integralidade e promoção da saúde, tais como: reinserção social, incluindo o mercado de trabalho e o sistema educacional; promoção de hábitos saudáveis, como alimentação adequada e atividade física; direito de vivenciar a sexualidade, as relações afetivas, como também, vivenciar a paternidade e maternidade17 98. É importante que os profissionais de saúde atualizem o foco do atendimento do portador do vírus da AIDS, no sentido de buscar o enfrentamento da doença na medida em que a assistência médica, hoje, deve contemplar outros aspectos importantes da vida dos que vivem com HIV/AIDS96. Antes da terapia os pacientes já chegavam ao serviço de saúde em estágio avançado, necessitando de internações prolongadas devido às diversas doenças oportunistas já instaladas. Com o advento da terapia, na maioria dos casos o tratamento é ambulatorial, ou até mesmo Uma das questões fundamentais em relação à cronicidade da infecção que deve ser enfrentada pelo portador é o uso contínuo e duradouro do tratamento medicamentoso40, 52. A literatura aponta que é evidente a relação direta entre o uso da medicação ininterrupta e a supressão viral. Porem isto requer adequação do cotidiano, exigindo mudanças na rotina dos pacientes99. Outro fator que acompanha o indivíduo com a cronicidade da doença é o preconceito, a discriminação e o estigma. A infecção pelo HIV, mesmo em diferentes momentos históricos e sociedades foi marcada pelo preconceito e discriminação97. Segundo Goffman (1998)100 o estigma é um atributo que é profundamente depreciativo, onde a pessoa que o possui, é uma pessoa com uma diferença Segundo Parker & Aggeton (2001)101 afirmam que as fontes de estigma e descriminação relacionadas aos portadores surgiram desde o inicio da epidemia. Segundo este autores a AIDS era vista como uma sentença de morte, como punição, como guerra e sobretudo como a doença do outro. Esse comportamento da sociedade faz com que o portador sinta culpa, sendo certo, ainda, que muitas vezes a família reforça essa condição com cobranças, discriminação, isolamento e omissão102. Uma das tarefas mais difíceis e complexas do convívio com a AIDS é a vida sexual. Os aspectos relacionados à atividade sexual fazem nascer no indivíduo sentimentos como culpa e vergonha. Estes sentimentos promovem alterações funcionais como perda de interesse, diminuição da libido, depressão e incapacidade para partilhar a informação com o parceiro103. 2.5 Qualidade de vida O termo Qualidade de Vida (QV) foi inserido nos indexadores médicos em 1975 e as primeiras publicações surgiram a partir de 1980, tendo sido a oncologia a primeira especialidade médica a aplicar o conceito em relação aos seus pacientes104. Qualidade de vida é um termo que vem sendo discutido há quase um século pelos estudiosos sociais e da saúde105. Flanangan (1978)104 realizou uma pesquisa com 3000 americanos e, pela primeira vez, as dimensões da qualidade de vida foram discutidas. Depois dessa pesquisa, surgiram muitas discussões acerca do tema. A partir de então todos os componentes primários da primeira pesquisa de qualidade de vida foram distribuídos nos seguintes tópicos: bem estar físico e material; relacionamento com outras pessoas; atividades sociais, comunitárias e civis; desenvolvimento pessoal e auto-realização; recreação. Com a distribuição contida nesse estudo a qualidade de vida passou a ser percebida em sua total complexibilidade e revelada na interação dos seus diversos . Em 1982, com o advento das cirurgias coronarianas, a qualidade de vida mostrou-se uma ferramenta importante na reflexão de determinados pacientes105-106. Para Cohen (1982)105 a vida humana é a condição para valores humanos, mostrando uma relação entre o ser vivo biológico e sua condição subjetiva, assim justificando a escolha por procedimentos arriscados para salvar a própria vida. Para o autor qualidade de vida é baseada na capacidade de tomar decisões a cerca da própria vida, com perspectivas que variam individualmente. Para Belim; Fleck (2003)107 avaliação da qualidade de vida é um meio de capturar as perspectivas pessoais do paciente sobre o tratamento ou sobre sua vida. De forma que isso renova a medicina tradicional, que baseia seu conhecimento em parâmetros bioquímicos, clínicos e biológicos. Qualidade de vida é algo que diz respeito à subjetividade e ao indeterminado94. O conceito qualidade de vida tem duas amplas discussões, sendo uma que é utilizada no cotidiano da população, em geral, inclusive no campo profissional de diversas áreas e a outra no contexto da pesquisa científica. Na área da saúde o interesse pelo conceito é recente e decorre, em parte, dos novos paradigmas que têm influenciado as políticas e as práticas dessas área nas últimas décadas108. Até o presente momento há três vertentes da qualidade de vida: a econômica, a relacionada à saúde e a geral. As concepções mais objetivas (econômicas e relacionadas à saúde) podem ser vistas nas políticas de saúde pública com efeitos sobre a saúde coletiva108. Segundo Seil; Zannon (2004)108 as informações obtidas por meio de pesquisas sobre qualidade de vida têm sido utilizadas para analisar os impactos de tratamentos a determinados grupos. Já a qualidade de vida geral estuda o processo saúde- doença em sua complexibilidade, como fator multifatorial, complexo e contínuo, ligado a fatores sócio-econômicos, sócio-culturais e ao estilo de vida. As pesquisas sobre qualidade de vida são de suma importância, porquanto, sabidamente, a busca de melhorias desse fator, guia as agendas governamentais de vários países94, 106, 109. Segundo Seild e zannon (2004)108, a qualidade de vida passou a ser um dos resultados esperados, tanto em práticas clínicas assistenciais quanto das políticas publicas para o setor nos campos de promoção da saúde e da prevenção de doenças. Um estudo realizado por Vido; Fernandes (2007)110 mostra que a mensuração da qualidade de vida é fato irreversível, constituindo ferramenta que vai pertencer ao universo do tratamento médico e do ambiente social. Ainda, segundo Sield e Zannon 2004108, as informações sobre QV têm sido incluídas tanto como indicadores tanto para a validação da eficácia, eficiência e impacto de determinados tratamentos para grupos de portadores de agravos, quanto elementos de comparação entre procedimentos para o controle de problemas de saúde. Em 1996, Muldoon et al.111, já haviam afirmado que o peso das doenças não deve ser avaliado apenas como medidas clínicas tradicionais, mas como fatores psicossociais como dor, apreensão, mobilidade restrita e aspectos de outros problemas funcionais que devem ser levados em conta. Durante a guerra fria (1947-1991) a qualidade de vida era tida como a manifestação do dia de amanhã, e houve um forte consumo sobre o ambiente. Após este período Minayo; Hartz: Buss (2000)112, observam que houve uma mudança de comportamento, onde as pessoas começaram a pensar no que deixariam para seus filhos, e qual seria a qualidade de vida deles. Este estudo aborda a qualidade de vida aplicada a grandes populações, sendo apresentadas como medidas e padrões gerais da qualidade de vida. Sabe-se que pesquisas envolvendo qualidade de vida vêm sendo publicadas desde a década de 30. Costa e Neto (2002) fizeram um levantamento para identificar quantos instrumentos já haviam sido relatados na literatura para avaliar a qualidade de vida, num período de 70 anos. Foram identificados 446 instrumentos, sendo que destes, 322 só aparecem na literatura a partir da década de 80108. A partir das pesquisas e estudos realizados foram criados o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elaborado pelo Programa das Nações Unidas, levando em conta renda, saúde e educação. Também foi criado, entre outros, o índice de Condições de Vida (ICV) elaborado pela Fundação João Pinheiro de Belo Horizonte (Minas Gerais) e o Índice de Qualidade de Vida (IQV) construído pelo jornal Folha de São Paulo. Dentre estes instrumentos citados apenas o IQV entrevista os indivíduos pessoalmente, e elabora as respostas baseadas numa escala de intensidade94, 104-106, 108-110. A qualidade de vida está relacionada com a expectativa individual ou cultural e objetivos, sendo que ela não se mantém estática com o passar do tempo. Hoje é tão importante promover a prevenção da infecção pelo HIV, ou a reinfecção, quanto garantir a qualidade de vida e o direito à saúde para a pessoa que já vive com AIDS 2.6.1 Instrumentos que avaliam a qualidade de vida Os instrumentos de avaliação da qualidade de vida dividem-se em dois grupos: genéricos e específicos. Os genéricos medem distúrbios de qualidade de vida percebidos pelos pacientes em qualquer tipo de patologia, pode ser aplicado em qualquer cultura e permite comparações entre diferentes doenças. Já os específicos avaliam uma doença em particular e os ganhos em saúdes decorrentes de seu Um exemplo instrumento genérico que avalia a qualidade de vida é o SHORT- FORM36114. Este instrumento foi desenvolvido para aplicação na população em geral, na avaliação de políticas publicas e para pesquisas no contexto clínico. Outro exemplo é o WHOQOL-100115 E O WHOQOL-bref116. Ambos são mais completos que o SHORT-FORM-36 pois avaliam o ambiente físico e a espiritualidade. Até o momento, este instrumento é o mais completo da categoria, pois foi desenvolvido em vários países e culturas. Assim a qualidade de vida medida por este instrumento é transcultural, permitindo, assim, comparações entre diferentes países. Dentre os instrumentos específicos temos o THE-OLQ-CORE específico para pacientes com câncer, o ADDQOL para pacientes com diabetes, o WHOQOL-OLD para pacientes idosos dentre outros115, 117-118. Atualmente, existem diversos instrumentos específicos para avaliar a qualidade de vida na AIDS: Medical Outcomes Questionnaire adaptado para HIV (questionário de desfechos médicos, MOSHIV), AIDS Health Assessment Questionnaire (questionário de avaliação de saúde, AIDS-HAQ), HIV-QOL Questionnaire (questionário de qualidade de vida, HIV-QL31), General Health Self- Assessment (auto-avaliação da saúde geral, GHSA), The Miami Pediatric Quality of Life Questionnaire: Parent Scale (escala paterna do questionário pediátrico de qualidade de vida de Miami, MPQoL), HIV Symptom Index (índice de sintomas do HIV, HIV-SI) (7), Living with HIV (convivendo com o HIV, LWH), Multi-Dimensional Quality of Life Questionnaire for HIV/AIDS (questionário multi-dimensional de qualidade de vida para HIV/AIDS, MQoL-HIV), HIV Overview of Problems — Evaluation System (sistema de avaliação — panorama de problemas do HIV, HOPES), Functional Assessment of HIV Infection (avaliação funcional da infecção por HIV, FAHI) e (HIV/AIDS-Targeted Quality of Life (qualidade de vida focada no HIV/AIDS, HAT-QoL)4, 9-10, 114-115, 118-119. Todos esses instrumentos foram criados em língua inglesa e testados inicialmente em países desenvolvidos. Entre esses questionários, o único, cujos domínios foram construídos totalmente a partir de sugestões de pacientes com HIV/AIDS, é o HAT- QoL10. É, portanto, um questionário de qualidade de vida específico para esses pacientes, garantindo a inclusão de domínios importantes e relevantes. O HATQoL é um instrumento testado e validado no Brasil para pesquisas com pacientes com HIV e AIDS, e permite a comparação com outras. Ainda não há consenso sobre a definição e a maneira de se avaliar a qualidade de vida. As divergências residem entre os achados dos estudos sobre qualidade de vida e os achados dos estudos clínicos. Por exemplo, ensaio para o tratamento da rinite por citomegalovirus mostrou que o critério de recidiva favorecia a terapia combinada, enquanto que a avaliação da qualidade de vida pelo instrumento MOS- HIV sugeria a monoterapia. Outro estudo, porém, referente à avaliação da qualidade de vida pelo instrumento SF-38 mostrou que a droga AZT apresentava melhores resultados para o paciente quando comparado a droga ddC, mesmo antes de o estudo clínico mostrar-se favorável a monoterapia para AZT120. Patrick & Deyo (1989)121 propõem a utilização de dois instrumentos para avaliar a qualidade de vida, um genérico e um específico. Assim segundo os autores, é possível avaliar a qualidade de vida, em geral e, em particular, os impactos de uma doença na qualidade de vida dos indivíduos. De acordo com Puhan et al. (2011)122 a maneira como o instrumento será aplicado na população, se em forma de entrevista onde o pesquisador pergunta e anota as resposta do paciente, ou se o próprio paciente lê e responde as perguntas, não interfere no resultado, posto que as diferenças são irrelevantes. 2.6.2 Qualidade de via em pessoas que vivem com HIV E AIDS Para os autores as avaliações acerca da qualidade de vida são possíveis, uma vez que a aceitação existe e é possível quantificá-la. Assim, tem havido uma tentativa de mensurar o impacto das intervenções na saúde medido pela qualidade de vida2, 4, 84, 94, 113-119, 123. Mas, antes de tudo, impõe-se ressaltar que, qualidade de vida, necessariamente, não significa viver uma boa vida, já que esta é modulada por questões socioculturais e individuais. E em se tratando de pacientes com AIDS um ponto problemático é a exclusão social, pois é notório que o acesso aos serviços de saúde no país não é igual para toda a população94. O sucesso do programa AIDS mostrou que o acesso livre aos medicamentos não é suficiente para garantir a qualidade de vida dos pacientes, pois não adianta oferecer gratuitamente o se o indivíduo não tem dinheiro para alimentar ou pagar o ônibus para buscar a medicação85-86, 94, 101. Nos anos de 1980, quando foram diagnosticados os primeiros casos da epidemia no Brasil, as pessoas abriram mão do sigilo para lutar por uma causa maior, que entendiam que não era só delas94. Assim a solidariedade foi o grande marco do enfrentamento à AIDS. Não existiria essa resposta e essa possibilidade de vida com qualidade não fosse esse ingrediente essencial, melhor coadjuvante do , denominado solidariedade. Na década de 80 o tema sobrevida era a questão após o diagnóstico, mas hoje é possível viver com AIDS, porém essa sobrevida, na maioria das vezes, se torna muito difícil para os pacientes, uma vez que o tratamento leva a várias mudanças corporais e de comportamento124. A partir da década de 1990, observou-se um notável declínio no número de mortes relacionadas à infecção pelo HIV, atribuído principalmente ao uso da terapia antirretroviral (TARV)41, 91. A efetividade da TARV em controlar a replicação viral e reduzir a morbimortalidade relacionada à infecção pelo HIV tem sido amplamente demonstrada. Porém, a cura ainda não é possível; o tratamento é prolongado e associa-se a efeitos adversos variados, cujo impacto na qualidade de vida dos pacientes incerto39, 52, 95. No momento em que se lida com uma maior sobrevida, tem-se que voltar para outros temas decorrentes dessa sobrevida, tais como os desejos pertinentes a uma A resposta brasileira ao HIV/AIDS é conhecida no mundo inteiro como um modelo de enfrentamento à epidemia. Entre as várias conquistas obtidas no Brasil nestes 20 anos de epidemia, a primeira que merece destaque é a mudança no perfil epidemiológico da AIDS14. Houve uma significativa diminuição na mortalidade causada pelo HIV e uma redução na velocidade da transmissão do vírus, o que, consequentemente, implicou uma maior qualidade de vida das pessoas que hoje vivem com HIV/AIDS no país94. Dentre as dificuldades enfrentadas na luta contra o HIV e na manutenção da qualidade de vida dos respectivos pacientes encontra-se a descontinuidade na oferta de exames de CD4, CD8 e carga viral. Segundo dados da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (2004)94 essa é uma questão crucial e crônica, porque embora sejam extremamente relevantes para o monitoramento da infecção, referidos exames não são acessíveis a todas as pessoas. A mesma dificuldade ocorre com a distribuição de medicamentos para as infecções oportunistas. Dentre os efeitos adversos que representam substancial impacto negativo na qualidade de vida estão a resistência à insulina, intolerância à glicose, dislipidemia, mudanças na constituição corporal, alterações no perfil lipídico e glicêmico, com também, o maior risco de doenças ateroscleróticas39, 82, 95. Estudo de Magalhães et al. (2011), realizado em pacientes com HIV e AIDS, utilizando o instrumento WHOQOL-bref, apresentou, em relação a todos os pacientes, escores abaixo de 50% dos quesitos do instrumento. O resultado leva à identificação de que a qualidade de vida dos pacientes estava comprometida sob todos os seus aspectos. Em 2009, Koutsohristos et al. (2009)125 ao avaliar 131 pacientes com sorologia positiva para HIV, utilizando o instrumento WHOQOL-HIV-bref, observou que, em relação à qualidade de vida 46% consideraram que tem uma boa qualidade de vida. De igual modo, a qualidade de vida das mulheres também se mostrou comprometida no estudo realizado por Galvão et al. (2004)126. Segundo estes, para 73 mulheres, investigadas pelo HATQoL no do Rio de janeiro, os domínios preocupações financeiras, preocupações com o sigilo, atividade sexual e preocupações com a saúde ficaram abaixo dos 50% dos escores. Segundo os mesmo autores as mulheres são inseridas em um meio que afetam ainda mais a qualidade de vida, além da própria infecção. Pereira & Canavarro (2011) investigam a interação do gênero e da idade na qualidade de vida de 1191 pacientes soropositivos para HIV, usando o instrumento WHOQOL-HIV-bref. Os autores identificam que, tanto o gênero quanto a idade, influenciam diretamente na qualidade de vida. Mediante análise multivariada observam que, em todos os domínios do instrumento e independentemente da idade, os homens apresentam melhores escores de qualidade de vida do que as Em 2007, Santo; Júnior; Lopes (2007)127 em entrevista a 365 pacientes soropositivos para HIV/AIDS em São Paulo, relativamente à qualidade de vida, observaram que, para os domínios físicos e psicológicos, os pacientes apresentaram médias próximas ao escore máximo e, para os domínios ambiente e relações sociais, apresentaram médias próximas aos valores de 50% dos escores. Segundo estes autores, a queda na qualidade de vida representada pelos domínios ambiente e relações sociais podem ser consequência da discriminação e isolamento. Um estudo realizado em 2005 na Paraíba128 corrobora os estudos descritos acima. Ao investigar uma população de 91 pacientes com HIV/AIDS, pela técnica da associação livre de palavras, observaram que o medo, a angústia, o desespero e a tristeza fazem parte do cotidiano destes pacientes contribuindo de forma significativa para uma pior qualidade de vida. 3.1 OBJETIVO GERAL Avaliar a qualidade de vida de pacientes com HIV e AIDS identificados no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1- Verificar a percepção de qualidade de vida pelos instrumentos WHOQoL-Bref 2- Verificar se há diferença na avaliação da qualidade entre pacientes soropositivos para HIV na fase infecção e na fase doença por meio dos dois 3- Verificar se as variáveis sociodemográficas e econômicas como idade, sexo, estado civil, raça, escolaridade e ocupação, e as variáveis clínicas como estado imunológico, tempo de doença, contagem de linfócitos T CD4+, contagem de cópias virais, estado nutricional, presença de comorbidades uso de tabaco e álcool interferem na qualidade de vida; 4.1 Estudo piloto O estudo piloto envolve 10 prontuários (sorteados aleatoriamente) para análise da coleta de dados clínicos e 10 alunos voluntários para aplicação dos instrumentos propostos, com vistas à adequação da coleta e correção do banco de dados. No estudo piloto, pode-se corrigir e modificar a sequência e a ordem das questões e também verificar se os termos utilizados bem como o tom da entrevista estavam sendo bem compreendidos. É importante ressaltar que os participantes do estudo- piloto não foram incluídos na pesquisa. Para inicio da pesquisa foi realizado um contato prévio com o Secretário de Saúde do Município e o responsável pelo setor e mediante autorização foi realizado o levantamento dos dados disponíveis. 4.2 Tipo de estudo Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal, descritivo e analítico, envolvendo pacientes com HIV e AIDS. A pesquisa epidemiológica é baseada na coleta sistemática de informações sobre eventos ligados à saúde em população definida e na quantificação desses eventos. Este tipo de estudo objetiva descrever a freqüência, distribuição, padrão e tendência temporal de eventos ligados à saúde em populações específicas129. O estudo descritivo é a distribuição de frequência das doenças e dos agravos à saúde, em função de variáveis ligadas ao tempo, ao espaço e à pessoa, possibilitando o detalhamento do perfil epidemiológico, com vistas à promoção da A pesquisa descritiva é de grande valor para o estudo de fenômenos naturais, tornando-se possível descrever as relações observadas entre as variáveis. Geralmente são categorizadas em transversal, ou seja, o fator e o efeito são observados num mesmo momento histórico. O caráter instantâneo de um estudo se define quando a produção de dados é realizada em um único momento no tempo, como se fosse um corte transversal do processo em observação130. 4.3 Local do estudo A pesquisa foi desenvolvida dentro da rotina de atendimento do Centro de Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG. 4.4 População de estudo A população de estudo constituiu-se de pacientes portadores do vírus HIV com contagem de linfócitos T CD4+ ≥ 350 células/mm 3 assintomático ou não, e sem o uso de terapia antirretroviral, e pacientes sabidamente soropositivos para AIDS, independente da contagem de linfócitos T CD4+, assintomático ou não, em uso de anti-retrovirais. Todos os pacientes estavam em tratamento no Centro de Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG. Os critérios utilizados para inclusão neste estudo foram: ser sabidamente portador do HIV/AIDS; ter idade igual ou superior a 13 anos; apresentar condição física e emocional para participar da entrevista; consentir em participar do estudo e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. Os critérios utilizados para exclusão foram: gestantes; indivíduos em situação de confinamento tais como presidiários e institucionalizados. 4.5 Aspectos éticos Conforme a Resolução 196/96 que trata de Pesquisa Envolvendo os Seres Humanos, foram obedecidos os seguintes princípios131. Encaminhou-se o Projeto de Pesquisa ao Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, sendo o parecer (CEP:090/2010) aprovado em 26 de novembro de 2010 (Apêndice 01). - solicitação de autorização prévia do Secretário Municipal de Saúde do município onde a pesquisa foi desenvolvida; - aos participantes da pesquisa foi solicitada a concordância por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sendo garantido o anonimato e o direito de desistência em qualquer fase da mesma (Apêndice 02); 4.6 Período de coleta de dados O levantamento de dados desenvolveu-se entre os meses de janeiro a abril de 2011, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte e concomitante autorização do Secretário Municipal de Saúde do município no período em questão. 4.7 Coleta de dados Antes da coleta, apresentou-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aos participantes do estudo e, mediante a sua concordância em participar da pesquisa, foram apresentados os três instrumentos, preenchidos pelo próprio pesquisador. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais (101), em salas do próprio ambulatório, antes ou após a consulta médica, pela própria pesquisadora e por uma auxiliar devidamente treinada. Optou-se pela coleta de dados na forma de entrevista, considerando-se a possibilidade de os sujeitos apresentarem dificuldade visual, baixo nível instrucional e alguma restrição física que os impedisse de escrever. Cada entrevista teve duração média de 30 a 40 minutos. Para os pacientes que não puderam ir ao Centro de Promoção da Saúde foi realizado um contato por telefone (25), procedendo-se a pesquisa por esta via, após identificação e autorização do participante. Nestes casos, a entrevista que durou, em média, 50 minutos. 4.8 Instrumento utilizado para coleta de dados sócio-demográficos, clínicos e O primeiro instrumento (APÊNDICE 03) foi elaborado para a coleta de dados sócio- demográficos e clínicos, sendo que parte dos dados foi obtida por meio do prontuário médico, e as outras informações por meio de perguntas diretas ao 4.9 Variáveis investigadas por meio deste instrumento Variáveis sócio-demográficas: idade, sexo, cor, estado civil, escolaridade e profissão/ocupação. A variável profissão/ocupação foi estabelecida de acordo com a Classificação de Ocupação do Censo Demográfico (ANEXO 01). Variáveis clínicas e laboratoriais: tempo de diagnóstico, classificação da infecção, contagem de linfócitos T CD4+, carga viral, triglicérides, HDL, LDL, glicemia de jejum, peso, altura, porcentagem de gordura, diagnóstico de HAS, diagnóstico de DM, presença de comorbidades, etilismo, tabagismo, presença de dermatoses, uso e tipo de anti-retrovirais, aderência ao tratamento. 4.10 Instrumentos utilizados para avaliação da qualidade de vida Os instrumentos utilizados para a avaliação da qualidade de vida foram o WHOQOL- BREF (ANEXO 02) e o HATQOL (ANEXO 03), validados e disponíveis no Brasil para avaliar a qualidade de vida de portadores do HIV/AIDS. WHOQoL-bref O WHOQOL-bref (World Health Organization Quality of Life abreviado) é um instrumento testado e validado em várias culturas, sob a coordenação do WHOQoL Group da OMS (Word Health Organization)132. Esse instrumento de medida criado pelo grupo fundamenta-se no pressuposto de que a qualidade de vida é uma construção subjetiva (percepção individual), multidimensional (envolvendo aspectos culturais, sociais e de meio ambiente) e que abrange tanto aspectos positivos quanto negativos133. O primeiro instrumento criado para avaliar a qualidade de vida é denominado WHOQoL-100. Por ser um instrumento que requer muito tempo em sua aplicação o Grupo de Qualidade de Vida da OMS desenvolveu a versão abreviada, o WHOQoL- bref. Este instrumento permite uma aplicação rápida, e ainda preserva as características do questionário original, pois mantém seu caráter abrangente, passível de ser aplicado em qualquer cultura (perspectiva transcultural) e suas propriedades enquanto instrumento de medida134. Esse instrumento consta de 26 questões, sendo duas questões gerais de qualidade de vida e saúde e as demais representam cada uma das 24 facetas que compõem o instrumento original. Assim, diferente do WHOQOL-100 em que cada uma das 24 facetas é avaliada a partir de quatro questões, no WHOQoL-bref cada faceta é avaliada por apenas uma questão135. Com a finalidade de se obter um instrumento genérico que pudesse ser aplicado em qualquer cultura ou país, o OMS testou a versão abreviada em 20 centros de 18 países diferentes. A preocupação da OMS era a de obter um questionário de caráter internacional, uma vez que o conceito de qualidade de vida é um sentimento de bem estar psicológico, boas condições físicas, estar socialmente integrado e funcionalmente competente, independentemente de nacionalidade, cultura ou No Brasil, tanto o questionário de 100 itens como a versão abreviada foram traduzidos e validados pelo Grupo WHOQOL – Brasil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)136. O WHOQOL-bref é composto de quatro domínios: físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente (Quadro 1), com suas respectivas facetas, além de duas questões (um e dois) referentes à percepção global do indivíduo em relação à sua qualidade de vida e saúde, que são calculadas em conjunto para gerar um único escore, independente dos escores dos domínios133, 137. As questões do WHOQOL-bref possuem quatro tipos de escalas de respostas: intensidade, capacidade, frequência e avaliação. Essas escalas são do tipo Likert, sendo que a escala de intensidade varia de nada a extremamente; a escala de capacidade varia de nada a completamente; a escala de avaliação de muito insatisfeito a muito satisfeito e muito ruim a muito bom e a escala de frequência varia de nunca a sempre. Essas escalas de respostas são graduadas de forma crescente, de um a cinco, sendo decrescente apenas para as questões de número três, quatro e cada um dos quatro domínios e percepção global do indivíduo em relação à sua qualidade de vida e saúde (questões um e dois) apresenta um escore correspondente, que é calculado com base na sintaxe SPSS do WHOQOL-bref137 Quadro 1 – Domínios do WHOQOL-bref e suas respectivas facetas
Domínios do WHOQOL- bref e suas respectivas facetas
Domínio 1 – Domínio físico
Dor e desconforto
Dependência de medicação ou tratamentos
Energia e fadiga
Mobilidade
Sono e repouso
Atividades da vida cotidiana
Capacidade de trabalho
Domínio 2 – Domínio psicológico
Sentimentos positivos
Espiritualidade / religião / crenças pessoais
Pensar, aprender, memória e concentração
Imagem corporal e aparência
Auto-estima
Sentimentos negativos
Domínio 3 – Relações sociais
Relações pessoais
Atividade sexual
Suporte (apoio) social
Domínio 4 – Meio Ambiente
Segurança física e proteção
Ambiente físico (poluição, ruído, trânsito, clima)
Recursos financeiros
Oportunidade de adquirir novas informações e habilidades
Participação e oportunidades de recreação e lazer
Ambiente no lar
Cuidados de saúde e sociais
Transporte
Fonte: FLECK et al. (2000).
Com relação à utilização do WHOQOL-bref para avaliação da QV, há uma vasta literatura, sobretudo internacional, relatando sua aplicação em pacientes portadores de doenças crônicas, como distúrbios psiquiátricos, neurológicos, portadores de HIV/AIDS, hipertensos, renais crônicos, entre outras134, 138. É importante ressaltar que esse instrumento apresenta como ponto forte a inclusão de um domínio para a avaliação da QV relacionado ao meio ambiente, além de abordar a satisfação com o sono e com a vida sexual, aspectos que não estão presentes em alguns instrumentos de QV133, 139. Pesquisadores concluíram que o WHOQOL tem boa capacidade psicométrica para mensurar a qualidade de vida e que a estrutura do construto é comparável nas diferentes culturas, reforçando a sua importância como ferramenta transcultural. Assim, o uso desse instrumento tende a aumentar nos próximos anos, dadas as suas características transculturais, permitindo a comparação de seus resultados em diferentes populações1, 138. Outros estudos realizados com o objetivo de avaliar a qualidade de vida de uma determinada população também utilizaram a versão abreviada em português do instrumento elaborado pela OMS, o WHOQOL-bref138. O terceiro instrumento é o HATQOL (HIV/AIDS Targeted Quality of Life). Este foi o primeiro instrumento desenvolvido por meio de métodos qualitativos que analisa questões de interesse dos pacientes com HIV. Este instrumento incorpora muitas questões relacionadas especificamente à infecção pelo HIV/AIDS que são negligenciadas por outros instrumentos, como por exemplo, a função sexual (manual O HATQoL foi originalmente escrito na língua inglesa por Holmes e Shea (1997)10 e utilizado dentro do contexto sociocultural da população norte americana soropositiva para HIV. No Brasil foi traduzido e validado por Galvão (2002)7. Este instrumento foi selecionado por ser específico de avaliação da qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/AIDS. Dentre as vantagens deste instrumento, podemos citar o fato de ser desenvolvido a partir de pacientes soropositivos para HIV e poder ser aplicado em qualquer fase da infecção10. Os 34 itens do HAT-QoL avaliam nove domínios de qualidade de vida: função geral (seis itens), satisfação com a vida (quatro itens), preocupações com a saúde (quatro itens), preocupações financeiras (três itens), preocupações com a medicação (cinco itens), aceitação do HIV (dois itens), preocupações com o sigilo (cinco itens), confiança no profissional (médico, enfermeiro, ou qualquer profissional de saúde que atenda o paciente) (três itens) e função sexual (dois itens) (QUADRO 2)10. Para responder cada questão, o indivíduo é conduzido a pensar sobre a sua qualidade de vida nas últimas 4 semanas. As respostas têm formato de escala do tipo Likert de cinco pontos: "todo o tempo", "a maior parte do tempo", "parte do tempo", "pouco tempo" e "nunca". Em cada domínio, zero é o escore mais baixo e 100 o melhor escore possível. Quanto maior o escore, menor o impacto da infecção pelo HIV na qualidade de vida dos indivíduos. Em outras palavras, quanto menor o escore, mais acometida a função, maior a preocupação e menor a satisfação com a Todas as dimensões são pontuadas e o escore final de cada dimensão é transformado em uma escala linear de 0-a-100, onde 0 é o pior escore possível e 100 é o melhor escore possível. A obtenção do escore final da dimensão transformado é feita em quatro passos (ANEXO 05): Quadro 2 – Domínios do HAT-QoL e suas respectivas facetas
DOMÍNIO 1 Função geral, 6 itens
Satisfação com a atividade física
Limitação física na habilidade de realizar afazeres de casa
Dor limita a habilidade de ser fisicamente ativa
Preocupação por não ser capaz de ir ao serviço ou cumprir as atividades rotineiras do dia a
dia
Cansaço que limita ser socialmente ativo
Saúde limita as atividades sociais
DOMÍNIO 2 Satisfação com a vida, 4 itens
Aproveita a vida
Sente auto controle
Sente vontade de viver
Sente Bem consigo mesmo
Satisfação em ser socialmente ativa
Sente motivação em fazer as coisas
DOMÍNIO 3 Preocupações com a saúde, 4 itens
Não consegue viver como gostaria por estar preocupado com a saúde
Preocupação porque a saúde pode piorar
Preocupação a respeito da contagem de CD4
Incerteza a respeito do que o futuro reserva
Preocupação com a morte
DOMÍNIO 4 Preocupações financeiras, 3 itens
Preocupação a respeito de viver com a renda fixa
Preocupação a respeito de como pagar as contas
O dinheiro é muito pouco para se cuidar
O dinheiro é o suficiente para fazer as coisas que agradam
DOMÍNIO 5 Preocupações com a medicação, 5 itens
Uso do medicamento dificulta ter uma vida normal
Tomar medicamentos faz se sentir melhor
Medicamentos faz sentir mais doente do que acha que está
DOMÍNIO 6 Aceitação do HIV, 2 itens
Arrependimento sobre como viveu a vida antes de descobrir que estava com o HIV
Raiva a respeito do comportamento de risco para HIV no passado
Aceitação do fato de que tem o HIV
DOMÍNIO 7 Preocupações com o sigilo, 5 itens
Limitação do que conta aos outros sobre si mesmo
Medo de contar aos outros que tem HIV
Preocupação a respeito se parentes descobrirem que tem HIV
Preocupação a respeito das pessoas do serviço ou atividades rotineiras descobrirem
Preocupação que pode perder sua fonte de renda se outras pessoas descobrissem
DOMÍNIO 8 Confiança no profissional, 3 itens
Sente que o médico é alguém que te escuta
Sente confiança no médico na habilidade de atender pessoas com HIV
Sente com certeza que seu médico se preocupa a respeito do meu melhor interesse
DOMÍNIO 9 Função sexual, 2 itens
Satisfação com a vida sexual
Interesse em sexo
Dificuldade em ser excitado sexualmente
4.11 Análise dos dados Para analise dos dados foi elaborado um banco de dados no programa EPIDATA (VERSÃO 3.1) 140 e realizada dupla digitação pelas pesquisadoras, com o objetivo de conferir erros de digitação e obter dados fidedignos, livre de erros. Após a validação os dados foram transportados para o banco de dados definitivo, utilizando o programa STATtransfer. A análise estatística univariada foi realizada por meio do programa EPIINFO141 versão 3.5.1 e versão 7.0. A análise multivariada por meio pacote estatístico STATA (VERSÃO 10.3)142. Inicialmente as variáveis foram recodificadas conforme a necessidade para análise. Procedeu-se a análise descritiva das variáveis qualitativas utilizadas neste estudo classificando-as em nominais ou categóricas. A partir da recodificação, foi utilizada estatística descritiva como medidas de tendência central (frequência simples, média, mediana, máximo e mínimo) e medidas de dispersão (desvio-padrão). Os instrumentos não admitem um escore total de qualidade de vida, considerando que esta é um construto multidemensional, assim cada domínio é pontuado de forma independente. As escalas consistem na atribuição de valores às "respostas nominais", de tal forma que se possibilite entender a variação entre elas e estabelecer uma resposta que represente a percepção da maioria dos entrevistados. Para o cálculo do instrumento WHOQoL-bref foi utilizada a sintaxe oferecida pelo WHOQoL Group, disponível no site do WHOQoL-GROUP, em português. Para o calculo do HATQoL a pontuação variou de um a cinco, sendo que um corresponde ao pior estado e cinco ao melhor estado ou condição. Um indivíduo pode obter de 42 a 210 escores no total. Os ecores obtidos em cada domínio são transformados em índice de ponderação de 0 a 10010. Para todas as variáveis que apresentaram a probabilidade de associação ≤0,25 utilizou-se a análise multivariada. Este critério adotado, p≤0,25, foi necessário para excluir qualquer possível associação espúria. Para a comparação dos escores da percepção global do indivíduo em relação à sua qualidade de vida e saúde e dos quatro domínios com as variáveis, foi utilizado o teste de Mann-Whitney (comparação de dois grupos) ou teste de Kruskall-Wallis (comparação de três ou mais grupos). Optou-se por testes não paramétricos devido ao caráter assimétrico das escalas de qualidade de vida119, 121, 129, 143-144. Na correlação dos escores da percepção global do indivíduo em relação à sua qualidade de vida e saúde e dos quatro domínios e a idade (contínua), foi utilizado o coeficiente de correlação de Spearman. Esse é um coeficiente de correlação não paramétrico, já que as escalas de QV têm caráter assimétrico129-130, 143-144. Para os demais cruzamentos, foram utilizados o teste Qui-quadrado de Pearson ou teste Exato de Fisher. Na comparação dos fatores categóricos associados à forma clínica HIV ou AIDS, foram utilizados o teste Qui-quadrado de Pearson ou teste Exato de Fisher. Para os fatores contínuos foi utilizado o teste não-paramétrico de Mann-Whitney. Para todos os testes estatísticos, considerou-se o nível de significância de 5%, ou seja, os dados foram estatisticamente significativos para 4.12 Análise Multivariada Para avaliar a associação entre o escore de qualidade de vida nos quatro domínios da escala WHOQoL-bref e percepção global do indivíduo em relação à sua QV e saúde, com as características clínicas, laboratoriais, sociodemográficas e econômicas, foi empregada análise multivariada por meio da regressão linear múltipla e regressão múltipla logística ordinal. O mesmo foi realizado para a associação entre o escore de qualidade de vida nos nove domínios da escala HATQol. A variável resposta foi definida como o escore de qualidade de vida codificado no caso do WHOQoL-bref em quatro categorias, e no caso do HATQoL em nove categorias. Dentre os modelos de regressão múltipla disponíveis, optou-se pela regressão linear múltipla e pela regressão logística ordinal. A escolha da regressão múltipla linear multipla deve-se ao fato de que esta análise permite inserir no modelo para a variável resposta, três ou mais variáveis explanatórias ou estimadoras. Se pensarmos na escala de medição como uma variável contínua, onde quanto maior é o número, melhor a qualidade de vida, este modelo se aplica eficazmente. Assim, a finalidade das variáveis independentes adicionais é melhorar a capacidade de predição em confronto com a regressão linear simples, como é o caso deste estudo. Porém alguns autores afirmam que a regressão linear, mesmo múltipla, assumem a normalidade na distribuição de dados, e portanto, não é apropriada144. Quando é necessário controlar possíveis fatores de confusão, a análise multivariada especial para dados ordinais é a alternativa natural. Por esse motivo optou-se pela análise do modelo de regressão logística ordinal, uma vez que estamos trabalhando com escore, e os instrumentos foram construídos a partir de uma escala ordinal. Embora estas análises ainda permaneçam escassas na literatura, observa-se um aumento no número de publicações utilizando este recurso, uma vez que este modelo de regressão logística ordinal é uma ferramenta apropriada para analisar dados de QV, além de mostrar-se com grande potencial para uso em outras investigações envolvendo dados de natureza ordinal. Nossas variáveis respostas não foram dicotomizadas, caso contrário isso teria como conseqüências a perda de informação contida nos dados e provavelmente levaria a inferências incorretas ou menos apropriadas. Para realização das análises multivariadas o procedimento consistiu em selecionar inicialmente as variáveis que na análise univariada apresentaram valor p≤0, 2 5. Isto nos permite retirar as variáveis de confusão, e incluir as variáveis que embora não tenham a principio diferenças significativas entre os grupos, possam contribuir de modo independente em outras variáveis. Ajustou-se o modelo logístico eliminando individualmente as variáveis. Foi considerado como critério para permanência das variáveis no modelo final o valor p≤0,05 e os dados de controle gerados pelo programa a partir da exclusão de determinadas variáveis. 4.13 Pesquisa Bibliográfica Para o levantamento bibliográfico, as bases de dados Bireme, MedLine, LILACS, PubMed e Scielo foram consultadas. Os termos pesquisados foram selecionados nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Qualidade de vida, Sorodiagnóstico da AIDS, Infecções pelo HIV, WHOQOL-bref e HATQoL. Outras fontes utilizadas foram os artigos publicados nos últimos anos nos idiomas português, espanhol e inglês. Também foram utilizados acervos de bibliotecas universitárias e particulares, onde foram selecionados artigos de periódicos, teses, dissertações, monografias, anais de eventos científicos, dentre outros materiais relevantes para o estudo. Para as citações no texto e referências foram seguidas as normas de citações em documentos (NBR 10520)145 e referências (NBR 6023)146 preconizadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), utilizando-se o sistema de citação autor-data. As referências foram disposta no final do texto na ordem em que aparecem no texto. 5.1 Caracterização da amostra Na tabela 01 encontram-se os dados referentes às características sócio- demográficas e econômicas dos 126 pacientes analisados. A amostra foi composta por 47 pacientes HIV+ e 79 pacientes AIDS. A variável estado civil apresentou diferença significativa, onde a maior freqüência do grupo HIV+ foi composta por solteiros e do grupo AIDS de casados. Tabela 01. Distribuição de freqüências e médias das características sócio-demográficas e econômicas dos 126 pacientes portadores do vírus HIV+ na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Escolaridade* 1º grau * Para as variáveis qualitativas, proporção. Teste X2 ** Para as variáveis quantitativas, Média e Desvio Padrão. Teste ANOVA *** A variável Ocupação foi codificada segundo o Censo Demográfico Anexo 01 Fonte: Dados da pesquisa Em relação às características clínicas da amostra estudada apenas o tempo de doença não apresentou diferença significativa entre os grupos, conforme tabela 02. Tabela 02. Distribuição das médias das características clínicas dos 126 pacientes portadores do vírus HIV+, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Média ± DP (n) Média ± DP (n) 175219 (45) 0, 01 Teste ANOVA Fonte: Dados da pesquisa Houve uma diferença significativa entre as variáveis presença de comorbidades, hipertensão e dermatose (Tabela 03). Pacientes com HIV e pacientes com AIDS apresentaram 64% e 80% de comorbidades respectivamente. No entanto a maioria não era hipertensa, representando 93% dos pacientes HIV e 77% para os pacientes AIDS. As proporções de Diabetes e Cardiopatias foram semelhantes entre os grupos, sendo 5% para os pacientes HIV e 3% para os pacientes AIDS. Já as dermatoses foram muito freqüentes em ambas as populações com proporções de 53% e 72% para HIV e AIDS respectivamente. Tabela 03. Distribuição de freqüências das características clínicas dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Teste X2 Fonte: Dados da pesquisa O consumo de tabaco e álcool está descrito na tabela 04. Tabela 04. Distribuição das freqüências do consumo de tabaco e álcool dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Teste X2 Fonte: Dados da pesquisa A distribuição do estado nutricional entre os grupos foi bastante semelhante e não houve diferença estatística entre os grupos, conforme tabela 05. A maior freqüência observada foi de pacientes eutróficos em ambos os grupos. As classificações nutricionais segundo o IMC e a porcentagem de gordura mostraram não diferença entre os grupos, estando ambos classificados como eutróficos. Tabela 5. Distribuição de freqüências e médias do IMC e da porcentagem de gordura corporal dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. * Para as variáveis quantitativas, Média e Desvio Padrão. Teste ANOVA ** Para as variáveis qualitativas, proporção. Teste X2 Fonte: Dados da pesquisa A distribuição da freqüência dos dados laboratoriais descritos nos prontuários está na tabela 06. A contagem de HDL apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos, sendo 48,43mg/dL para HIV e 55,52 mg/dL para AIDS, com p = 0,03. As demais variáveis não apresentaram diferenças significativas entre os Tabela 06. Distribuição de freqüências e médias dos dados laboratoriais dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Triglicerídeos** * Para as variáveis qualitativas, proporção. Teste x2 ** Para as variáveis quantitativas, Média e Desvio Padrão. Teste ANOVA Fonte: Dados da pesquisa Não houve diferença em relação ao tipo de pesquisador durante a entrevista e nem mesmo ao tipo de entrevista realizada, conforme tabela 07. Tabela 07. Distribuição de freqüências referentes ao tipo de entrevista e ao entrevistador dos 126 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. Entrevistador Pesquisador 1 Para as variáveis qualitativas, proporção. Teste x2 Fonte: Dados da pesquisa Não houve diferença da contagem de linfócitos T CD4+, T CD8+ e carga viral entre os pacientes com AIDS com e sem aderência ao tratamento, conforme tabela 08. Tabela 08. Distribuição das médias dos dados laboratoriais de CD4+, CD8+ e carga viral dos pacientes na fase AIDS em relação a aderência ao tratamento, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, Janeiro à Abril de 2011. 31046 (32) 132299± Teste ANOVA Fonte: Dados da pesquisa 5.2 Análise da qualidade de vida por meio do instrumento WHOQoL-Bref Os dados obtidos com a avaliação das dimensões do WHOQoL-bref estão apresentados na Tabela 10, segundo as médias, medianas, desvio padrão, valor mínimo, valor máximo, percentil 25, percentil 75, para os escores de todos os Os domínios do WHOQoL-bref que apresentaram os menores escores foram o domínio físico e psicológico. Os domínios que apresentaram os maiores escores foram o domínio Meio Ambiente e Relações Sociais, conforme tabela 09. Tabela 09. Estatísticas descritivas com apresentação do valor mínimo, percentil 25, média, desvio- padrão, mediana, percentil 75 e o valor máximo dos escores dos domínios da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. DOMÍNIOS Infecção Média Mediana dp Mínimo Máximo Fonte: Dados da pesquisa Quando comparamos os domínios do instrumento WHOQoL-bref entre os pacientes com HIV e AIDS não observamos diferenças significativas (Tabela 10). Como nossa variável resposta é qualidade de vida, todos este domínios serão levados para a análise multivariada. Tabela 10. Comparação das médias escores do domínios da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Média ± dp Média ± dp Relações sociais Teste ANOVA/kruskalwallis Fonte: Dados da pesquisa 5.3 Análise da qualidade de vida pelo instrumento HATQoL. Os achados deste presente trabalho para o instrumento HATQoL estão apresentados tabela 11. Os dados estão dispostos segundo médias, medianas, desvio padrão, valor mínimo, valor máximo, percentil 25, percentil 75, para os escores de todos os domínios. Pode-se observar que os menores escores estão nos domínios preocupações com o sigilo, seguido de função sexual, preocupações financeiras, confiança no profissional, satisfação com a vida, preocupações com a saúde, função geral e por ultimo aceitação do HIV. Tabela 11. Estatísticas descritivas com apresentação do valor mínimo, percentil 25, média, desvio- padrão, mediana, percentil 75 e o valor máximo dos escores do domínios da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Mínimo Máximo P/25* P/75* Satisfação com a Aceitação do HIV Teste ANOVA Fonte: Dados da pesquisa Foram observadas diferenças entre os grupos para os domínios função geral, preocupações com a medicação, preocupações com o sigilo e confiança no profissional, tabela 12. Tabela 12. Comparação das médias escores do domínios da qualidade de vida da escala HATQoL dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Média ± dp Média ± dp Satisfação com a vida Preocupações com a saúde Preocupações financeiras Preocupações com a Preocupações com o sigilo Confiança no profissional Função sexual Teste ANOVA/Kruskalwallis Fonte: Dados da pesquisa Quando analisamos as diferenças pelos dois instrumentos testados, segundo o sexo, observamos que apenas no domínio função sexual do intrumento HATQoL em pacientes HIV há diferença significativa entre os sexo, conforme tabela 13. Tabela 13. Comparação das médias escores do domínios da qualidade de vida da escala do instrumento WHOQOL –bref e HATQoL dos pacientes HIV e AIDS, segundo sexo, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Masculino Feminino Masculino Feminino Média±dp Média±dp WHOQoL-bref Relações Sociais Satisfação com a vida Preocupações com a saúde Preocupações financeiras Preocupações com a Aceitação do HIV Preocupações com o sigilo Confiança no profissional Teste ANOVA Fonte: Dados da pesquisa 5.4 Análise multivariada linear da escala WHOQoL-BREF Na análise linear podemos observar que a qualidade de vida medida pelo domínio SAÚDE FÍSICA é influenciada diretamente pelo estado imunológico, sendo que os pacientes HIV+ tem melhor qualidade de vida quando comparados com os pacientes AIDS. A escolaridade também influencia de modo independente, onde os pacientes com mais anos de estudo tem melhor qualidade de vida. E o aumento da carga viral tem uma relação inversa a qualidade de vida destes pacientes, conforme tabela 14. Tabela 14. Análise linear (Modelo final) do domínio SAÚDE FÍSICA da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear - WHOQOL - DOMÍNIO Físico - Modelo final Estado Imunológico - 2,69 x 105 1,22 x 105 0,03 - 5,14 x105 - - 2,44 x 106 Na análise linear podemos observar que a qualidade de vida medida pelo domínio PSICOLÓGICO apenas o estado imunológico permaneceu no modelo final, e para este domínio não houve diferença entre os grupos (Tabela 15). Tabela 15. Análise linear (Modelo final) do domínio PSICOLÓGICO da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear - WHOQOL - DOMÍNIO Psicológico - Modelo final Estado Imunológico Na análise linear podemos observar que a qualidade de vida medida pelo domínio RELAÇÕES SOCIAIS apenas as variáveis escolaridade e carga viral permaneceram no modelo. Quanto mais anos de estudo melhor a qualidade de vida. A carga viral também mostrou-se inversa, quanto maior a contagem da carga viral pior a qualidade de vida destes pacientes (Tabela 16). Tabela 16. Análise linear (Modelo final) do domínio RELAÇÕES SOCIAIS da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear - WHOQOL - DOMÍNIO Relações sociais - Modelo final Estado Imunológico 3,33 x 10-5 1,51 x 105 0,03 - 6,35 x 105 - - 3,06 x 106 Na análise linear podemos observar que a qualidade de vida medida pelo domínio AMBIENTAL apenas a variável escolaridade apresentou diferença significativa. Quanto mais anos de estudo melhor a qualidade de vida (Tabela 17). Tabela 17. Análise linear (Modelo final) do domínio AMBIENTAL da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear - WHOQOL - DOMÍNIO Ambiental - Modelo final Estado Imunológico 5.5 Análise multivariada ordinal da escala WHOQoL-BREF Neste modelo, para o domínio FÍSICO, apenas a variável escolaridade permaneceu significativa, sendo que quanto mais anos de estudo melhor a qualidade de vida destes pacientes (Tabela 18). Tabela 18. Análise ordinal (Modelo final) do domínio Físico da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal - WHOQOL – DOMÍNIO Físico - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença 1,57 x 10-3 1,07 x 104 0,25 8,73 x 10-5 - 3,33 x 104 3,89 x 10-6 2,22 x 10-6 0,08 8,24 x 10-6 - 4,,71 x 10-7 Neste modelo, para o domínio PSICOLÓGICO, as variáveis CD8+, HAS e Raça (pardo) mostram inferir na qualidade de vida. Quanto maior a contagem de linfócitos T CD8+ melhor a qualidade de vida destes pacientes., bem como de forma independente não ser portador de hipertensão. A raça pardo apresenta neste domínio pior qualidade de vida (Tabela 19). Tabela 19. Análise ordinal (Modelo final) do domínio Psicológico da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal - WHOQOL - DOMÍNIO Psicológico - Modelo final Estado Imunológico 9,44 x 10-4 1,48 x 103 0,52 3,85 x 10-3 - 1,97 x 103 5,32 x 104 2,76 x 104 0,05 9,76 x 10-6 - 1,07 x 103 6,54 x 10-7 1,78 x 10-6 0,71 4,15 x 10-6 - 2,84 x 10-6 Neste modelo, para o domínio RELAÇÕES SOCIAIS, nenhuma variável mostrou diferença significativa (Tabela 20). Tabela 20. Análise ordinal (Modelo final) do domínio RELAÇÕES SOCIAIS da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal - WHOQOL - DOMÍNIO Relações sociais - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença 0,58 1,56 x 10-4 - 2,76 x 104 -1,58 x 107 -1,79 x 106 0,37 5,08 x 10-6 - 1,93 x 10-6 Neste modelo, o domínio AMBIENTAL apresentou o maior número de variáveis com diferenças significativas. Para este domínio os pacientes AIDS tem melhor qualidade de vida. A escolaridade também interfere diretamente, sendo que está diretamente relacionada ao número de anos de estudo. Quanto maior o tempo de diagnóstico melhor a qualidade de vida. Pacientes com a contagem de linfócitos TCD4+ maiores apresentam melhores escores de qualidade de vida. Pacientes entrevistados por telefone obtiveram melhores escores de qualidade de vida quando comparados aos entrevistados pessoalmente. Os pacientes da raça negra têm menor qualidade de vida (Tabela 21). Tabela 21. Análise ordinal (Modelo final) do domínio AMBIENTAL da qualidade de vida da escala WHOQoLbref, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal - WHOQOL - DOMÍNIO Ambiental - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença - 4,19 x 107 2,09 x 10-6 0,84 - 4,52 x 106 Tipo de entrevista 5.6 Análise multivariada da escala HATQoL Na análise linear do domínio FUNÇÃO GERAL nenhuma variável mostrou diferença significativa (Tabela 22). Tabela 22. Análise linear (Modelo final) do domínio FUNÇÃO GERAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear – DOMÍNIO função geral - Modelo final Estado Imunológico Na análise linear do domínio SATISFAÇÃO COM A VIDA nenhuma variável mostrou diferença significativa (Tabela 23). Tabela 23. Análise linear (Modelo final) do domínio SATISFAÇÃO COM A VIDA da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear – DOMÍNIO Satisfação com a vida - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença 5,69 x 10-5 - 2,11 x 105 Neste modelo, as análises do domínio PREOCUPAÇÕES COM A SAÚDE a escolaridade e a carga viral mostraram diferenças significativas. Os pacientes com mais anos de estudo e de forma independente com menor contagem de carga viral apresentaram melhores escores de qualidade de vida (Tabela 24). Tabela 24. Análise linear (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES COM A SAÚDE da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear – DOMÍNIO Preocupações com a saúde - Modelo final Estado Imunológico 4,92 x 10-5 2,29 x 105 0,04 9,5 x 10-5 - -3,40 x 106 Neste modelo, para o domínio PREOCUPAÇÕES FINANCEIRAS, os pacientes com maior escolaridade têm melhor qualidade de vida (Tabela 25). Tabela 25. Análise linear (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES FINANCEIRAS da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear – DOMÍNIO Preocupações financeiras - Modelo final Estado Imunológico 1,19 x 102 1,39 x 102 0,39 1,56 x 10-2 - 3,69 x 102 Para o domínio ACEITAÇÃO DO HIV, os pacientes com AIDS tem melhor qualidade de vida. E os pacientes com maior contagem de linfócitos T CD8+ tem melhor qualidade de vida (Tabela 26). Tabela 26. Análise linear (Modelo final) do domínio ACEITAÇÃO DO HIV da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear – DOMÍNIO Aceitação do HIV - Modelo final Estado Imunológico 2,99 x 10-3 1,53 x 103 0,05 6,07 x 10-3 - 8,18 x 105 2,66 x 10-5 2,09 x 105 0,20 6,87 x 10-5 - 1,54 x 105 Para o domínio PREOCUPAÇÕES COM O SIGILO os pacientes com AIDS e de forma independente a raça negra tem melhor qualidade de vida (Tabela 27). Tabela 27. Análise linear (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES COM O SIGILO da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear – DOMÍNIO Preocupações com o sigilo - Modelo final Estado Imunológico Para o domínio CONFIANÇA NO PROFISSIONAL os pacientes com AIDS e de forma independente com mais anos de estudo tem melhor qualidade de vida (Tabela Tabela 28. Análise linear (Modelo final) do domínio CONFIANÇA NO PROFISSIONAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear – DOMÍNIO Confiança no profissional - Modelo final Estado Imunológico 2,42 x 103 2,23 x 103 0,28 2,03 x 106 - 6,87 x 103 Para o domínio FUNÇÃO SEXUAL observa-se que os com mais anos de estudo e de forma independente com menores valores de contagem da carga viral tem melhor qualidade de vida (Tabela 29). Tabela 29. Análise linear (Modelo final) do domínio FUNÇÃO SEXUAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão Linear – DOMÍNIO Função sexual - Modelo final Estado Imunológico 8,96 x 10-5 3,61 x 105 0,01 1,62 x 10-4 - 1,72 x 10-5 5.7 Análise multivariada da escala HATQoL Na análise ordinal do domínio FUNÇÃO GERAL os pacientes que apresentaram melhor qualidade de vida foram os que de forma independente são AIDS, mais velhos, casados, com mais anos de estudo, com maior tempo de diagnóstico da doença, com valores menores de contagem de carga viral, com menores valores de HDL e da raça pardo (Tabela 30). Tabela 30. Análise ordinal (Modelo final) do domínio FUNÇÃO GERAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal – DOMÍNIO Função geral - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença 1,54 x 103 0,54 2,1 x 10-3 - 3,97 x 103 -1,04 x 106 1,73 x 10-6 0,00 -4,43 x 106 - -2,35 x 106 Na análise ordinal do domínio SATISFAÇÃO COM A VIDA os pacientes que apresentaram melhor qualidade de vida foram os que de forma independente são AIDS, mais velhos, casados e com maior tempo de diagnóstico da doença (Tabela Tabela 31. Análise ordinal (Modelo final) do domínio SATISFAÇÃO COM A VIDA da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal – DOMÍNIO Satisfação com a vida - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença -4,19 x 107 -1,85 x 106 0,82 4,05 x 10-6 - -3,21 x 106 Na análise ordinal do domínio PREOCUPAÇÕES COM A SAÚDE os pacientes que apresentaram melhor qualidade de vida foram os que de forma independente são casados, com valores de contagem de carga viral menores e sem dermatoses Tabela 32. Análise ordinal (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES COM A SAÚDE da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal – DOMÍNIO Preocupações com a saúde - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença 1,97 x 104 0,06 1,75 x 10-5 - 7,56 x 104 -5,50 x 106 -2,16 x 106 0,01 -9,72 x 106 - -1,27 x 106 Tipo de entrevista Na análise ordinal do domínio PREOCUPAÇÕES FINANCEIRAS os pacientes que apresentaram melhor qualidade de vida foram os que de forma independente são AIDS, casados, com maior tempo de diagnóstico de doença, e da raça negro Tabela 33. Análise ordinal (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES FINANCEIRAS da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal – DOMÍNIO Preocupações financeiras - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença -3,15 x 106 -1,88 x 106 0,09 -5,39 x 107 - -6,84 x 106 Na análise ordinal do domínio ACEITAÇÃO DO HIV os pacientes que apresentaram melhor qualidade de vida foram os que de forma independente são AIDS e apresentam valores maiores de contagem de linfócitos T CD8+ (Tabela 34). Tabela 34. Análise ordinal (Modelo final) do domínio ACEITAÇÃO DO HIV da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal – DOMÍNIO Aceitação do HIV - Modelo final Estado Imunológico 1,25 x 104 0,01 5,61 x 10-4 - 6,82 x 10-5 -1,57 x 106 -1,75 x 106 0,36 -4,99 x 106 - -1,85 x 106 Na análise ordinal do domínio PREOCUPAÇÕES COM O SIGILO os pacientes que apresentaram melhor qualidade de vida foram os que de forma independente são AIDS, com maior tempo de diagnóstico de doença e da raça negra (Tabela 35). Tabela 35. Análise ordinal (Modelo final) do domínio PREOCUPAÇÕES COM O SIGILO da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal – DOMÍNIO Preocupações com o sigilo - Modelo final Estado Imunológico Tempo de doença 7,61 x 10-5 1,16 x 104 0,51 3,03 x 10-4 - 1,51 x 104 -2,03 x 106 1,72 x 10-6 0,23 -5,41 x 106 - 1,34 x 106 Na análise ordinal do domínio CONFIANÇA NO PROFISSIONAL os pacientes que apresentaram melhor qualidade de vida são os tem menos anos de estudo e de forma independe são da raça negra (Tabela 36). Tabela 36. Análise ordinal (Modelo final) do domínio CONFIANÇA NO PROFISSIONAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal – DOMÍNIO Confiança no profissional - Modelo final Estado Imunológico 1,13 x 104 0,14 5,71 x 10-5 - 3,87 x 104 2,22 x 106 0,32 6,54 x 106 - 2,15 x 106 Na análise ordinal do domínio FUNÇÃO SEXUAL os pacientes que apresentaram melhor qualidade de vida são os mais jovens e de forma independe tem mais anos de estudo (Tabela 37). Tabela 37. Análise ordinal (Modelo final) do domínio FUNÇÃO SEXUAL da qualidade de vida da escala HATQoL, dos pacientes HIV e AIDS atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG, janeiro a março de 2011. Regressão ordinal – DOMÍNIO Função sexual - Modelo final Estado Imunológico 1,62 x 103 0,10 5,8 x 10-3 - 5,71 x 104 -4,90 x 10-6 2,62 x 10-6 0,06 No presente estudo, a qualidade de vida de pacientes HIV-positivos foi comparada à de pacientes com AIDS utilizando-se (1) um instrumento genérico (WHOQOL-bref), que inclui uma percepção global da qualidade de vida e da saúde e, mais especificamente, mensura aspectos dos domínios físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente e (2) um instrumento específico para HIV/AIDS (HATQoL) que inclui os domínios função geral, satisfação com a vida, preocupações financeiras, aceitação do HIV e confiança no profissional que o atende. No WHOQOL-bref, os participantes HIV-positivos relataram melhor qualidade de vida no domínio meio ambiente; os participantes com AIDS relataram no domínio físico. No HATQol, a melhor qualidade de vida entre os HIV-positivos foi descrita nos domínios função geral, satisfação com a vida, preocupações financeiras, aceitação do HIV e confiança no profissional que o atende; entre os participantes com AIDS, melhor qualidade de vida no domínio preocupações com o sigilo. A repercussão da condição de soropositividade estende-se a todas as áreas da vida, transcendendo o aspecto físico, atingindo o funcionamento psicológico, o relacionamento interpessoal e a atividade sexual. O impacto em todas estas áreas implica em profundas mudanças no estilo de vida, na identidade pessoal e na relação dos indivíduos consigo e com os outros, refletindo diretamente em sua qualidade de vida109, 124, 128. Registre-se que este é o primeiro estudo, no Brasil, a analisar possíveis diferenças na qualidade de vida comparando pessoas HIV- positivas e pessoas com AIDS. Utilizar-se-á apenas os dados da análise de regressão múltipla ordinal. A regressão logística ordinal permite controlar possíveis fatores de confusão, sendo uma alternativa natural para os estudos que envolvem escores de qualidade de vida, porque, na regressão linear, mesmo múltipla, a distribuição dos dados assume a normalidade, o que não é o padrão de respostas, e portanto, não é apropriada144. O primeiro domínio do instrumento WHOQoL-bref físico analisa as atividades rotineiras do dia a dia, dependência de substâncias químicas ou de medicamentos, energia, fadiga, dor ou desconforto, capacidade de trabalho, sono, descanso e mobilidade. Os achados mostram que o pior escore médio foi observado neste domínio, com os valores de 53 para os HIV-positivos e 55 para os com AIDS. Estes achados corroboram os dados publicados no estudo realizado por Koutsohristos et al. (2008)125, envolvendo 131 pacientes no ambulatório Emílio Ribas, São Paulo, apresentou o pior escore de qualidade de vida no domínio físico. No estudo realizado por Magalhães (2011)147 em Montes Claros, Minas Gerais, com este mesmo instrumento, em uma amostra de 64 pacientes do Centro de Referência para pacientes com HIV, observou-se um escore médio de 13,8 para o domínio físico. Na presente pesquisa foram 4 vezes maior do que os encontrados pelos referidos autores, que não informaram se o questionário foi aplicado pelos pesquisadores ou autopreenchido, que poderia justificar esta grande diferença. No domínio ambiental, que aborda recursos financeiros, liberdade, segurança física, acesso à saúde e apoio social, ambiente familiar, oportunidades de recreação, ambiente de casa e do trabalho e condições de transporte, os pacientes HIV- positivos apresentaram melhor qualidade de vida. Este resultado corrobora os dados do estudo realizado por Starace et al. (2002)148 em 134 italianos de ambos os sexos, o qual, identificou os mesmos escores de qualidade de vida neste domínio. É descrito na literatura que o apoio social está relacionado a melhores escores de qualidade de vida, menor sofrimento e menor frequência de sintomas psiquiátricos149. Além disso, a disponibilidade de apoio social é uma atenuante do impacto negativo da soropositividade na vida dos indivíduos infectados pelo HIV/AIDS, podendo ser um recurso externo facilitador da adaptação ao processo da Com relação ao HATQoL, instrumento mais específico para avaliar a qualidade de vida em infectados pelo HIV, vários domínios evidenciaram diferenças entre os grupos sendo comparados. No domínio função geral (atividade física, tarefas de rotina, capacidade de trabalho e ânimo para atividades sociais), os portadores do HIV-positivo relatam melhor qualidade de vida. A baixa qualidade de vida nos pacientes com AIDS pode ser atribuída à presença de comorbidades, relatada por 80% destes participantes e à ocorrência de algum tipo de dermatose relatada por 72% dos participantes. Acrescente-se que a presença de comorbidades pode contribuir para o aparecimento de sintomas clínicos e emocionais que trazem impacto na vida dos pacientes com HIV/AIDS152. Sabe-se que as dermatoses são mais frequentes em pacientes com AIDS comparados aos pacientes HIV-positivos153-156. Segundo Cedeno-Lauren et al. (2011)157 as desordens dermatológicas acometem quase todos os pacientes infectados pelo HIV, causando lesão desfigurastes e/ou debilitantes que muitas vezes induzem a depressão e a ao alto risco de depressão eles. comorbidades mais frequentes foram dislipidemia, hepatite B, neurotoxoplasmose e tuberculose. No estudo de Reis (2008)152, a presença de comorbidades esteve associada a escores mais baixos de qualidade de vida. Entretanto poucos estudos nacionais e internacionais foram conduzidos visando avaliar o impacto das comorbidades na qualidade de vida dos portadores de Outro fator importante para a pior qualidade de vida (função geral) nos pacientes com AIDS é o uso da medicação . Os benefícios desta terapia superam seus riscos potenciais, mas já é consenso na literatura que o uso destes medicamentos leva a alterações mitocondriais e metabólicas e ao desenvolvendo, a médio e longo prazos, de diversas outras patologias como a Síndrome da Lipodistrofia, Síndrome Metabólica, infarto agudo do miocárdio, hipertensão, aterosclerose, vasculapatias, resistência à insulina, diabetes, entre outros35, 43, 45, 51-52, 54, 63-64, 66, 78, 82. Problemas relacionados com a obesidade e o acúmulo de gordura podem influenciar negativamente na qualidade de vida das pessoas em geral. Segundo Jaime et al. (2004)158, os pacientes em terapia tendem a ganhar massa gordurosa, e como qualquer indivíduo com sobrepeso ou obeso, tendem a se sentir excluídos das atividades sociais159. No entanto, os resultados do presente trabalho não mostraram diferenças no estado nutricional entre os grupos, nem mesmo quando foi avaliada a porcentagem de gordura por meio de bioimpedância. Por outro lado, detectou-se diferença entre os grupos, no domínio satisfação com a vida. Este domínio trata de questões relacionadas à preocupação com a própria saúde, como contagem de células CD4+, CD8+, carga viral e pensamentos de Neste domínio, pacientes HIV-positivos apresentam melhor qualidade de vida do que os pacientes com AIDS. Isto pode ser explicado, em parte, pelo impacto emocional e social da infecção pelo HIV/AIDS, relacionado ao estigma e ao preconceito que podem contribuir para pior avaliação neste domínio86, 95. Segundo Galvão; Cerqueira; Machado (2004)126 no caso das mulheres o prejuízo neste domínio pode estar associado à falta de controle da própria vida. Em sua maioria as mulheres são dependentes dos parceiros para manutenção do lar, vivendo com recursos financeiros escassos, sem apoio e sem trabalho. Isto limita suas perspectivas, comprometendo sua qualidade de vida. As mulheres apresentaram média de escores de qualidade de vida de 75. No presente trabalho as mulheres atingiram uma média de 55 para HIV e 58 para AIDS. No domínio preocupações financeiras, a qualidade de vida também se mostrou diferente entre os grupos. Os pacientes HIV-positivos apresentam melhor qualidade de vida quando comparados a pacientes com AIDS. Este domínio investiga a preocupação de viver com sua fonte de renda, preocupação em pagar as contas e se o dinheiro que ganha é suficiente para se cuidar, comprar coisas de que necessite e agrade. O mais provável é que o prejuízo na qualidade de vida neste domínio seja decorrente de condições financeiras aquém das necessidades destes No estudo de Galvão; Cerqueira; Machado (2004)126, ao avaliarem 73 mulheres infetadas com o vírus do HIV, observaram que os menores escores de qualidade de vida estavam no domínio preocupações financeiras, com um score médio de 31; os escores médios no presente trabalho foram de 53 para HIV e 57 para AIDS. Cruz e Brito (2000)160 ao investigarem a qualidade de vida das mulheres portadoras do HIV identificaram que a qualidade de vida está atrelada às condições financeiras, uma vez que esta facilita o autocuidado e o tratamento. Assim, é possível afirmar que a qualidade de vida está diretamente relacionada às condições financeiras e, por conseguinte, à exclusão social. Para o domínio aceitação do HIV, a qualidade de vida mostrou-se diferente entre os grupos: pacientes HIV-positivos têm melhor qualidade de vida quando comparados a pacientes com AIDS. Este domínio investiga a aceitação do diagnóstico e os sentimentos de raiva e receio com relação ao comportamento que levou à aquisição da infecção pelo HIV. Segundo Reis (2008)152 as mulheres têm menores escores de qualidade de vida nesse domínio. Este resultado pode decorrer do fato da maioria das mulheres terem sido infectadas por via sexual, contribuindo, assim, para sentimentos de não- aceitação do diagnóstico e raiva por terem sido infectadas por meio de relacionamentos heterossexuais com seus parceiros. Esta situação que expõe sua vulnerabilidade frente à infecção pelo HIV, visto que as negociações do sexo seguro permeiam as questões de gênero. Logo ao diagnóstico o paciente que ingressa no tratamento da infecção sofre alterações em sua vida cotidiana, por vários motivos, dentre outros, visitas ao médico, exames de rotina como a contagem de células TCD4+ e carga viral, uso de diversos medicamentos e seus efeitos colaterais. Dessa forma ocorrem, naturalmente, mudanças no aspecto psicológico envolvendo a aceitação da doença e de novas dinâmicas dos relacionamentos sociais, representando um período de baixa qualidade de vida. Porém, a aceitação do diagnóstico de ser soropositivo ao HIV se associa com melhor qualidade de vida e um menor sentimento de estresse, pois é um processo de aceitação ativa que favorece a mobilização do indivíduo em direção da tomada de atitudes em face dos desafios enfrentados que são importantes, porque as estratégias de evitação ou negação são descritas como associadas a sofrimento psicológico e pior qualidade de vida39, 82, 86. O mesmo padrão do domínio aceitação do HIV foi observado no domínio, preocupações com o sigilo, porém de forma inversa: os pacientes com AIDS têm melhor qualidade de vida quando comparados a pacientes HIV-positivos. Este domínio trata dos cuidados que cercam o paciente a respeito do seu diagnóstico, e como ele decide lidar com a questão, qual seja: a preocupação de alguém próximo ou do convívio social vir a saber de sua condição de soropositividade. A dimensão que avalia a preocupação com sigilo sobre a infecção avalia o receio e a preocupação no seu meio social e familiar, bem como entre pessoas do cotidiano e colegas de trabalho. Ficou evidente a preocupação destes indivíduos com a revelação do seu diagnóstico demonstrando a problemática relacionada ao estigma, discriminação e preconceito na vida destes indivíduos. A melhor qualidade de vida dos pacientes com AIDS em relação aos HIV-positivos pode estar relacionada ao estresse que acontece no momento do diagnóstico. Para Moreno (2006)161 o momento da comunicação do resultado do teste anti-HIV positivo é penoso pelas suas consequências, podendo enfraquecer ou até romper os laços sociais e estar ligado à ameaça de isolamento e estigmatização. Segundo Flaskerud (1992)162 o momento do diagnóstico era muito estressante para o paciente no início da epidemia, porque era obrigado a revelar sua condição à família, devido a rápida evolução clínica das doenças oportunistas com a consequente debilitação física. Essa sensação ainda persiste nos dias atuais. Estudo realizado com mulheres, comparando períodos ante e após terapia HAART163 revelou semelhança nestes períodos. Mesmo com a concepção atual da AIDS como doença crônica e não infecção aguda e fatal, a revelação do diagnóstico de infecção pelo HIV é um evento estressante que causa considerável sofrimento emocional e baixa autoestima. Muitos soropositivos ao HIV optam pelo sigilo, restringindo ao máximo o número de pessoas que sabem de sua condição sorológica e adotam uma vida em duplicidade94, 101-102, 164. Outras pessoas são obrigadas a fingir ou mentir sobre aspectos importantes de suas vidas, enfrentando situações constrangedoras, como mentir para ir ao médico, esconder dissimular para tomar os medicamentos, enfrentar o medo de ser identificado como portador do HIV no serviço de saúde, gerando uma clandestinidade que o afeta em vários aspectos, afetivo, profissional, social e até mesmo na maneira como conduz o próprio tratamento100-101. No início, a vida em duplicidade pode levar os indivíduos que vivem com o HIV/AIDS ao autoisolamento, resultando em exclusão social e afetiva, aspectos estes, importantes que causam impacto negativo na qualidade de vida. Com isso esses indivíduos tentam driblar o isolamento social, negando sua condição de soropositivo94, 100. Várias razões para a não revelação do diagnóstico são apontadas pelos portadores do HIV, como o desejo de não querer que outras pessoas se preocupem, o medo de atrapalhar o relacionamento afetivo e o medo da discriminação 165-166. Um estudo realizado por Galvão; Cerqueira; Machado (2004)126 também revelou baixa qualidade de vida para pacientes HIV/AIDS neste domínio. Para a mulher há um impacto peculiar, relacionado aos significados de imoralidade atribuídos pela sociedade desde o surgimento da epidemia19. Segundo Lent; Valle (2000)167 as trabalhadoras portadoras frequentemente são despedidas, ou não são contratadas, pois para o controle médico tem que se ausentar rotineiramente, para a realização de exames, consultas ou buscar medicamentos. Ainda, segundo as autoras, as mulheres tendem a esconder os frascos de remédios em outros tipos de frascos, falam de sua doença como sendo outra, e às vezes buscam tratamento em cidades vizinhas com medo de serem reconhecidas, embora este comportamento não seja exclusivo das mulheres. Assim todas essas mudanças no comportamento tendem a diminuir a qualidade de vida do pacientes, que além de suas preocupações rotineiras ainda têm que se preocupar com uma parte de sua vida que faz questão de manter obscura. Embora pareça egoísmo o paciente querer esconder dos mais próximos sua condição, os pesquisadores concordam que, em boa parte, os indivíduos optam pelo sigilo para proteger sua família da rejeição e discriminação, e com o passar do tempo o paciente, apesar de vigilante, começa a conviver com sua condição39, 100-102. No domínio confiança no profissional, observa-se que os pacientes HIV-positivos têm melhor qualidade de vida quando comparados aos pacientes com AIDS, por confiarem mais nos profissionais de saúde. A relação médico paciente na evolução da doença pode ser traduzida por melhor condição clínica e melhor adesão à terapêutica. A relação médico-paciente é considerada importante nos cuidados de saúde e tem potencial para maior influência nas doenças crônicas, bem como na infecção pelo HIV, que estão associadas com amplas variações no estado de saúde e complexos regimes de tratamento e, relativamente, altos níveis de não adesão ao regime terapêutico 168. O relacionamento entre pacientes e enfermeiros e outros profissionais da saúde pode ser um fator que contribui para a qualidade de vida de portadores do HIV/AIDS169-170. Portanto, a associação entre o relacionamento dos profissionais e a QV é um dos aspectos que devem ser enfatizados na assistência à saúde dos portadores de HIV/AIDS, em prol dos benefícios na QV destes pacientes. É importante uma relação de confiança, devendo os profissionais reconhecer o portador do HIV/AIDS, no seu contexto biopsicossocial e cultural, favorecendo mudanças positivas na adaptação e aceitação ao diagnóstico e nas mudanças na vida com ele, no estilo de vida, nos cuidados a saúde e adesão ao tratamento. Bukken et al. (2000)168 afirmam que a relação médico paciente pode alterar a condição de saúde destes pacientes, uma vez que eles são na maioria das vezes a única pessoa que o portador tem para falar sobre sua condição e vivências. Os resultados encontrados neste estudo podem ser extrapolados para populações semelhantes à estudada. Os escores obtidos podem estar superestimados quando comparados àqueles observados em populações que não são assistidas em Centros Comprovadamente, existe diferença entre a qualidade de vida dos pacientes com HIV e com AIDS. A percepção da qualidade de vida analisada por ambos instrumentos mostram que ambos os pacientes sofrem prejuízo da qualidade de vida. Pelo instrumento WHOQOL-bref as diferenças são observadas nos domínios físico e ambiental. O resultado da aplicação do instrumento HATQoL mostra que há diferenças entre a qualidade de vida dos pacientes com HIV e com AIDS, para os domínios função geral, preocupações com a medicação, preocupações com o sigilo, confiança no profissional e função sexual. No domínio meio ambiente do instrumento WHOQOL-bref e nos domínios função geral, satisfação com a vida, preocupações financeiras, aceitação da doença e confiança no profissional, os pacientes com HIV, têm melhor qualidade de vida que os pacientes com AIDS. Nos domínios físico do instrumento WHOQOL-bref e no domínio preocupações com o sigilo, os pacientes com AIDS, têm melhor qualidade de vida do que os pacientes Em relação ao tipo de instrumento, as percepções são diferentes, e medem em magnitudes diferentes, sendo que o instrumento HATQoL mostrou-se mais sensível para diagnosticar mudanças no estilo de vida associadas à condição do portador de Os métodos de avaliação, seja entrevista presencial, seja entrevista por telefone, ambas realizadas com um único ou com mais de um examinador treinado para a coleta de dados não, interferem na qualidade da resposta. As variáveis escolaridade, carga viral, Linfócitos TCD8+, Linfócitos TCD4+, HDL, estado civil, cor/raça e dermatoses interferem, de modo independente, na qualidade de vida dos portadores do vírus HIV/AIDS. Seidl EM, Zannon CM. [Quality of life and health: conceptual and methodological issues]. Cad Saude Publica. 2004 Mar-Apr;20(2):580-8. Ferreira BE. 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Eu,
RG: _, nascido em _/ / _ e residente à
rua: _, município de
, declaro que consinto em
participar como voluntário (a) do projeto "Avaliação da qualidade de vida de
pacientes HIV/AIDS identificados no Centro de Referência e Promoção da
Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG
", sob responsabilidade da Pesquisadora
Patrícia Sanches Carneiro e orientação do Prof. Dr. Carlos Maurício de
Figueiredo Antunes. Declaro que fui satisfatoriamente esclarecido que A): o
estudo será realizado a partir da aplicação de um instrumento de pesquisa que
deverá ser respondido por mim (participante da pesquisa); B): que não haverá
riscos a minha saúde; C): que posso consultar os pesquisadores responsáveis
a qualquer época, pessoalmente ou por telefone, para esclarecimento de
qualquer dúvida; D): que estou livre para, a qualquer momento, deixar de
participar da pesquisa e que não preciso apresentar justificativas pra isso; E):
que todas as informações por mim fornecidas e os resultados obtidos serão
mantidos em sigilo e que, estes últimos só serão utilizados para divulgação em
reuniões e revistas científicas sem a minha identificação; F): que não terei
quaisquer benefícios ou direitos financeiros sobre os eventuais resultados
decorrentes da pesquisa; G): que esta pesquisa é importante para o estudo,
para melhor entendimento da qualidade de vida do portador de HIV/AIDS,
assim como para a criação de critérios que possam contribuir para meu melhor
entrosamento na sociedade e no mercado de trabalho.
Belo Horizonte, de _ de 20 .
_
Patrícia Sanches Carneiro
Contato:
Hospital Santa Casa de Misericórdia – Comitê de Ética em Pesquisa – CEP
Avenida Francisco Sales, 1111, 9ºandar – Santa Efigênia – Belo Horizonte – MG
CEP: 30150-221. Telefone: 32388838
Pesquisadora: Tel. (31) 8678 9099
Formulário de coleta de dados PROJETO DE MESTRADO
Avaliação da qualidade de vida de pacientes com HIV e AIDS identificados no Centro de Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG Avaliação da prevalência de dermatoses e sua correlação com os valores de Linfócitos TCD4+ e carga viral em pacientes com HIV/AIDS do Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete - MG Patrícia Sanches Carneiro e Raquel Vieira Pinto de Andrade Mestrandas em Medicina e Biomedicina Instituto de Ensino e Pesquisa/IEP – Santa Casa de Belo Horizonte FORMULÁRIO PARA COLETA DE DADOS EM CAMPO
DADOS PESSOAIS
Nº do entrevistado: Estado Imunológico: ( )HIV Inicias do nome: Sexo: ( ) Masculino Estado civil: ( ) Solteiro Escolaridade: ( ) I G IN ( ) Não quis responder Tempo que tem a doença: _ AVALIAÇÃO NUTRICIONAL
AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA
Triglicerídeos: Classificação: Colesterol Total: _ Classificação: _ Classificação: _ Classificação: _ Classificação: _ Fumante: ( ) Sim Alcoolismo: ( ) Sim DERMATOSES
Quantos episódios: Quantos episódios: Quantos episódios: Quantos episódios: Quantos episódios: SITUAÇÃO IMUNOLÓGICA
TRATAMENTO
( ) Não se aplica Aderência: ( ) Sim Manual de codificação e instrução MANUAL DE CODIFICAÇÃO PROJETO DE PESQUISA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM HIV E AIDS IDENTIFICADOS NO CENTRO DE REFERÊNCIA E PROMOÇÃO DA SAÚDE DE BELO HORIZONTE -MG MANUAL DE CODIFICAÇÃO DADOS PARA REGISTRO INICIAIS Nome do pacientes abreviados pelas primeiras siglas N ### Número que indica a ordem de avaliação do paciente refere-se a um dígito que será utilizado para parear os pacientes no programa STATA EI # Situação imunológica do paciente (1= HIV e 2= AIDS) IDADE ##/##/#### Descrita em dia (01 a 31), mês (01 a 12) e ano (4 dígitos) SEXO # (1 masculino e 2 feminino) OCUPAÇÃO por extenso de acordo com o que esta descrita no prontuário ESTADO CIVIL # (1- solteiro, 2 casado e 3 viúvo) DADOS NUTRICIONIAS DTDN1 <dd/mm/yyyy> (data dos dados nutricionais 1) (circunferência da cintura em cm) (albumina sérica em mg/dL) DADOS COMORBIDADES DTCC <dd/mm/yyyy> (data do diagnósticos das comorbidades cardiovasculares) cardiopatias # (1-sim 2-não) Alcoolismo # (1-sim 2-não) Fumante # (1-sim 2-não) DADOS SITUAÇÃO IMUNOLÓGICA DTSI <dd/mm/yyyy> (data do exame) CD4+ ### (contagem de linfócitos) CV1 ####### (contagem de cópias virais) DADOS PERFIL LIPÍDICO DTPL <dd/mm/yyyy> (triglicerídeos totais mg/dL) (colestero total mg/dL) DADOS TERAPIA MEDICAMENTOSA DTTM1 <dd/mm/yyyy> (data do início da terapia) IP # (1-sim 2-não) (inibidor de proteases) NRTI # (1-sim 2-não) (ininidores de transcriptases) Manual de Instrução
Projeto de pesquisa Avaliação da qualidade de vida de pacientes com HIV e AIDS identificados no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete – MG. Este manual foi elaborado para consulta do pesquisador durante a coleta de dados, ou a qualquer momento que em seja necessário verificar as definições a cerca das variáveis deste estudo. Descrição do projeto
Trata-se de um projeto tipo transversal, cujo objetivo é avaliar a qualidade de vida de pacientes com HIV/AIDS identificados no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete –MG. Para atingir tal objetivo será necessário verificar as variáveis sociodemográficas, e econômicas (idade, sexo, estado civil, escolaridade, ocupação - profissão - e renda familiar), as variáveis clínicas e nutricionais (forma clínica, carga viral, contagem de linfócitos T CD4+, tipo de tratamento, tempo de tratamento, aderência ao tratamento, comorbidades, presença de alterações físicas, presença de dor) e verificar se houve associação significativa entre as diferentes formas clínicas (HIV/AIDS), estado nutricional, tipo de tratamento e comorbidades destes pacientes com as demais variáveis estudadas. Para os casos considerados HIV será adotado a definição do Ministério da Saúde Para os casos considerados AIDS será adotado a definição do Ministério da Saúde Terapia medicamentosa
No caso da terapia medicamentosa, o clínico responsável pode adotar diferentes combinações de medicamentos, assim será determinada a classe da droga usada como sendo Inibidores de Proteases (IPs) ou Inibidores da Transcriptase Reversa Não Nucleosídeos (ITRNN) Os medicamentos pertencentes às classes descritas são: • Nelfinavir (NFN) • Saquinavir (SQV) • Lopinavir (LPV) + • Amprenavir (APV) • Atazanavir (ATV) • Zidovudina (AZT) • Abacavir (ABC) • Didanosina (DDI) • Estavudina (D4T) • Lamivudina (3TC) + AZT • Nevirapina (NVP) • Ritonavir (RTV) • Indinavir (IDN) • Efavirenz (EVF) Avaliação física e do estado nutricional
O paciente será posicionado no centro da balança, descalço e ereto, com o olhar num ponto fixo à sua frente e estando de costas para a escala de medida. Para a medida da estatura, será utilizado um estadiômetro tipo trena da marca Seca, com 220cm de comprimento, com escala de divisão em milímetros. Para mensurar a massa corporal, será utilizada uma balança antropométrica da marca Tanita modelo Personal (capacidade para 180kg e divisão de 100/100g). Esta balança permite verificar juntamente com o pesa a porcentagem de massa magra, água e densidade óssea do indivíduo. A medida do peso será utilizada para classificação do IMC segundo a OMS. A medida de massa magra, densidade óssea e a quantidade de água serão classificadas de acordo com o manual de instruções do fabricante, adotando-se os pontos de coorte do mesmo. IMC/ Classificação do Estado Nutricional
Será determinado como aquele indivíduo com IMC de 18,4Kg/m2 ou inferior Será determinado como aquele indivíduo com IMC entre 18,5 Kg/m2 e 24,5 Kg/m2 Será determinado como aquele indivíduo com IMC superior a 24,5 Kg/m2 Circunferência da Cintura
Definida como a medida média entre o último arco costal e a porção superior da crista ilíaca em cm. Classificação do estado nutricional segundo o nível sérico de albumina
Classificação do estado glicêmico do paciente Classificação do Perfil Lipídico
A classificação será por meio último exame laboratorial anexado ao prontuário, seguindo as recomendações propostas pelo último Consenso Brasileiro de Dislipidemias Definição das comorbidades presentes
As comorbidades observadas no prontuário serão anotadas como constam no prontuário. Em casos de não haver diagnóstico escrito e assinado pelo médico será observado dados clínicos anotados ou exames laboratoriais anexados, Hipertensão arterial sistêmica (se sim ou não) Diabetes Mellitus Esta patologia será determinada pela anotação do clínico em prontuário. Caso não haja informações da doença, mas existam exames anexados ao prontuário, será adotada a classificação segundo a SBC, tabela abaixo: Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia. 2005.
Infarto Agudo do Miocárdio (se sim ou não) Fatores de risco Fumo (se sim ou não) Alcoolismo (se sim ou não) Associação do risco de doença cardiovascular com as medidas antropométricas Sociedade Brasileira de Cardiologia. I DIRETRIZ BRASILEIRA DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA SÍNDROME METABÓLICA. Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume 84 (I); 2005. ANÁLISE LOGISTICA COMPLETA Censo de Ocupação IBGE CLASSIFICAÇÃO DE OCUPAÇÕES
Censo Demográfico de 2000
MEMBROS SUPERIORES DO PODER PÚBLICO, DIRIGENTES E GERENTES DE
ORGANIZAÇÕES E EMPRESAS
MEMBROS SUPERIORES DO PODER PÚBLICO E DIRIGENTES DE ORGANIZAÇÕES DE
INTERESSE PÚBLICO
MEMBROS SUPERIORES DO PODER LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIÁRIO 1111 Legisladores 1112 Dirigentes gerais da administração pública 1113 Ministros de tribunais DIRIGENTES DE PRODUÇÃO, OPERAÇÕES E APOIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1122 Dirigentes de produção e operações da administração pública 1123 Dirigentes das áreas de apoio da administração pública CHEFES DE PEQUENAS POPULAÇÕES 1130 Chefes de pequenas populações DIRIGENTES E ADMINISTRADORES DE ORGANIZAÇÕES DE INTERESSE PÚBLICO 1140 Dirigentes e administradores de organizações de interesse público DIRIGENTES DE EMPRESAS E ORGANIZAÇÕES (EXCETO DE INTERESSE PÚBLICO)
DIRETORES GERAIS 1210 Diretores gerais 1219 Dirigentes de empresas - empregadores com mais de 5 empregados DIRETORES DE PRODUÇÃO E OPERAÇÕES 1220 Diretores de áreas de produção e operações DIRETORES DE ÁREAS DE APOIO 1230 Diretores de áreas de apoio GERENTES
GERENTES DE PRODUÇÃO E OPERAÇÕES 1310 Gerentes de produção e operações GERENTES DE ÁREAS DE APOIO 1320 Gerentes de áreas de apoio PROFISSIONAIS DAS CIÊNCIAS E DAS ARTES
PROFISSIONAIS POLICIENTÍFICOS
PROFISSIONAIS DA BIOENGENHARIA, BIOTECNOLOGIA, ENGENHARIA GENÉTICA E DA 2011 Profissionais da bioengenharia, biotecnologia e engenharia genética 2012 Profissionais da metrologia ENGENHEIROS MECATRÔNICOS 2021 Engenheiros mecatrônicos PROFISSIONAIS DAS CIÊNCIAS EXATAS, FÍSICAS E DA ENGENHARIA
MATEMÁTICOS E ESTATÍSTICOS 2111 Profissionais da matemática 2112 Profissionais da estatística PROFISSIONAIS DA INFORMÁTICA 2121 Especialista em computação 2122 Engenheiros em computação - desenvolvedores de software 2123 Especialista em informática 2124 Analistas de sistemas 2125 Programadores de informática FÍSICOS, QUÍMICOS E AFINS 2133 Profissionais do espaço e da atmosfera 2134 Geólogos e geofísicos ENGENHEIROS, ARQUITETOS E AFINS 2140 Engenheiros de materiais 2142 Engenheiros civis e afins 2143 Engenheiros eletroeletrônicos e afins 2144 Engenheiros mecânicos 2145 Engenheiros químicos 2146 Engenheiros metalúrgicos 2147 Engenheiros de minas 2148 Engenheiros agrimensores e de cartografia 2149 Outros engenheiros, arquitetos e afins PROFISSIONAIS EM NAVEGAÇÃO AÉREA, MARÍTIMA E FLUVIAL 2151 Oficiais de convés 2152 Oficiais de máquinas 2153 Profissionais da navegação aérea PROFISSIONAIS DAS CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, DA SAÚDE E AFINS
BIÓLOGOS E AFINS 2211 Biólogos e afins AGRÔNOMOS E AFINS 2221 Agrônomos e afins PROFISSIONAIS DA MEDICINA, SAÚDE E AFINS 2232 Cirurgiões-dentistas 2233 Veterinários 2234 Farmacêuticos 2235 Enfermeiros de nível superior e afins 2236 Fisioterapeutas e afins 2237 Nutricionistas PROFISSIONAIS DO ENSINO (COM FORMAÇÃO DE NÍVEL SUPERIOR)
PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DO ENSINO FUNDAMENTAL (com formação 2311 Professores (com formação superior) da educação infantil 2312 Professores (com formação superior) de disciplinas da educação geral de 1ª A 4ª séries do ensino fundamental 2313 Professores (com formação superior) de disciplinas da educação geral de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO (com formação superior) 2321 Professores (com formação superior) de disciplinas da educação geral do ensino PROFESSORES E INSTRUTORES DO ENSINO PROFISSIONAL (com formação superior) 2330 Professores e instrutores (com formação superior) do ensino profissional PROFESSORES DO ENSINO SUPERIOR 2340 Professores do ensino superior OUTROS PROFESSORES DE ENSINO NÃO CLASSIFICADOS ANTERIORMENTE 2391 Professores de educação física, ginástica e desportos 2392 Professores de alunos com deficiências físicas e mentais 2394 Programadores, avaliadores e orientadores de ensino PROFISSIONAIS DAS CIÊNCIAS JURÍDICAS
ADVOGADOS, PROCURADORES E AFINS 2412 Procuradores de empresas e autarquias 2419 Outros advogados autônomos e de empresas PROFISSIONAIS DO PODER JUDICIÁRIO E DA SEGURANÇA PÚBLICA 2421 Juizes e desembargadores 2422 Promotores, defensores públicos e afins 2423 Delegados de polícia PROFISSIONAIS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
CIENTISTAS SOCIAIS, PSICÓLOGOS E AFINS 2511 Profissionais em pesquisa e análise antropológica e sociológica 2512 Profissionais em pesquisa e análise econômica 2513 Profissionais em pesquisa e análise histórica e geográfica 2514 Filósofos e cientistas políticos 2515 Psicólogos e psicanalistas 2516 Assistentes sociais e economistas domésticos PROFISSIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO 2521 Administradores 2522 Contadores e auditores 2523 Secretárias executivas e bilingües 2524 Profissionais de recursos humanos 2525 Profissionais da administração econômico-financeira PROFISSIONAIS DE MARKETING, PUBLICIDADE E COMERCIALIZAÇÃO 2531 Profissionais de marketing, publicidade e comercialização COMUNICADORES, ARTISTAS E RELIGIOSOS
PROFISSIONAIS DA COMUNICAÇÃO 2611 Profissionais do jornalismo 2612 Profissionais da informação 2613 Arquivologistas e museólogos 2614 Filólogos, tradutores e intérpretes 2615 Escritores e redatores 2616 Especialistas em editoração 2617 Locutores e comentaristas PROFISSIONAIS DE ESPETÁCULOS E DAS ARTES 2621 Produtores de espetáculos 2622 Coreógrafos e bailarinos 2623 Atores, diretores de espetáculos e afins 2624 Compositores, músicos e cantores 2625 Desenhistas industriais (designer), escultores, pintores e afins 2627 Decoradores de interiores e cenógrafos MEMBROS DE CULTOS RELIGIOSOS E AFINS 2631 Ministros de cultos religiosos, missionários e afins TÉCNICOS DE NIVEL MÉDIO
TÉCNICOS DE NÍVEL MÉDIO POLIVALENTES
TÉCNICOS ELETROMECÂNICOS E MECATRÔNICOS 3001 Técnicos em mecatrônica 3003 Técnicos em eletromecânica TÉCNICOS EM LABORATÓRIO 3011 Laboratorista industrial 3012 Técnicos de apoio à bioengenharia TÉCNICOS DE NÍVEL MÉDIO DA ENGENHARIA, CIÊNCIAS FÍSICAS, QUÍMICAS E AFINS
TÉCNICO EM CIÊNCIAS FÍSICAS E QUÍMICAS 3111 Técnicos químicos 3112 Técnicos petroquímicos 3113 Técnicos em materiais de cerâmica e vidro 3114 Técnicos em fabricação de produtos plásticos e de borracha 3115 Técnicos em controle ambiental, utilidades e tratamento de efluentes 3116 Técnicos têxteis TÉCNICOS EM CONSTRUÇÃO CIVIL, DE EDIFICAÇÕES E OBRAS DE INFRAESTRUTURA 3121 Técnicos em construção civil - edificações 3122 Técnicos em construção civil - obras de infra-estrutura 3123 Técnicos em topografia, agrimensura e hidrografia TÉCNICOS EM ELETRO-ELETRÔNICA E FOTÔNICA 3131 Técnicos em eletricidade e eletrotécnicos 3132 Eletrotécnicos na manutenção de máquinas e equipamentos 3134 Técnicos em eletrônica 3135 Técnicos em telecomunicações e telefonia 3136 Técnicos em calibração e instrumentação 3137 Técnicos em fotônica TÉCNICOS EM METALMECÂNICA 3141 Técnicos mecânicos na fabricação e montagem de máquinas, sistemas e 3142 Técnicos mecânicos de ferramentas 3143 Técnicos em mecânica veicular 3144 Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos 3146 Técnicos em metalurgia (estruturas metálicas) 3147 Técnicos em siderurgia TÉCNICOS EM MINERALOGIA E GEOLOGIA 3161 Técnicos em geologia, geotecnologia e geofísica 3162 Técnicos em geodesia e cartografia 3163 Técnicos em mineração TÉCNICOS EM INFORMÁTICA 3171 Técnicos em programação 3172 Técnicos em operação de computadores DESENHISTAS TÉCNICOS E MODELISTAS 3189 Desenhistas técnicos e modelistas OUTROS TÉCNICOS DE NÍVEL MÉDIO DAS CIÊNCIAS FÍSICAS, QUÍMICAS, ENGENHARIA E 3191 Técnicos do vestuário 3192 Técnicos do mobiliário e afins TÉCNICOS DE NÍVEL MÉDIO DAS CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, BIOQUÍMICAS, DA SAÚDE E
TÉCNICOS EM BIOLOGIA 3201 Técnicos em biologia TÉCNICOS DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA 3210 Técnicos agropecuários 3211 Técnicos agrícolas 3212 Técnicos da pecuária 3213 Técnicos florestais 3214 Técnicos da piscicultura TÉCNICOS DA CIÊNCIA DA SAÚDE HUMANA 3221 Técnicos em fisioterapia e afins 3222 Técnicos e auxiliares de enfermagem 3223 Ortoptistas e óticos 3224 Técnicos de odontologia 3225 Técnicos da fabricação de aparelhos locomotores TÉCNICOS DA CIÊNCIA DA SAÚDE ANIMAL 3231 Técnicos em veterinária 3232 Técnicos zootecnistas TÉCNICOS EM OPERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS DE DIAGNÓSTICO 3241 Operadores de equipamentos médicos e odontológicos 3242 Técnicos de laboratório de análises clínicas TÉCNICOS DE BIOQUÍMICA E DA BIOTECNOLOGIA 3250 Testadores sensoriais 3251 Técnicos em farmácia 3252 Técnicos em produção e conservação de alimentos 3253 Técnicos de apoio a biotecnologia 7 TÉCNICOS DE CONSERVAÇÃO, DISSECAÇÃO E EMPALHAMENTO DE CORPOS 3281 Embalsamadores e taxidermistas PROFESSORES LEIGOS E DE NÍVEL MÉDIO
PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INFANTIL, NO ENSINO FUNDAMENTAL E PROFISSIONALIZANTE (COM FORMAÇÃO DE NÍVEL MÉDIO) 3311 Professores (com formação de nível médio) na educação infantil 3312 Professores (com formação de nível médio) no ensino fundamental 3313 Professores (com formação de nível médio) no ensino profissionalizante PROFESSORES LEIGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL , NO ENSINO FUNDAMENTAL E PROFISSIONALIZANTE 3321 Professores leigos na educação infantil e no ensino fundamental 3322 Professores leigos no ensino profissionalizante INSTRUTORES E PROFESSORES DE ESCOLAS LIVRES 3331 Instrutores e professores de escolas livres INSPETORES DE ALUNOS E AFINS 3341 Inspetores de alunos e afins TÉCNICOS DE NÍVEL MÉDIO EM SERVIÇOS DE TRANSPORTES
TÉCNICOS EM NAVEGAÇÃO AÉREA, MARÍTIMA, FLUVIAL E METROFERROVIÁRIA 3411 Pilotos de aviação comercial, navegadores, mecânicos de vôo e afins 3412 Técnicos marítimos, fluviários e regionais de convés 3413 Técnicos marítimos, fluviários e regionais de máquinas TÉCNICOS EM TRANSPORTES (LOGÍSTICA) 3421 Técnicos em transportes intermodais 3422 Técnicos em transportes aduaneiros 3423 Técnicos em transportes rodoviários 3424 Técnicos em transportes metroferroviários 3425 Técnicos em transportes aeroviários 3426 Técnicos em transportes de vias navegáveis TÉCNICOS DE NIVEL MÉDIO NAS CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS
TÉCNICOS DAS CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS 3511 Técnicos em contabilidade 3512 Técnicos em estatística 3513 Técnicos em administração 3514 Serventuários da justiça e afins 3515 Técnicos e fiscais de tributação e arrecadação 3516 Técnicos de segurança de trabalho 3517 Técnicos e analistas de seguros e afins 3518 inspetores de polícia e detetives TÉCNICOS DE INSPEÇÃO, FISCALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA 3522 Agentes da saúde e do meio ambiente 3523 Agentes de inspeção de pesos e medidas 3524 Agentes de fiscalização de espetáculos e meios de comunicação 3525 Agentes sindicais e de inspeção do trabalho TÉCNICOS DE NÍVEL MÉDIO EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS 3531 Agentes de bolsa, câmbio e outros serviços financeiros 3532 Técnicos de operações e serviços bancários 8 TÉCNICOS DE NIVEL MÉDIO EM OPERAÇÕES COMERCIAIS 3541 Representantes comerciais e técnicos de vendas 3542 Compradores 3543 Técnicos em exportação e importação 3544 Leiloeiros e avaliadores 3545 Corretores de seguros 3546 Corretores de imóveis 3547 Corretores de títulos e valores 3548 Técnicos em turismo TÉCNICOS EM NIVEL MÉDIO DOS SERVIÇOS CULTURAIS, DAS COMUNICAÇÕES E
DOS DESPORTOS
TÉCNICOS DE SERVIÇOS CULTURAIS 3711 Técnicos em biblioteconomia 3712 Técnicos em museologia 3713 Técnicos em artes gráficas TÉCNICOS EM OPERAÇÃO DE CÂMARA FOTOGRÁFICA , CINEMA E TRANSMISSÃO DE 3721 Cinegrafistas 3722 Fotógrafos 3723 Técnicos em operação de máquinas de transmissão de dados TÉCNICOS EM OPERAÇÃO DE ESTAÇÕES DE RÁDIO E TELEVISÃO 3731 Técnicos em operação de estação de rádio 3732 Técnicos em operação de estação de televisão TÉCNICOS EM OPERAÇÃO DE APARELHOS DE SONORIZAÇÃO, CENOGRAFIA E 3741 Técnicos em operação de aparelhos de sonorização 3742 Técnicos em operação de aparelhos de cenografia 3743 Técnico em operação de aparelhos de projeção DECORADORES E VITRINISTAS 3751 Decoradores e vitrinistas de nível médio ARTISTAS DE ARTES POPULARES E MODELOS 3761 Bailarinos de danças populares 3762 Músicos e cantores populares 3763 Palhaços, acrobatas e afins 3764 Apresentadores de espetáculos ATLETAS, DESPORTISTAS E AFINS 3771 Técnicos esportivos 3772 Atletas profissionais 3773 Árbitros desportivos OUTROS TÉCNICOS DE NÍVEL MÉDIO
TÉCNICOS DE NIVEL MÉDIO EM OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 3911 Técnicos de planejamento de produção 3912 Técnicos de controle da produção TRABALHADORES DE SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS
SUPERVISORES DE SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS 4101 Supervisores de serviços administrativos (exceto contabilidade e controle) 4102 Supervisores de serviços contábeis, financeiros e de controle ESCRITURÁRIOS EM GERAL, AGENTES, ASSISTENTES E AUXILIARES ADMINISTRATIVOS 4110 Escriturários em geral, agentes, assistentes e auxiliares administrativos SECRETÁRIOS DE EXPEDIENTE E OPERADORES DE MÁQUINAS DE ESCRITÓRIOS 4121 Secretários de expediente e estenógrafos 4122 Operadores de máquinas de escritório ESCRITURÁRIOS CONTÁBEIS E DE FINANÇAS 4131 Escriturários de contabilidade 4132 Escriturários de finanças ESCRITURÁRIOS DE CONTROLE DE MATERIAIS, DESPACHOS E DE TRANSPORTES 4141 Almoxarifes e armazenistas 4142 Escriturários de apoio a produção AUXILIARES DE SERVIÇOS DE BIBLIOTECA, DOCUMENTAÇÃO E CORREIOS 4151 Escriturários de serviços de biblioteca e documentação 4152 Carteiros e auxiliares de serviços de correios TRABALHADORES DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO
SUPERVISORES DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO 4201 Supervisores de trabalhadores de atendimento ao público CAIXAS, BILHETEIROS E AFINS 4211 Caixas e bilheteiros (exceto caixas de banco) 4212 Caixas de banco e operadores de câmbio 4213 Coletores de apostas e de jogos 4214 Cobradores e afins (exceto nos transportes públicos) TRABALHADORES DE INFORMAÇÕES AO PÚBLICO 4221 Recepcionistas 4222 Telefonistas 4223 Operadores de telemarketing 4231 Despachantes de documentos ENTREVISTADORES E AFINS 4241 Entrevistadores, recenseadores e afins TRABALHADORES DOS SERVIÇOS, VENDEDORES DO COMÉRCIO EM LOJAS E
TRABALHADORES DOS SERVIÇOS
SUPERVISORES DOS SERVIÇOS E DO COMÉRCIO 5101 Supervisores dos serviços de transporte, turismo, hotelaria e administração de 5102 Supervisores dos serviços de saúde e cuidados pessoais 5103 Supervisores dos serviços de proteção, segurança e outros serviços TRABALHADORES DOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE E TURISMO 5111 Trabalhadores dos serviços direto aos passageiros 5112 Fiscais e cobradores dos transportes públicos 5114 Guias de turismo TRABALHADORES DOS SERVIÇOS DOMÉSTICOS EM GERAL 5121 Trabalhadores dos serviços domésticos em geral TRABALHADORES DOS SERVIÇOS DE HOTELARIA E ALIMENTAÇÃO 5131 Mordomos e governantas 5132 Cozinheiros 5133 Camareiros, roupeiros e afins 5134 Garçons, barmen e copeiros TRABALHADORES NOS SERVIÇOS DE ADMINISTRAÇÃO, CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE EDIFÍCIOS E LOGRADOUROS 5141 Trabalhadores nos serviços de administração de edifícios 5142 Trabalhadores nos serviços de manutenção e conservação de edifícios e TRABALHADORES DOS SERVIÇOS DE SAÚDE 5151 Atendentes de enfermagem, parteiras práticas e afins 5152 Auxiliares de laboratório da saúde TRABALHADORES NOS SERVIÇOS DE EMBELEZAMENTO E CUIDADOS PESSOAIS 5161 Trabalhadores nos serviços de higiene e embelezamento 5162 Atendentes de creche e acompanhantes de idosos 5165 Trabalhadores dos serviços funerários 5166 Trabalhadores auxiliares dos serviços funerários 5167 Astrólogos e adivinhos 5169 Tintureiros, lavadeiros e afins, à máquina e à mão TRABALHADORES NOS SERVIÇOS DE PROTEÇÃO E SEGURANÇA 5171 Bombeiros (exceto do corpo de bombeiros militar) 5172 Policiais e guardas de trânsito 5173 Vigilantes e guardas de segurança 5174 Guardas e vigias OUTROS TRABALHADORES DE SERVIÇOS DIVERSOS 5191 Entregadores externos (Exceto carteiros) 5192 Catadores de sucata 5198 Trabalhadores do sexo 5199 Outros trabalhadores dos serviços VENDEDORES E PRESTADORES DE SERVIÇOS DO COMÉRCIO
SUPERVISORES DE VENDAS E DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DO COMÉRCIO 5201 Supervisores de vendas e de prestação de serviços do comércio VENDEDORES, DEMONSTRADORES 5211 Vendedores e demonstradores em lojas ou mercados REPOSITORES, REMARCADORES DO COMÉRCIO 5221 Repositores e remarcadores do comércio INSTALADORES DE PRODUTOS E ACESSÓRIOS 5231 Instaladores de produtos e acessórios VENDEDORES AMBULANTES E CAMELÔS 5241 Vendedores à domicílio 5242 Vendedores em quiosques e barracas 5243 Vendedores ambulantes TRABALHADORES AGROPECUÁRIOS, FLORESTAIS, CAÇA E PESCA
PRODUTORES NA EXPLORAÇÃO AGROPECUÁRIA
PRODUTORES NA EXPLORAÇÃO AGROPECUÁRIA EM GERAL 6110 Produtores na agropecuária em geral PRODUTORES NA EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA 6129 Produtores agrícolas PRODUTORES NA EXPLORAÇÃO PECUÁRIA 6139 Produtores na pecuária TRABALHADORES NA EXPLORAÇÃO AGROPECUÁRIA
SUPERVISORES NA EXPLORAÇÃO AGROPECUÁRIA 6201 Supervisores na agropecuária TRABALHADORES NA EXPLORAÇÃO AGROPECUÁRIA EM GERAL 6210 Trabalhadores na agropecuária em geral TRABALHADORES AGRÍCOLAS 6229 Trabalhadores agrícolas TRABALHADORES NA PECUÁRIA 6239 Trabalhadores na pecuária PESCADORES, CAÇADORES E EXTRATIVISTAS FLORESTAIS
SUPERVISORES NA EXPLORAÇÃO FLORESTAL, CAÇA E PESCA 6301 Supervisores na exploração florestal, caça e pesca PESCADORES, CAÇADORES 6319 Pescadores e caçadores EXTRATIVISTAS FLORESTAIS 6329 Extrativistas florestais
TRABALHADOR DA MECANIZAÇÃO AGROPECUÁRIA E FLORESTAL
TRABALHADORES DA MECANIZAÇÃO AGROPECUÁRIA 6410 Trabalhadores da mecanização agropecuária TRABALHADORES DA MECANIZAÇÃO FLORESTAL 6420 Trabalhadores da mecanização florestal TRABALHADORES DA IRRIGAÇÃO E DRENAGEM 6430 Trabalhadores da irrigação e drenagem TRABALHADORES DA PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS INDUSTRIAIS
TRABALHADORES DA INDÚSTRIA EXTRATIVA E DA CONSTRUÇÃO CIVIL
SUPERVISORES DA EXTRAÇÃO MINERAL E DA CONSTRUÇÃO CIVIL 7101 Supervisores da extração mineral 7102 Supervisores da construção civil TRABALHADORES DA EXTRAÇÃO MINERAL 7111 Mineiros e afins 7112 operadores de máquina na extração de minerais sólidos 7113 Trabalhadores da extração de minerais líquidos e gasosos 7114 Garimpeiros e operadores de salinas TRABALHADORES DE BENEFICIAMENTO DE MINÉRIOS E PEDRAS 7121 Trabalhadores de beneficiamento de minérios 7122 Trabalhadores de beneficiamento de pedras TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS 7151 Trabalhadores de terraplenagem e fundações 7152 Trabalhadores de estruturas de alvenaria 7153 Trabalhadores de estruturas de concreto armado 7154 Trabalhadores na operação de máquinas de concreto armado 7155 Trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compósitos (obras 7156 Trabalhadores de instalações elétricas 7157 Trabalhadores de instalações de materiais isolantes TRABALHADORES DE ACABAMENTO DE OBRAS CIVIS 7161 Revestidores de concreto armado (revestimentos rígidos) 7162 Telhadores (revestimentos rígidos) 7163 Vidraceiros (revestimentos rígidos) 7164 Estucadores e gesseiros 7165 Aplicadores de revestimentos cerâmicos, pastilhas, pedras e madeiras 7166 Pintores de obras e revestidores de interiores (revestimentos flexíveis) AJUDANTES DE OBRAS CIVIS 7170 Ajudantes de obras civis
TRABALHADORES DA TRANSFORMAÇÃO DE METAIS E DE COMPÓSITOS
SUPERVISORES DA TRANSFORMAÇÃO DE METAIS E DE COMPÓSITOS 7201 Supervisores de usinagem, conformação e tratamento de metais 7202 Supervisores de montagem metalmecânica TRABALHADORES DE USINAGEM DE METAIS E DE COMPÓSITOS 7211 Ferramenteiros e afins 7212 Preparadores e operadores de máquinas - ferramenta convencional 7213 Operadores de usinagem convencional (produção em série) 7214 Afiadores e polidores de metais 7215 Operadores de máquinas e centros de usinagem TRABALHADORES DE CONFORMAÇÃO DE METAIS E DE COMPÓSITOS 7221 Trabalhadores de forjamento de metais 7222 Trabalhadores de fundição de metais e de compósitos 7223 Trabalhadores de moldagem de metais e de compósitos 7224 Trabalhadores de trefilação, estiramento e extrusão de metais e de compósitos TRABALHADORES DE TRATAMENTO TÉRMICO E DE SUPERFÍCIES DE METAIS E DE 7231 Trabalhadores de tratamento térmico de metais e de compósitos 7232 Trabalhadores de tratamento de superfícies de metais e de compósitos (termoquímicos) 7233 Trabalhadores da pintura de equipamentos, veículos, estruturas metálicas e de TRABALHADORES DE MONTAGEM DE TUBULAÇÕES, ESTRUTRAS METÁLICAS E DE 7241 Encanadores e instaladores de tubulações 7242 Trabalhadores de traçagem e montagem de estrutura metálica e de compósitos 7243 Trabalhadores de soldagem e corte de metais e de compósitos 7244 Trabalhadores de caldeiraria e serralheria 7245 Operadores de máquinas de conformação de metais 7246 Aparelhadores e emendadores de cabos (exceto cabos elétricos e de telecomunicações) MONTADORES DE MÁQUINAS E APARELHOS MECÂNICOS 7250 Ajustadores mecânicos polivalentes 7251 Montadores de aparelhos e acessórios mecânicos em linhas de montagem 7252 Montadores de máquinas industriais 7253 Montadores de máquinas pesadas 7254 Montadores de motores e turbinas 7255 Montadores de veículos automotores (linha de montagem) 7256 Montadores de sistemas e estruturas de aeronaves 7257 Montadores de instalações de ventilação e refrigeração TRABALHADORES DA FABRICAÇÃO E INSTALAÇÃO ELETRO-ELETRÔNICA
SUPERVISORES DE MONTAGENS E INSTALAÇÕES ELETROELETRÔNICAS 7301 Supervisores de montagens e instalações eletroeletrônicas MONTADORES E INSTALADORES DE EQUIPAMENTOS ELETRO-ELETRÔNICOS EM GERAL 7311 Montadores de equipamentos eletro-eletrônicos 7312 Montadores de aparelhos de telecomunicações 7313 Instaladores-reparadores de aparelhos de telecomunicações INSTALADORES E REPARADORES DE LINHAS E CABOS ELÉTRICOS E DE COMUNICAÇÕES 7321 Instaladores e reparadores de linhas e cabos elétricos, telefônicos e de comunicação de dados MONTADORES DE APARELHOS E INSTRUMENTOS DE PRECISÃO E MUSICAIS
SUPERVISORES DA MECÂNICA DE PRECISÃO E INSTRUMENTOS MUSICAIS 7401 Supervisores da mecânica de precisão e instrumentos musicais MONTADORES E AJUSTADORES DE INSTRUMENTOS DE PRECISÃO 7411 Mecânicos de instrumentos de precisão (exceto técnicos) MONTADORES E AJUSTADORES DE INSTRUMENTOS MUSICAIS 7421 Confeccionadores de instrumentos musicais 14 JOALHEIROS, VIDREIROS, CERAMISTAS E AFINS
SUPERVISORES DE JOALHERIA, VIDRARIA, CERÂMICA E AFINS 7501 Supervisores de joalheria e afins 7502 Supervisores de vidraria, cerâmica e afins JOALHEIROS E OURIVES 7519 joalheiros e artesãos de metais preciosos e semipreciosos VIDREIROS, CERAMISTAS E AFINS 7521 Sopradores e moldadores de vidros e afins 7522 Cortadores, polidores, jateadores e gravadores de vidros e afins 7523 Ceramistas (preparação e fabricação) 7524 Vidreiros e ceramistas (acabamento e decoração) TRABALHADORES DAS INDÚSTRIAS TÊXTEIS, DO CURTIMENTO, DO VESTÚARIO E DAS
ARTES GRÁFICAS
SUPERVISORES DAS INDÚSTRIAS TÊXTEIS, DO CURTIMENTO, DO VESTÚARIO E DAS ARTES 7601 Supervisores da indústria têxtil 7602 Supervisores da indústria do curtimento 7603 Supervisores da indústria de confecção de roupas 7604 Supervisores da indústria de confecção de calçados 7605 Supervisores da confecção de artefatos de tecidos, couros e afins 7606 Supervisores das artes gráficas TRABALHADORES DAS INDUSTRIAS TÊXTEIS 7610 Trabalhadores polivalentes das indústrias têxteis 7611 Trabalhadores da preparação da tecelagem 7612 Operadores da preparação da tecelagem 7613 Operadores de tear e máquinas similares 7614 Trabalhadores de acabamento, tingimento e estamparia das indústrias têxteis 7618 Inspetores e revisores de produção têxtil TRABALHADORES DO TRATAMENTO DE COUROS E PELES 7620 Trabalhadores polivalentes do curtimento de couros e peles 7621 Trabalhadores da preparação de peles 7622 Trabalhadores do curtimento de couros e peles 7623 Trabalhadores do acabamento de couros e peles TRABALHADORES DA CONFECÇÃO DE ROUPAS 7630 Trabalhadores polivalentes das indústrias da confecção de roupas 7631 Trabalhadores da preparação da confecção de roupas 7632 Operadores de máquinas de costura de roupas 7633 Operadores de máquinas de costuras - acabamento de roupas TRABALHADORES DA CONFECÇÃO DE CALÇADOS 7640 Trabalhadores polivalentes da confecção de calçados 7641 Trabalhadores da preparação da confecção de calçados 7642 Operadores de máquinas de costurar calçados 7643 Operadores de acabamento de calçados TRABALHADORES DA CONFECÇÃO DE ARTEFATOS DE TECIDOS E COUROS 7650 Trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos 7651 Trabalhadores da preparação de artefatos de tecidos e couros 7652 Trabalhadores da fabricação e instalação de artefatos de tecidos e couros 7653 Operadores de máquinas na fabricação de artefatos de tecidos e couros 7654 Trabalhadores do acabamento de artefatos de tecidos e couros TRABALHADORES DA PRODUÇÃO GRÁFICA 7660 Trabalhadores polivalentes das artes gráficas 7661 Trabalhadores da pré-impressão gráfica 7662 Trabalhadores da impressão gráfica 7663 Trabalhadores do acabamento gráfico 7664 Trabalhadores de laboratório fotográfico TRABALHADORES ARTESANAIS DAS ATIVIDADES TÊXTEIS, DO VESTUÁRIO E DAS ARTES 7681 Trabalhadores artesanais da tecelagem 7682 Trabalhadores artesanais da confecção de roupas 7683 Trabalhadores artesanais da confecção de calçados e artefatos de couros e peles 7686 Trabalhadores tipográficos, linotipistas e afins 7687 Encadernadores e recuperadores de livros (pequenos lotes ou a unidade) TRABALHADORES DAS INDÚSTRIAS DE MADEIRA E DO MOBILIÁRIO
SUPERVISORES DA INDÚSTRIA DA MADEIRA, MOBILIÁRIO E DA CARPINTARIA VEICULAR 7701 Supervisores da indústria da madeira, mobiliário e da carpintaria veicular MARCENEIROS E AFINS 7711 Marceneiros e afins TRABALHADORES DA PREPARAÇÃO DAS MADEIRAS E DO MOBILIÁRIO 7721 Trabalhadores de tratamento e preparação de madeiras TRABALHADORES DA TRANSFORMAÇÃO DE MADEIRAS E DA FABRICAÇAO DO 7731 Operadores de máquinas de desdobramento de madeiras 7732 Operadores de laminação, aglomeração e prensagem de chapas 7733 Preparadores e operadores de usinagem de madeiras convencional 7734 Operadores de máquinas de madeira (produção em série) 7735 Operadores de máquinas e centros de usinagem de madeira TRABALHADORES DE MONTAGEM 7741 Montadores de móveis e artefatos de madeira TRABALHADORES DO ACABAMENTO DE MADEIRA E MOBILIÁRIO 7751 Trabalhadores do acabamento de madeira e do mobiliário TRABALHADORES ARTESANAIS DA MADEIRA E DO MOBILIÁRIO 7764 Confeccionadores de artefatos de madeira, móveis de vime e afins TRABALHADORES DA CARPINTARIA VEICULAR 7771 Carpinteiros navais e de aeronaves 7772 Carpinteiros de carrocerias e carretas TRABALHADORES DE FUNÇÕES TRANSVERSAIS
SUPERVISORES DE EMBALAGEM E ETIQUETAGEM 7801 Supervisores de embalagem e etiquetagem OPERADORES DE ROBÔS E EQUIPAMENTOS ESPECIAIS 7811 Operadores de robôs industriais 7813 Operadores de veículos operados e controlados remotamente 7817 Trabalhadores subaquáticos CONDUTORES DE VEÍCULOS E OPERADORES DE EQUIPAMENTOS DE ELEVAÇÃO E DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 7820 Condutores e operadores polivalentes 7821 Operadores de equipamentos de elevação 7822 Operadores de equipamentos de movimentação de cargas 7823 Condutores de veículos sobre rodas (transporte particular) 7824 Condutores de veículos sobre rodas (transporte coletivo) 7825 Condutores de veículos sobre rodas (distribuidor de mercadorias) 7826 Condutores de veículos sobre trilhos 7827 Trabalhadores na navegação marítima fluvial e regional 7828 Condutores de veículos de tração animal e de pedais TRABALHADORES DE LOGÍSTICA E ACOMPANHAMENTO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE 7831 Trabalhadores de manobras de transporte sobre trilhos 7832 Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias EMBALADORES E ALIMENTADORES DE PRODUÇÃO 7841 Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem 7842 Alimentadores de linhas de produção TRABALHADORES DA PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS INDUSTRIAIS
TRABALHADORES DAS INDÚSTRIAS DE PROCESSOS CONTÍNUOS E OUTRAS
INDÚSTRIAS
SUPERVISORES DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS, PETROQUÍMICAS E AFINS 8101 Supervisores das indústrias químicas, petroquímicas e afins 8102 Supervisores da indústria de plásticos e borracha 8103 Supervisores da indústria de produtos farmacêuticos, cosméticos e afins OPERADORES DE INSTALAÇÕES QUÍMICAS, PETROQUÍMICAS E AFINS 8110 Operadores polivalentes de instalações químicas, petroquímicas, e afins 8111 Operadores de moagem e mistura de materiais (tratamentos químicos e afins) 8112 Operadores de processo termoquímicos e afins 8113 Operadores de filtragem e separação 8114 Operadores de destilação e reação 8115 Operadores de produção e refino de petróleo e gás 8116 Operadores de coqueificação 8117 Operadores de instalações e máquinas de produtos plásticos, de borracha e 8118 Operadores de máquinas e instalações de produtos farmacêuticos, cosméticos e TRABALHADORES DA FABRICAÇÃO DE MUNIÇÃO E EXPLOSIVOS QUÍMICOS 8121 Trabalhadores da fabricação de munição e explosivos químicos OPERADORES DE OUTRAS INSTALAÇÕES QUÍMICAS, PETROQUÍMICAS E AFINS 8131 Operadores de outras instalações químicas, petroquímicas e afins OPERADORES DE OPERAÇÃO UNITÁRIA DE LABORATÓRIO (TRANSVERSAL PARA TODA INDÚSTRIA DE PROCESSOS) 8181 Laboratoristas industriais auxiliares TRABALHADORES DE INSTALAÇÕES SIDERÚRGICAS E DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
SUPERVISORES DA SIDERURGIA E DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 8201 Supervisores da siderurgia 8202 Supervisores e de materiais de construção (vidro, cerâmica e compósitos) OPERADORES DE INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS DE PRODUÇÃO DE METAIS E LIGAS- 8211 Operadores de instalações de sinterização 8212 Operadores de fornos de 1ª fusão e aciaria 8213 Operadores de laminação 8214 Operadores de acabamento de chapas e metais OPERADORES DE INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS DE PRODUÇÃO DE METAIS E LIGAS - 8221 Forneiros metalúrgicos (2ª fusão e reaquecimento) TRABALHADORES DE INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, CERÂMICA E VIDRO 8231 Operadores de preparação de massas para vidro, cerâmica, porcelana e materiais 8232 Operadores de instalações e equipamentos de fabricação de cerâmicas, vidros e 8233 Operadores de instalações e equipamentos de fabricação de materiais de TRABALHADORES ARTESANAIS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 8281 Trabalhadores artesanais de materiais de construção TRABALHADORES DE INSTALAÇÕES E MÁQUINAS DE FABRICAÇÃO DE CELULOSE , PAPEL, PAPELÃO E ARTEFATOS SUPERVISORES DA FABRICAÇÃO DE CELULOSE E PAPEL 8301 Supervisores da fabricação de pasta para papel, papel, papelão e artefatos TRABALHADORES DA PREPARAÇÃO DE PASTA DE PAPEL 8311 Preparadores de pasta de papel TRABALHADORES DA FABRICAÇÃO DE PAPEL 8321 Operadores de máquinas de fabricar papel e papelão CONFECCIONADORES DE PRODUTOS DE PAPEL E PAPELÃO 8339 Confeccionadores de produtos de papel e papelão TRABALHADORES DA FABRICAÇÃO DE ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO
SUPERVISORES DA FABRICAÇÃO DE ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO AGROINDUSTRIAIS 8401 Supervisores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo OPERADORES DA PREPARAÇÃO DE ALIMENTOS E BEBIDAS 8412 Trabalhadores do refino de sal 8413 Trabalhadores da fabricação e refino de açúcar 8416 Trabalhadores da preparação de café, cacau e produtos afins 8417 Ttrabalhadores da fabricação de cachaça, cerveja, vinhos e outras bebidas OPERADORES DE TRATAMENTO DE FUMO E DE FABRICAÇÃO DE CHARUTOS E CIGARROS (INCLUSIVE ARTESANAIS) 8421 Preparadores de fumo 8423 Cigarreiros 8429 Charuteiros e trabalhadores artesanais da industria do fumo TRABALHADORES ARTESANAIS DA AGROINDUSTRIA E DA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS 8484 Degustadores 8485 Magarefes e afins 8491 Trabalhadores de fabricação e conservação de alimentos ( inclusive artesanais) 8492 Trabalhadores da pasteurização do leite, fabricação de laticínios e afins ( inclusive 8493 Padeiros, confeiteiros e afins e operadores na fabricação de pães, massas e doces OPERADORES DE INSTALAÇÕES DE PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA,
UTILIDADES, CAPTAÇÃO, TRATAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA
SUPERVISORES DE INSTALAÇÕES DE PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA, UTILIDADES, CAPTAÇÃO, TRATAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA 8601 Supervisores de instalações de produção e distribuição de energia, utilidades, captação, tratamento e distribuição de água OPERADORES DE INSTALAÇÕES DE GERAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA TÉRMICA, ELÉTRICA E NUCLEAR 8611 Operadores de instalações de geração de energia térmica, elétrica e nuclear 8612 Operadores de instalações de distribuição de energia térmica, elétrica e nuclear OPERADORES DE UTILIDADES 8621 Operadores de máquinas a vapor e caldeiras 8622 Operadores de instalações de captação e distribuição de águas 8623 Operadores de instalações de captação e tratamento de esgotos 8624 Operadores de instalações de captação, engarrafamento e distribuição de gases 8625 Operadores de instalações de refrigeração e ar condicionado OPERADORES DE OUTRAS INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS OUTROS TRABALHADORES
ELEMENTARES INDUSTRIAIS
OPERADORES DE OUTRAS INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS OUTROS TRABALHADORES ELEMENTARES INDUSTRIAIS 8711 Operadores de outras instalações industriais outros trabalhadores elementares TRABALHADORES DE REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO
TRABALHADORES DE REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO MECÂNICA
SUPERVISORES DE REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO MECÂNICA 9101 Supervisores da reparação e manutenção de máquinas e equipamentos industriais, comerciais e residenciais 9102 Supervisores da reparação e manutenção veicular 9109 Supervisores de outros trabalhadores da reparação, conservação e manutenção MECÂNICOS DE MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS, COMERCIAIS E RESIDENCIAIS 9111 Mecânicos de manutenção de bombas, motores, compressores e equipamentos de 9112 Mecânicos de manutenção de aparelhos térmicos, de climatização e de refrigeração(exceto técnicos) 9113 Mecânicos de manutenção de máquinas industriais MECÂNICOS DE MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS PESADAS E EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS 9131 Mecânicos de manutenção de máquinas pesadas e equipamentos agrícolas MECÂNICOS DE MANUTENÇÃO VEICULAR 9141 Mecânicos de manutenção aeronáutica 9142 Mecânicos de manutenção naval (em terra) 9143 Mecânicos de manutenção metroferroviária 9144 Mecânicos de manutenção de veículos automotores REPARADORES DE INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS DE PRECISÃO 9151 Reparadores de instrumentos de medição 9152 Reparadores de instrumentos musicais 9153 Reparadores de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares 9154 Reparadores de equipamentos fotográficos OUTROS MECÂNICOS DE MANUTENÇÃO 9191 Lubrificadores 9192 Trabalhadores de manutenção de máquinas pequenas 9193 Mecânicos de manutenção de bicicletas e equipamentos esportivos e de ginástica SUPERVISORES DE MANUTENÇÃO ELETRO-ELETRÔNICA E ELETROMECÂNICA 9501 Supervisores de manutenção eletro-eletrônica industrial, comercial e residencial 9502 Supervisores de manutenção eletro-eletrônica veicular 9503 Supervisores de manutenção eletromecânica ELETRICISTAS-ELETRÔNICOS DE MANUTENÇÃO INDUSTRIAL, COMERCIAL E RESIDENCIAL 9511 Eletricistas-eletrônicos de manutenção industrial 9513 Instaladores e mantenedores de sistemas de alarmes de segurança e de incêndio ELETRICISTAS-ELETRÔNICOS DE MANUTENÇÃO VEICULAR 9531 Eletricistas-eletrônicos de manutenção veicular (aérea, terrestre e naval) MANTENEDORES ELETROMECÂNICOS 9541 Mantenedores de elevadores, escadas e portas automáticas) 9542 Reparadores de aparelhos eletrodomésticos 9543 Reparadores de equipamentos de escritório OUTROS TRABALHADORES DA CONSERVAÇÃO, MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO
OUTROS TRABALHADORES DA CONSERVAÇÃO E DA CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO (EXCETO TRABALHADORES ELEMENTARES) 9111 Conservadores de vias permanentes (trilhos) 9912 Mantenedores de equipamentos de lazer 9913 Mantenedores de carroçarias de veículos 9914 Mantenedores de edificações TRABALHADORES ELEMENTARES DA MANUTENÇÃO 9921 Trabalhadores elementares de serviços de manutenção 9922 Trabalhadores elementares de conservação de vias permanentes MEMBROS DAS FORÇAS ARMADAS, POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES
MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS
MILITARES DA AERONÁUTICA 0100 Militares da aeronáutica MILITARES DO EXÉRCITO 0200 Militares do exército MILITARES DA MARINHA 0300 Militares da marinha POLICIAIS MILITARES
OFICIAIS DE POLÍCIA MILITAR 0401 Coronéis, tenentes-coronéis e majores da polícia militar 0402 Capitães da polícia militar 0403 Tenentes da polícia militar PRAÇAS DE POLÍCIA MILITAR 0411 Praças especiais de polícia militar 0412 Subtenentes e sargentos da polícia militar 0413 Cabos e soldados da polícia militar BOMBEIROS MILITARES
OFICIAIS DE BOMBEIRO MILITAR 0501 Coronéis, tenentes-coronéis e majores de bombeiro militar 0502 Capitães do corpo de bombeiros 0503 Tenentes do corpo de bombeiros PRAÇAS DE BOMBEIRO MILITAR 0511 Praças especiais de bombeiro 0512 Subtenentes e sargentos do corpo de bombeiros 0513 Cabos e soldados do corpo de bombeiros WHOQOL-bref WHOQOL - ABREVIADO Versão em Português PROGRAMA DE SAÚDE MENTAL ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE Coordenação do GRUPO WHOQOL no Brasil
Dr. Marcelo Pio de Almeida Fleck
Professor Adjunto
Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Porto Alegre – RS - Brasil

Este questionário é sobre como você se sente a respeito de sua qualidade de vida, saúde e
outras áreas de sua vida. Por favor, responda a todas as questões . Se você não tem
certeza sobre que resposta dar em uma questão, por favor, escolha entre as alternativas a
que lhe parece mais apropriada. Esta, muitas vezes, poderá ser sua primeira escolha.
Por favor, tenha em mente seus valores, aspirações, prazeres e preocupações. Nósestamos perguntando o que você acha de sua vida, tomando como referência as últimas semanas . Por exemplo, pensando nas últimas duas semanas, uma questão
poderia ser:
Você recebe dos outros o apoio de que Você deve circular o número que melhor corresponde ao quanto você recebe dos outros oapoio de que necessita nestas últimas duas semanas. Portanto, você deve circular onúmero 4 se você recebeu "muito" apoio como abaixo.
Você recebe dos outros o apoio de que Você deve circular o número 1 se você não recebeu "nada" de apoio.
Por favor, leia cada questão, veja o que você acha e circule no número e lhe parece a melhor resposta.
Como você avaliaria sua qualidade de Quão satisfeito(a) você está com a sua saúde? As questões seguintes são sobre o quanto você tem sentido algumas coisas nas últimas duas semanas.
Em que medida você acha que sua dor (física) impede você de fazer o que vocêprecisa? O quanto você precisa de algum tratamento médico para levar sua vidadiária? O quanto você aproveita a vida? Em que medida você acha que a sua vida O quanto você consegue se concentrar? Quão seguro(a) você se sente em sua vida Quão saudável é o seu ambiente físico (clima, barulho, poluição, atrativos)? As questões seguintes perguntam sobre quão completamente você tem sentido ou é capaz de fazer
certas coisas nestas últimas duas semanas.
Você tem energia suficiente para seu dia-a-dia? Você é capaz de aceitar sua aparência física? Você tem dinheiro suficiente para satisfazer suas Quão disponíveis para você estão as informações que precisa no seu dia-a-dia? Em que medida você tem oportunidades de atividade de lazer? As questões seguintes perguntam sobre quão bem ou satisfeito você se sentiu a respeito de vários
aspectos de sua vida nas últimas duas semanas.
Quão bem você é capaz de se locomover? Quão satisfeito(a) você está com o seu Quão satisfeito(a) você está com sua capacidade de desempenhar as atividadesdo seu dia-a-dia? Quão satisfeito(a) você está com sua capacidade para o trabalho? Quão satisfeito(a) você está consigo Quão satisfeito(a) você está com suas relações pessoais (amigos, parentes,conhecidos, colegas)? Quão satisfeito(a) você está com sua vida Quão satisfeito(a) você está com o apoio que você recebe de seus amigos? Quão satisfeito(a) você está com as condições do local onde mora? Quão satisfeito(a) você está com o seu acesso aos serviços de saúde? Quão satisfeito(a) você está com o seu meio de transporte? As questões seguintes referem-se a com que freqüência você sentiu ou experimentou certas coisas nas
últimas duas semanas.
Com que freqüência você tem sentimentos negativos tais como mauhumor, desespero, ansiedade,depressão? Alguém lhe ajudou a preencher este questionário?.
Quanto tempo você levou para preencher este questionário?.
Você tem algum comentário sobre o questionário?
OBRIGADO PELA SUA COLABORAÇÃO
(HIV/AIDS Targeted Quality of Life) INSTRUMENTO DE QUALIDADE DE VIDA DIRECIONADO PARA HIV/AIDS, TRADUZIDO, ADAPTADO E VALIDADO PARA PACIENTES HIV NO BRASIL. *Adaptado de HIV/AIDS-Targeted Quality of Life Instrument William C. Holmes, M.D., M.S.C.E., 1999. Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. As perguntas neste questionário buscam entender como está a sua vida em diferentes aspectos. Antes de começar a respondê-las, leia as explicações abaixo para entender melhor como abordar dois tipos de perguntas que você encontrará: 1. Você encontrará algumas perguntas voltadas para suas atividades da rotina
diária e do trabalho.
Se você tem um emprego ou ocupação, responda essas perguntas pensando sobre as atividades relacionadas a eles. Se você não tem um emprego ou ocupação, responda essas perguntas pensando sobre as atividades que você geralmente faz na maioria dos dias da semana – por exemplo, tarefas domésticas ou de outra natureza, atividades escolares ou relacionadas ao trabalho voluntário em uma instituição.
2. Você encontrará algumas questões sobre o seu médico.
Se você geralmente é atendido por uma enfermeira ou um assistente do seu médico, responda essas questões pensando nessa pessoa e não no seu médico propriamente dito. Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 1. As perguntas a seguir abordam aspectos relacionados ao seu estado e funcionamento geral
nas últimas 4 semanas:
a. Nas últimas 4 semanas, fiquei satisfeito com a minha atividade física. . . . . . . . b. Nas últimas 4 semanas, senti-me fisicamente limitado para realizar tarefas domésticas de rotina. . . . . . . . . . . c. Nas últimas 4 semanas, a dor limitou minha capacidade de estar fisicamente ativo . . . . . . . . . d. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com a possibilidade de não ser mais capaz de realizar minhas atividades diárias de rotina/trabalho como antes. . . . . . . . . . e. Nas últimas 4 semanas, senti que ter o HIV tem limitado o volume de trabalho que sou capaz de realizar em minhas atividades diárias de rotina/trabalho . . . . . f. Nas últimas 4 semanas, senti-me muito cansado Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 2. As perguntas a seguir abordam aspectos relativos ao seu contentamento com a vida nas
últimas 4 semanas:
a. Nas últimas 4 semanas, desfrutei a vida . . . . …… . …. b. Nas últimas 4 semanas, senti-me no controle c. Nas últimas 4 semanas, fiquei satisfeito com o meu nível de atividades sociais . . . . . . . . . d. Nas últimas 4 semanas, fiquei contente Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 3. As perguntas a seguir abordam suas preocupações com a saúde nas últimas 4 semanas:
a. Nas últimas 4 semanas, não fui capaz de viver do jeito que gostaria por estar muito preocupado com a minha saúde . . . . . . . . . . . . . . . b. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado c. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado d. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado, pensando Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 4. As perguntas a seguir dizem respeito a suas preocupações com aspectos financeiros nas
últimas 4 semanas:
a. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com a possibilidade de ter de viver com uma renda determinada b. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado se terei como pagar as minhas contas . . . . . . . . . . c. Nas últimas 4 semanas, tive muito pouco dinheiro para poder cuidar de mim mesmo do jeito que acho correto . . . . . . . . . . . . . Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 5. As perguntas a seguir abordam como você se sentiu em relação à medicação para o HIV
nas últimas 4 semanas:
Você tomou medicação para o HIV nas últimas 4 semanas?
NÃO ÆÆÆÆÆÆ Vá para Seção 6
SIM ÆÆÆÆÆÆ Continue com a questão 5a
a. Nas últimas 4 semanas, tomar meus remédios b. Nas últimas 4 semanas, tomar meus remédios me dificultou levar uma vida normal . . . . . . . . . c. Nas últimas 4 semanas, meus remédios têm me causado efeitos colaterais desagradáveis . . . . . d. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com os efeitos que a minha medicação pode ter sobre o meu corpo . . . . . . e. Nas últimas 4 semanas, não tive certeza quanto aos motivos que me levam a tomar os remédios . . . . . Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 6. As perguntas a seguir abordam como você se sentiu por ser HIV positivo nas últimas 4 semanas:
a. Nas últimas 4 semanas, me arrependi b. Nas últimas 4 semanas, fiquei zangado com o comportamento de risco e exposição ao HIV que adotei no passado . . ………………… Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 7. As perguntas a seguir dizem respeito a suas preocupações em revelar a doença para os outros nas
últimas 4 semanas:

a. Nas últimas 4 semanas, limitei o que falo b. Nas últimas 4 semanas, tive medo de contar c. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado que minha família descobrisse que eu tenho HIV . . . . . . d. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado que as pessoas do meu trabalho ou que participam de minhas atividades do dia-a-dia descobrissem que eu tenho HIV . . . . . . e. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com a possibilidade de perder minha fonte de renda se outras pessoas descobrirem que eu tenho HIV . . . . . . . . . . . Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 8. As perguntas a seguir abordam como você se sentiu em relação ao seu médico nas últimas 4
semanas:
a. Nas últimas 4 semanas, senti que poderia ver meu médico sempre que precisasse ou sentisse necessidade. b. Nas últimas 4 semanas, senti que meu médico me consulta ao tomar decisões sobre o meu tratamento . . c. Nas últimas 4 semanas, senti que meu médico Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 9. As perguntas a seguir abordam sua atividade sexual nas últimas 4 semanas:
a. Nas últimas 4 semanas, foi difícil ficar b. Nas últimas 4 semanas, foi difícil chegar ao Obrigado por completar este questionário. Se você tiver qualquer dúvida, não hesite em falar com a pessoa que lhe deu o questionário ou com o seu médico. Mais uma vez, muito obrigado! Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. SINTAXE SPSS WHOQOL Rev. salud pública. 11 (5): 836-841, 2009 REVISTA DE SALUD PÚBLICA · Volumen 11(5), Octubre 2009 Nota Técnica/Technical Note Qualidade de vida: Interpretação da
sintaxe do SPSS para análise de dados do
Quality of life: interpreting SPSS's syntax for analysing
Celso Bilynkievycz dos Santos1,2,3, Bruno Pedroso1,4, Luciano Scandelari1 e Luiz A. Pilatti1 1 Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Ponta Grossa – Paraná, Brasil.
2 Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Ponta Grossa – Paraná, Brasil3 Centro Universitário Claretirano (CEUCLAR), Batatais – São Paulo, Brasil4 Faculdades Integradas de Itararé (FAFIT-FACIC) Itararé – São Paulo, Brasil Recebido em 26 Fevereiro 2009/Enviado para Modificação em 15 Agosto 2009/Aprovado 17 Setembro 2009 O presente trabalho descreve os comandos da sintaxe do software Statistical Pack-age for the Social Sciences (SPSS) para análise dos dados do WHOQOL-100. Conclui-se que o entendimento da sintaxe constitui um fator limitante para a utilização doWHOQOL-100, e, também, que a análise parcial ou completa de dados do instrumentoem exame pode ser realizada através de outros softwares.
Palavras-Chave: Qualidade de vida, questionários; análise de dados (fonte: DeCS,
BIREME
).
This study describes the Statistical Package for Social Sciences' (SPSS) syntax com-mands for analysing WHOQOL-100 data. It was concluded that understanding syntaxis a factor limiting WHOQOL-100 use. Analysing partial or complete WHOQOL-100data can be accomplished by other software.
Key Words: Quality of life, questionnaire, data analysis (source: MeSH, NLM).
RESUMEN
Calidad de vida: interpretación de la sintaxis del SPSS para el análisis de datos del
WHOQOL-100

Se describen los comandos de sintaxis del Paquete Estadístico para Ciencias Sociales(SPSS) para el análisis del WHOQOL-100. Se concluye que la comprensión de la sintaxis es un factor que limita el uso del WHOQOL-100. El análisis de los datosparciales o completos puede llevarse a cabo por medio de otros programas.
Palabras Clave: Calidad de vida, cuestionarios, análisis de datos (fuente: DeCS,
BIREME
).
Ointeresse em elaborar um instrumento para avaliar a Qualidade de Vida(QV) dentro de uma expectativa legitimamente universal fezcom que a Organização Mundial da Saúde desenvolvesse um projeto internacional, o Projeto WHOQOL (2). O resultado destes estudos foi acriação do WHOQOL-100, um instrumento de avaliação da QV compostopor 100 itens(1). O cálculo dos resultados do WHOQOL-100 é realizadoatravés de uma sintaxe desenvolvida pela OMS através do softwareestatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS).
A utilização de um software específico para análise dos dados e a falta de documentos descrevendo este processo pode constituir uma restrição doprotocolo do WHOQOL-100, de forma a inibir a utilização do instrumento.
O entendimento da sintaxe proposta pelo Grupo WHOQOL possibilita a análise dos dados ou o desenvolvimento de sintaxes em outros programas deanálise estatística ou gerenciadores de base de dados que calculem índicesde QV, melhorando o gerenciamento das informações. E, também, permite aanálise parcial do instrumento, quando se deseja avaliar domínios ou facetasespecíficas.
Com base nessa perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo descrever esta sintaxe, possibilitando o entendimento dos comandos e suasfinalidades.
SINTAXE PARA ANÁLISE DOS DADOS DO WHOQOL-100 A sintaxe foi desenvolvida pelo Grupo WHOQOL, para análise de dadosatravés do software SPSS. Esta sintaxe é composta por 68 linhas (Figura 1)de comandos que serão descritas a seguir.
A primeira linha pauta-se em verificar se todas as questões foram preenchidas corretamente, com as respostas 1,2,3,4 ou 5. Caso contrário, aresposta ficará em branco e não será computada.
REVISTA DE SALUD PÚBLICA · Volumen 11(5), Octubre 2009 Figura 1. Linha de comando para calcular o escore de uma faceta
Fonte: Adaptado de WHOQOL Group (2) O WHOQOL-100 possui perguntas classificadas como negativas e positivas. Para o cálculo da média das facetas composta por questões comas duas categorias, deve-se considerar a leitura inversa da escala de Likertpara as questões negativas. Este problema é tratado a partir da segundalinha de comando, que inverte as pontuações destas questões. Este comandopode ser substituído, em caso da utilização de outro software, pela equaçãomatemática representada na Figura 2.
Prosseguindo a descrição dos comandos, da linha três à linha 27 são calculados os escores das facetas, dando origem a 25 novas colunas deresultados, correspondentes ao somatório de cada faceta. A pontuação deuma faceta corresponde à soma de quatro questões válidas Destas, duasquestões avaliam um determinado aspecto e outras duas ponderam o quantoesses aspectos interferem na QV.
Considerando-se a possibilidade da existência de questões não respondidas, esta sintaxe utiliza um comando (Figura 3) que garante o mínimo de três (75%) das questões respondidas em cada faceta, descartando da análise asfacetas que não atingirem esse valor. Assim, uma faceta é pontuada, somentese a mesma for avaliada e ponderada.
Este comando calcula a média entre o mínimo de três elementos válidos, que é quadruplicada dando origem ao escore da faceta. Desta forma, paracasos onde o número de questões for menor de três elementos, não se gerao valor da faceta. E quando uma faceta for composta de por apenas 3 questõesválidas, a questão invalida será equivalente à média entre as questões válidas.
Figura 2. Linha de comando para calcular o escore de uma faceta
Figura 3. Equação para inversão de escala
Os comandos das linhas 28 a 33 realizam o cálculo dos escores dos domínios, dando origem a seis novas colunas, correspondentes à média decada domínio. A pontuação de um domínio corresponde à média de "n" facetas.
Levando-se em conta, também, a possibilidade da existência de facetas com REVISTA DE SALUD PÚBLICA · Volumen 11(5), Octubre 2009 valores numéricos nulos, a sintaxe trata esses problemas nos domínios I,II,IIIe IV com a seguinte fórmula, inserida no comando "MEAN":(x -1). Onde "x"corresponde ao número de facetas do domínio. Este comando garante que odomínio somente será calculado se possuir no máximo uma faceta nãopontuada. Para o domínio V, que contém o maior número de facetas, a sintaxeutiliza a seguinte fórmula no comando "MEAN":(x-2), que permite o máximode duas facetas não pontuadas.
Como existem facetas negativas, compostas em sua totalidade por questões negativas, utiliza-se do seguinte artifício matemático: (24-FACET), queincorporado ao comando para calcular os escores desta facetas, inverte suapontuação.
As linhas de comando de número 34 a 63 convertem os valores de uma escala contínua de 4 a 20 para uma escala centesimal, através de umaexpressão equivalente à seguir: ED é escala desejada;EO é escala original;i é o inicio da escala; é a variação da escala O comando da linha 64 gera uma coluna com o nome de "TOTAL", que contém a contagem de todas as questões com valores válidos.
Finalizando, as linhas de comando de 65 a 68 permitem computar apenas os questionários com pelo menos 80 % dos itens preenchidos corretamente,eliminado da amostra os registros que não satisfazem tal condição.
A dificuldade em compreender a sintaxe dos instrumentos WHOQOL constituium fator limitante na utilização destes instrumentos. Frente a este imbróglio,o presente estudo pauta-se em esclarecer o funcionamento da sintaxe doWHOQOL-100.
Através da compreensão dos comandos e artifícios matemáticos utilizados na Sintaxe do SPSS para a análise dos dados do WHOQOL-100 é possíveldesenvolver a análise dos dados em outros softwares. O artifício possibilita odesenvolvimento completo ou parcial do instrumento, ou ainda, oenriquecimento da sintaxe original através da adição de outros comandos e,até mesmo, dispensar a utilização de softwares estatísticos.
Cada questão corresponde a um valor entre 1 e 5, cada faceta equivale ao somatório dos escores de quatro questões que constitui, por sua vez, osdomínios, correspondentes à média entre suas facetas.
As facetas compostas por questões negativas e positivas, e também, os domínios compostos por facetas com esta característica, são tratados nasintaxe através de recursos matemáticos que possibilitam a inversão dosescores originais. Com efeito, é importante identificar as relações dedependência de proporções diretas ou inversas entre os atributos para evitarerros na análise dos dados 1. Fox-Rushby J, Parker M. Culture and the measurement of health-related quality of life.
Journal of European Applied Psychology1995;45(4):257-263.
2. The WHOQOL Group. WHOQOL Users Manual (draft). Geneva: World Health Organiza- 3. Fleck MPA, Leal OF, Louzada S, Xavier M, Chachamovich E, Vieira G, et al. Application of the portuguese version of the instrument for the assessment of the quality of life of theW orld Health Organization (W HOQOL-100). Revista Saúde Pública. 1999;abr;33(2):198-205.
MANUAL HATQoL Manual de Pontuação *Adaptado de HIV/AIDS-Targeted Quality of Life Instrument William C. Holmes, M.D., M.S.C.E., 1999. Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. Dimensões avaliadas pelo HAT-QoL

1. Função geral, 6 itens 2. Satisfação com a vida, 4 itens 3. Preocupações com a saúde, 4 itens 4. Preocupações financeiras, 3 itens 5. Preocupações com a medicação, 5 itens 6. Aceitação do HIV, 2 itens 7. Preocupações com o sigilo, 5 itens 8. Confiança no profissional, 3 itens 9. Função sexual, 2 itens

Descrição da pontuação

Todas as dimensões são pontuadas e o escore final de cada dimensão é transformado em uma escala linear de 0-a-100, onde 0 é o pior escore possível e 100 é o melhor escore possível. A obtenção do escore final da dimensão transformado é feita em quatro passos: 1. Atribua um valor para todas as respostas, item por item, como anotado abaixo. A maioria dos itens será valorada usando o Código A, alguns serão valorados usando o Código B. Opção de Resposta "Todo o tempo" "A maior parte do tempo" "Parte do tempo" "Pouco tempo" 2. Use o Código A para os seguintes itens: 1b, 1c, 1d, 1e, 1f, 3a, 3b, 3c, 3d, 4a, 4b, 4c, 5a, 5b, 5c, 5d, 5e, 6a, 6b, 7a, 7b, 7c, 7d, 7e, 9a, 9b
3. Use o Código B para os seguintes itens: 1a, 2a, 2b, 2c, 2d, 8a, 8b, 8c

Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. 4. Se a resposta para um item em uma dimensão não estiver completa, substitua o item que está faltando pela média dos valores imputados para os outros itens que estão completos (desde que pelo menos metade dos itens tenha sido completada). Por exemplo, se um item de uma dimensão de quatro itens não está completo, e os valores imputados para os outros são "1," "2," e "4," o valor da média a ser imputada para o item que está faltando é "2.33." Se mais da metade dos itens de uma dimensão não está completa, nenhuma substituição deve ser feita e o escore final para essa dimensão deve ser considerado perdido. 5. Some os valores atribuídos para todos os itens de uma dimensão para conseguir o valor total do escore dessa dimensão (abaixo, o valor do escore total imputado para a dimensão função geral será indicado pelo termo "FUNGER", satisfação com a vida por "SAVI", preocupações com a saúde por "PRESA", preocupações financeiras por "PREFI", preocupações com a medicação por "PREME", aceitação do HIV por "ACEHIV", preocupações com o sigilo "DISWO" confiança no profissional por "CONPRO" e função sexual por "FUSEX"). 6. Transforme o valor do escore total imputado para cada dimensão para uma escala de 0-a-100 usando a seguinte fórmula: FUNGER100 = (100/(30-6))*(FUNGER-6) Onde FUNGER é o valor total do escore atribuído para a dimensão Satisfação com a vida: SAVI100 = (100/(20-4))*(SAVI-4) do escore atribuído para a dimensão Preocupações com a saúde: PRESA100 = (100/(20-4))*(PRESA-4) Onde PRESA é o valor total do escore atribuído para a dimensão Preocupações financeiras: PREFI100 = (100/(15-3))*(PREFI-3) do escore atribuído para a dimensão Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. Preocupações com a medicação: PREME100 = (100/(25-5))*(PREME-5) Onde PREME é o valor total do escore atribuído para a dimensão Aceitação do HIV: ACEHIV100 = (100/(10-2))*(ACEHIV-2) do escore atribuído para a dimensão Preocupações com o sigilo: PRESI100 = (100/(25-5))*(PRESI-5) do escore atribuído para a dimensão Confiança no profissional: CONPRO100 = (100/(15-3))*(CONPRO-3) do escore atribuído para a dimensão Função sexual: FUSEX100 = (100/(10-2))*(FUSEX-2) Onde FUSEX é o valor total do escore atribuído para a dimensão Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. APÊNDICE

* Quando atribuir valores para as opções de resposta, use o "Código A" para este item;
† Quando atribuir valores para as opções de resposta, use o "Código B" para este item;
Função geral
1a. Nas últimas 4 semanas, fiquei satisfeito com a minha atividade física.† 1b. Nas últimas 4 semanas, senti-me fisicamente limitado para realizar tarefas domésticas de rotina.* 1c. Nas últimas 4 semanas, a dor limitou minha capacidade de estar fisicamente ativo.* 1d. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com a possibilidade de não ser mais capaz de realizar minhas atividades diárias de rotina/trabalho como antes.* 1e. Nas últimas 4 semanas, senti que ter o HIV tem limitado o volume de trabalho que sou capaz de realizar em minhas atividades diárias de rotina/trabalho.* 1f. Nas últimas 4 semanas, senti-me muito cansado para atividades sociais.*

Satisfação com a vida

2a. Nas últimas 4 semanas, desfrutei a vida.† 2b. Nas últimas 4 semanas, senti-me no controle da minha vida.† 2c. Nas últimas 4 semanas, fiquei satisfeito com o meu nível de atividades sociais.† 2d. Nas últimas 4 semanas, fiquei contente por ter estado tão saudável.†
Preocupações com a saúde
3a. Nas últimas 4 semanas, não fui capaz de viver do jeito que gostaria por estar muito preocupado com a minha saúde.* 3b. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com a minha contagem CD4.* 3c. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com a minha carga viral.* 3d. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado, pensando em quando morreria.*

Preocupações financeiras

4a. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com a possibilidade de ter de viver com uma renda determinada.* 4b. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado se terei como pagar as minhas contas.* 4c. Nas últimas 4 semanas, tive muito pouco dinheiro para poder cuidar de mim mesmo do jeito que acho correto.*
Preocupações com a medicação
5a. Nas últimas 4 semanas, tomar meus remédios tem sido um peso.* 5b. Nas últimas 4 semanas, tomar meus remédios me dificultou levar uma vida normal.* 5c. Nas últimas 4 semanas, meus remédios têm me causado efeitos colaterais desagradáveis.* 5d. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com os efeitos que a minha medicação pode ter sobre o meu corpo.* 5e. Nas últimas 4 semanas, não tive certeza quanto aos motivos que me levam a tomar os remédios.* Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição. Aceitação do HIV
6a. Nas últimas 4 semanas, me arrependi da forma como levei minha vida antes de saber que tinha o HIV.* 6b. Nas últimas 4 semanas, fiquei zangado com o comportamento de risco e exposição ao HIV que adotei no passado.*
Preocupações com o sigilo

7a. Nas últimas 4 semanas, limitei o que falo para os outros sobre mim mesmo.* 7b. Nas últimas 4 semanas, tive medo de contar a outras pessoas que eu tenho HIV.* 7c. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado que minha família descobrisse que eu tenho HIV.* 7d. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado que as pessoas do meu trabalho ou que participam de minhas atividades do dia- a-dia descobrissem que eu tenho HIV.* 7e. Nas últimas 4 semanas, fiquei preocupado com a possibilidade de perder minha fonte de renda se outras pessoas descobrirem que eu tenho HIV.*
Confiança no profissional

8a. Nas últimas 4 semanas, senti que poderia ver meu médico sempre que precisasse ou sentisse necessidade.† 8b. Nas últimas 4 semanas, senti que meu médico me consulta ao tomar decisões sobre o meu tratamento.† 8c. Nas últimas 4 semanas, senti que meu médico se importa comigo.†

Função sexual

9a. Nas últimas 4 semanas, foi difícil ficar sexualmente excitado.* 9b. Nas últimas 4 semanas, foi difícil chegar ao orgasmo.* Este projeto contou com apoio da Bristol Myers Squibb através de um grant educacional sem restrição.

Source: http://santacasabh.org.br/app/webroot/files/uploads/MA%20-%20PATRICIA%20SANCHES%20CARNEIRO.pdf

Pii: s0959-440x(99)80007-4

sb9103.qxd 12/16/1999 9:19 AM Page 48 Combinatorial gene regulation by eukaryotic transcription factorsLin Chen Recent structure determinations of high order complexes of eukaryotic transcription factors bound to DNA have revealedthat residues from their DNA-binding domains are involved in MCM1 MADS box dimer protein–protein interactions between distinct factors.

Gesundheitliche risiken durch den übermäßigen verzehr von energy shots

Gesundheitliche Risiken durch den übermäßigen Verzehr von Energy Shots Stel ungnahme Nr. 001/2010 des BfR vom 2. Dezember 2009 Bei den so genannten Energy Shots handelt es sich um einen neuartigen Typ koffein- und taurinhaltiger Lebensmittel, die in flüssiger Form angeboten werden und damit werben, die Konzentration und Leistungsfähigkeit oder die sportliche Leistung zu steigern. Sie werden in kleineren Portionseinheiten (25-75 ml) als übliche Energydrinks angeboten, weisen jedoch pro Liter deutlich höhere Koffeingehalte und z. T. höhere Tauringehalte als die bisher be-kannten Energydrinks auf. Die Zusammensetzungen der dem BfR bekannten Energy Shots sind sehr unterschiedlich und pro Portionseinheit sind 50-200 mg Koffein und 200-1000 mg Taurin enthalten. Im Unterschied zu den Energydrinks sind die genannten Energy Shots auf-grund ihrer besonderen Zusammensetzung mit einer Verzehrsempfehlung versehen. Sie lautet bei den bisher bekannten einheitlich eine Portion pro Tag. Aus Sicht des BfR besteht bei dem bestimmungsgemäßen Verzehr, d. h. von einer Portion pro Tag, der oben in ihrer Zusammensetzung aufgeführten Energy Shots und Beachtung verschiedener Verbraucherhinweise kein gesundheitliches Risiko. Gesundheitliche Risiken können sich bei deutlichen Überschreitungen der angegebenen Verzehrsempfehlung ergeben. Hierdurch besteht die Möglichkeit, dass die Inhaltsstoffe (Kof-fein und Taurin) in wesentlich höheren Mengen und/oder in kürzeren Zeitspannen konsu-miert werden als beim bisherigen Konsum von Energydrinks, wobei das potenziel e Ausmaß aufgrund unterschiedlicher Koffein- und Tauringehalte bei den einzelnen Energy Shots un-terschiedlich anzusetzen ist. Risiken können sich aus den bei überhöhten Koffeinzufuhren bekannten möglichen unerwünschten Wirkungen ergeben. Es besteht Klärungsbedarf, ob unerwünschte Wirkungen von Koffein durch Interaktionen mit anderen Inhaltsstoffen von Energydrinks (z. B. Taurin) oder Ethanol aus begleitend konsumierten alkoholischen Geträn-ken sowie im Zusammenhang mit ausgiebiger körperlicher Anstrengung (z. B. längeres, kör-perlich anstrengendes Tanzen in Diskotheken oder sportliche Betätigung) verstärkt werden können. Ein tatsächlicher kausaler Zusammenhang ist zwischen diesen Faktoren bislang wissenschaftlich nicht nachgewiesen. Das Ausmaß möglicher gesundheitlicher Risiken ist abhängig von den Zufuhrmengen (Koffein und Taurin) und der Art der Zufuhr (z. B. Einmal-gaben, schnel er Verzehr in kurzer Zeit, hohe Zufuhrmengen bei Verteilung auf mehrere Ein-zeldosen), von der individuel en Empfindlichkeit des Verbrauchers gegenüber Koffeinwirkun-gen, von der Höhe der üblichen täglichen Koffeinzufuhr, von der Zufuhrmenge anderer kof-feinhaltiger Getränke und möglicherweise von begleitenden Faktoren, wie Alkoholkonsum oder anstrengender körperlicher/sportlicher Tätigkeit. Nach Auffassung des BfR besteht das Risiko des nicht bestimmungsgemäßen Gebrauchs der Energy Shots. Das Institut geht davon aus, dass Energy Shots z. T. auch als Ersatz für Energy-Getränke und wie diese nach persönlichem Belieben ohne Mengenbegrenzung kon-sumiert werden. Es sol te auch berücksichtigt werden, dass Verbraucherinnen und Verbrau-cher in Diskotheken u. U. bewusst durch höheren Verzehr der Energy Shots versuchen, Ü-bermüdungs- und Erschöpfungserscheinungen entgegen zu wirken oder u. U. bewusst Erre-gungszustände erzeugen wol en. Da infolge der körperlichen Anstrengung außerdem das Durstgefühl erhöht ist, besteht das Risiko, dass die Verzehrsempfehlungen für die in flüssi-ger Form angebotenen Energy Shots nicht eingehalten werden. Nach Auffassung des BfR besteht angesichts des Einsatzes zur Leistungssteigerung das Risiko eines übermäßigen Konsums der Energy Shots. Daher beurteilt das Institut aufgrund der möglichen hohen Koffeinzufuhren bei den zu erwartenden deutlichen Überschreitungen